
(A personagem: Sheba, de Life In Hell.
P.S.: Estou à procura da tirinha "The 9 Types of Boyfriends", se houver. HEHEHE)
viagens, relacionamentos, televisão, cinema, música, teatro, literatura - e COELHOS!




A gente sempre ouve dizer que o siso é o dente responsável por essa tal seriedade. No meu caso, o motivo para tanta circunspecção não parecia ser odontológico, pois tirei os terceiros molares - aliás, um deles quebrou na extração - nos meus pueris 11 aninhos... e nada. Quase cem sessões semanais de terapia, meus pais agora dizendo "Não tenha juízo!" (o que eu achava uma zombaria da minha grave condição de "VB") ao se despedirem de mim, e a nuvem cinzenta da prudência não saía de cima da minha cabeça.
Aos olhos de alguns, eu era pata-choca, incubada, otária, sargenta e brochante.
Só fui transar depois de começar a tomar anticoncepcional. Relacionamentos, me joguei em pouquíssimos (digamos que o Presidente Lula conseguiria contar nos dedos da mão esquerda). Até muito recentemente, eu não admitia ter amizade com usuários, nem mesmo esporádicos, de Cannabis. Minhas despesas não excedem meu saldo bancário. Acompanho meus pais em almoços de fim-de-semana, comemorações de família e viagens de férias.
Vai daí que eu estava fazendo um tratamento ortodôntico e descobri, numa radiografia panorâmica, o que minha dentista me apresentou como um dente supranumerário. Bingo!!! Era isto o que me atrapalhava. Dente demais, juízo em excesso.
Só após marcar consulta para a nova extração foi que me ocorreu que - lá no comecinho da minha história - o que sempre desejaram para mim foi que eu tivesse discernimento do que me faria bem ou não; que soubesse julgar. Não me isolar numa torre de marfim (porque isso é fácil, mas nada prazeroso) ou viver de acordo com a expectativa alheia.
Portanto... Hoje, depois de uma cirurgia simplérrima de 15 minutos, começo nova fase na vida. Prometo me arriscar mais e ter menos medo. Vou sair sozinha, cantar alto, pedir presentes, flertar em festinhas e contar piada, mesmo que ninguém mais ache graça. Quero rir do meu próprio ridículo. Não serei mais uma moça sisuda (bem, sobrou um caquinho que, a partir de agora, decidi ignorar).


Nascida em 16 de julho de 1979 no estado americano da Virginia, a ruivinha Jayma Suzette Mays tem um currículo invejável - é difícil encontrar um seriado que nunca tenha contado com uma aparição sua (para citar alguns: Joey, Six Feet Under, How I Met Your Mother, House M.D., Entourage, Ghost Whisperer, Ugly Betty, Heroes e Glee) e seus olhões expressivos são um prato cheio para o cinema besteirol - mesmo que, muitas vezes, suas personagens "tolinhas" possam lhe conferir uma baixa credibilidade como atriz dramática.
("Solta a franga, Dona Irene." HAHAHA)
Não abriu? Tente aqui.
portuguesa que trabalhava "em domicílio" e que, vez ou outra, me coloria as mãos de algum tom de vermelho ou lilás). Mas era cedo demais: a vaidade ainda não tinha chegado. Continuei usando os dentes mesmo.
Quando, porém, adentrei a loja num shopping/outlet na zona industrial de Marseille... me deparei com um verdadeiro playground: a casa possui um branding próprio, com SES-SEN-TA CO-RES diferentes em vidrinhos de 7 ml (ou seja, esses não vão estragar no armário lá de casa) por um preço em euros que, de miniatura, não tem nada, mas quem sai na chuva é para se molhar!
Na manhã seguinte, pus uma roupinha de fazer obra e acompanhei a Ariane e seus pais - de Betty! - ao apê novo, lixando as moldurinhas da parede do que será o quarto de hóspedes (portanto, era de meu interesse que ficasse bem feito o trabalho, HEHEHE) e do corredor. Uma boa chuveirada para tirar o pó e lavar os cabelinhos com John Frieda Collection, e catamos novamente a Betty, indo a Delft. Na volta comemos um bratwurst mit kartoffeln, cortesia de Mamma Doepfner, e nos encaminhamos para a praia (o povo acha que AQUILO é perto!) para provar os universalmente famosos (para eles) poefertjes, que nada mais são do que panquequinhas... que eu desavergonhadamente incluiria no café da manhã, no lanche da tarde, mas nunca chamaria de sobremesa.
No meio da semana, no meio do expediente, fui chamada para concluir "um dedinho" do trabalho que inspirava meus sonhos há mais de uma década. Na casa dos meus pais, desmontavam um armário que lá esteve, por 12 anos, sob o meu domínio. Não houve como escapar da sensação de estranhamento. Abandonei minhas funções profissionais na véspera de uma reunião muito esperada, enquanto, do outro lado da cidade, sumia uma parede conhecida de longa data.nossa correspondente, dourando a rabada
ruivas sardentas e gorduchas eram consideradas fofas... Havia, inclusive, uma família com oito irmãs que rachavam de ganhar dinheiro fazendo comerciais. Agora, para se enquadrar nos ridículos padrões de quem é "legal" ou não, Strawberry Shortcake - nome de batismo - teve que fazer chapinha e peeling, além de montar um guarda-roupa que alongasse a silhueta. Um absurdo. O pior caso, no entanto, ainda é o da personagem Laranjinha: na década de 90, foi re-representada por uma boneca negra (IÉÉÉISSS!!!), mas em 2009 vem ressurgir de cabelos escovados (BUUUU, ABAIXO O HENÉ MARU!!!). Não é à toa que garotinhas de 8, 9 anos vivem preocupadas com sua aparência ao invés de brincar de chá com as amigas.
Mais uma temporada de Perder para Ganhar (traduçãozinha meia-boca para o nome do programa, mas cujo conceito gringo de loser não encontraria parâmetro cultural neste Brasil lindo e trigueiro) começou a passar no P+A mês passado. Anteontem seus seguidores puderam acompanhar o 5o episódio, em que dez participantes de peso malham, choram e batalham contra as tentações da vida fast food cotidiana... mas tudo aconteceu em 2005! 