26.2.10

Fêmeas


são idealistas, possessivas, inseguras, têm medo de sofrer pela segunda (terceira, ou quiçá quarta!) vez e tentam guardar o coração numa caixinha enquanto o pobre faz uma micareta lá dentro.

Se arrumam para as outras verem. Passam batom antes de beijar na boca. Querem ser a Mulher Maravilha: überprofissional de dia, justiceira-fetiche à noite.

Não pensem que é fácil... Cada uma se vira de um jeito.

(A personagem: Sheba, de Life In Hell.
P.S.: Estou à procura da tirinha "The 9 Types of Boyfriends", se houver. HEHEHE)

23.2.10

bandeira

"... As almas são incomunicáveis.
Deixa teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não."

18.2.10

Vou te contar...

Yeeeeeaaaaaah! (*)
Descobriram o software que o novelista leblonino Manoel Carlos usa para elaborar suas tramas helenísticas!!! Minha única crítica - porque nada é perfeito, e algo deve ser creditado à criatividade do autor, HEHEHE - é que o programa não calcula a quantidade exponencialmente crescente de personagens em cada nova história. E não inclui a participação de José Mayer como o médico que come todas (claro, porque isso também é uma constante).

(*) trilha sonora: Wave, de Tom Jobim, com arranjo de Éder Camúzis. Ouça o final da peça e tudo se esclarecerá...

15.2.10

Os sapatinhos vermelhos dizem:


There's no place like home (e "O Mágico de Oz" é mais um clássico re-encenado por coelhinhos, em 30 segundos)!

quinzena 2x03

Just follow the yellow brick road!

MÚSICA: "Abri a Porta" (Flávia Bittencourt)
DELÍCIA: as longas noitadas no Messenger, KKKK
FOBIA: de discutir com quem tem certeza
MANIA MALDITA: camisetas e macaquinhos do Cafe Press
PÉ E MÃO: esmalte #4 da Hema ... preto purpurinado!

12.2.10

Txô de buela!


Um belo modelito 'Ice Queen' é tudo o que a coelha moderna precisa para combater o aquecimento global neste Carnaval!

Bons festejos, muita camisinha e Engov para todos.

11.2.10

É prova de resistência

... assistir, ou continuar assistindo, Big Brother em tempos de disputas tão absurdamente idiotas para se eleger (?) um líder (?!?) na casa. E o povo lá, convenhamos, deve ter deixado a vergonha na cara aos cuidados da mãe aqui fora!

Só por curiosidade, quem merece os próximos dez dias de lambuja, num loft exclusivo com ar refrigerado - podendo ainda defenestrar um adversário sem dó nem piedade - é o participante que conseguir limpar melhor o prato, ou resistir com mais glamour ao detergente que lhe cai no olho? Não, já sei: é o primeiro que decorar a intricada letra esfrega, esfrega, esfrega o esponjão. Pelamadrugada!!!

Tem gente que ainda ri da possibilidade de uma prova "Cagou, Ganhou" da Activia.

Dadas as circunstâncias, como disse a sábia e retuitante Srta. Bia, é bom nem pensar no que seria do programa caso recebesse patrocínio de KY Gel...

6.2.10

EU QUEEEEEEEEIROOOU (2)


Claire Faÿ vai além de "O Caderno de Rabiscos para Adultos Entediados no Trabalho" e suas sátiras inteligentes e interativas sobre o ambiente profissional, o tédio, as rotinas e as intrigas do mundo corporativo: amplia horizontes com desenhos e passatempos provocantes, repletos de críticas e ironias sobre a família, os amigos e as obrigações sociais, inclusive, é claro, aquelas das 9h às 18h.

Ousar largar tudo, colocar cada um em seu devido lugar, parar de remar contra a maré, montar seu próprio negócio, deixar seu chefe de lado... Em "Caderno de Rabiscos para Adultos que Querem Chutar o Balde" tudo isso é incentivado e permitido, assim como recusar convites, dar bolo nos amigos, escapar de jantares de família e falar abobrinhas. Com suas dicas e propostas cômicas para aproveitar mais a vida, o livro alcançou na França a marca de 100 mil exemplares vendidos. (sinopse retirada de www.siciliano.com.br)

3.2.10

EU QUEEEEEEEEIROOOU


Tem aqui ó. E, para quem não sabe, a última temporada de LOST "acabou de começar" nos Zistêites! Semana que vem passa na TV a cabo, uêba!!!

2.2.10

Agora vai mesmo

Quando era uma pequena carioca, eu jogava flores para a Rainha do Mar todo Ano Novo. Minha primeira experiência de desfile na Marquês de Sapucaí já sagrou a escola campeã, cantando as águas e saudando "Yemanjá, mamãe sereia". Em 1997, meu Coral venceu uma competição internacional interpretando (em dialeto keto e com direito a encenação, 'tá meu bem?!?) um ponto de candomblé para essa mesma entidade e, mais recentemente, levou às Zoropa uma peça linda em homenagem a - quem mais, senão ela própria? - e sua companheira das águas doces, Oxum. Temos uma relação bacana, uma coisa assim... fluida, HEHEHE.

Soube, na época do Réveillon, que 2010 seria ano de Yemanjá; aproveitando que hoje é, ainda por cima, o dia dela, deixo aqui minha reverência e meus votos de muita energia positiva, fartura, beleza, alegria e amor para todos. Tenhamos fé. Muita água há de rolar.

Pelo menos na minha família, o ano promete!

31.1.10

quinzena 2x02

Eu fico com a roupa, a Pretinha fica com a sacola (e a Gorducha dorme).

MÚSICA: "Seu Olhar" (Seu Jorge)
DELÍCIA: Awards Season e tapetes vermelhos...
FOBIA: desvio padrão!
MANIA MALDITA: detonar o sorvete de creme diet
PÉ E MÃO: "Noite Quente" da Colorama

20.1.10

Ah, agora vai

Nasci com cara de anjinho. E, quando criança, eu pensava que o dizer "Juízo, hem!" que ouvia dos meus pais antes de sair de casa - para o que quer que fosse - significava ser impassível, imune a qualquer estímulo ou tentação. Não sorria à toa, não conversava com estranhos (especialmente os do sexo masculino), não falava palavrão: eu tinha juízo.

Na escola, jamais tive um namoradinho, não me juntava à baderna dos colegas, nunca desrespeitei os coordenadores; minha única recuperação (fruto de uma prova pegadinha de Física, no 3º ano) foi frequentada por 90% da turma e, na insólita vez em que matei aula, o próprio professor me dispensou... Era bastante ajuizada! Me formei aos 22 anos de idade, em Comunicação (curso de gente doida) numa universidade federal, sem ter sequer beijado na boca. Não foi por falta de vontade nem, provavelmente, de oportunidade. Foi o bendito juízo.

A gente sempre ouve dizer que o siso é o dente responsável por essa tal seriedade. No meu caso, o motivo para tanta circunspecção não parecia ser odontológico, pois tirei os terceiros molares - aliás, um deles quebrou na extração - nos meus pueris 11 aninhos... e nada. Quase cem sessões semanais de terapia, meus pais agora dizendo "Não tenha juízo!" (o que eu achava uma zombaria da minha grave condição de "VB") ao se despedirem de mim, e a nuvem cinzenta da prudência não saía de cima da minha cabeça.

Aos olhos de alguns, eu era pata-choca, incubada, otária, sargenta e brochante.

Só fui transar depois de começar a tomar anticoncepcional. Relacionamentos, me joguei em pouquíssimos (digamos que o Presidente Lula conseguiria contar nos dedos da mão esquerda). Até muito recentemente, eu não admitia ter amizade com usuários, nem mesmo esporádicos, de Cannabis. Minhas despesas não excedem meu saldo bancário. Acompanho meus pais em almoços de fim-de-semana, comemorações de família e viagens de férias.

Vai daí que eu estava fazendo um tratamento ortodôntico e descobri, numa radiografia panorâmica, o que minha dentista me apresentou como um dente supranumerário. Bingo!!! Era isto o que me atrapalhava. Dente demais, juízo em excesso.

Só após marcar consulta para a nova extração foi que me ocorreu que - lá no comecinho da minha história - o que sempre desejaram para mim foi que eu tivesse discernimento do que me faria bem ou não; que soubesse julgar. Não me isolar numa torre de marfim (porque isso é fácil, mas nada prazeroso) ou viver de acordo com a expectativa alheia.

Portanto... Hoje, depois de uma cirurgia simplérrima de 15 minutos, começo nova fase na vida. Prometo me arriscar mais e ter menos medo. Vou sair sozinha, cantar alto, pedir presentes, flertar em festinhas e contar piada, mesmo que ninguém mais ache graça. Quero rir do meu próprio ridículo. Não serei mais uma moça sisuda (bem, sobrou um caquinho que, a partir de agora, decidi ignorar).

18.1.10

Estrela cadente

Alguns anos atrás eu e minhas amigas escolhemos, dentre os cobiçados do showbiz na época, nossos "maridos". Coisa séria: a gente acompanhava carreira, vida pessoal, projetos futuros e tal.

Até que, um tempo depois, num clássico fim de festa, surgiu a enquete dos esquisitinhos:


- Com qual ator/cantor/apresentador/performer meio fora dos padrões de beleza e gostosice você ficaria? Sem citar as respectivas fontes, nomes como Zeca Baleiro, Adam Sandler e Dave Grohl vieram à tona. Os maridos, é óbvio, não entravam no páreo... eles supostamente se encaixavam no perfil de "lindo, tesão, bonito e gostosão".

Supostamente. Já dizia aquele filme do Brad Pitt (maridaço!!!) que
nada é para sempre. Que o tempo passa e a Lei da Gravidade vale para todos, a gente sabe, mas alguns acolhem as décadas mais graciosamente que outros. Pois então, a querida leitora que - exigente como eu - costumava sonhar em ser a Sra. Brendan "Tudibom" Fraser (na foto acima), passados os tenros, bronzeados e bem-torneados anos 90, tem que encarar a dura realidade de que, após o divórcio, o rapaz começou a decair, decair, até os dias de hoje - em que, numa googlada, se encontram as imagens abaixo.



O cara me aparece com o
pânceps frouxo por aí. Faz implante capilar - usando ainda um Imedia acaju-mogno que nem uma fã declarada consegue relevar (não que eu exija esbeltez ou uma farta cabeleira, mas há que se manter alguma dignidade!). E, para completar, protagoniza a cena mais forçada e retardada dos Golden Globes. Tudo para não citar os boatos de que andou devolvendo roupas usadas para a loja.

Definitivamente, estou fazendo falta na vida dele! (Sim, eu ainda me casaria. Afinal de contas, sempre tem um esquisitinho que a gente toparia pegar, né?)

15.1.10

quinzena 2x01

(ou... Season 2, Episode 1)

Ufa, homologaram!!!

MÚSICA: "Lucky" (Jason Mraz e Colbie Caillat)
DELÍCIA: os denguinhos da minha caçula
FOBIA: das anestesias da dentista!
MANIA MALDITA: ficar no Facebook até as 4 - sim, da manhã...
PÉ E MÃO: "Jurerê" da Ana Hickmann

12.1.10

Adicta convicta

Eu sei - Sei que é droga pesada, mas fazer o quê?!?

Tudo começou em 2002, quando eu morava sozinha no meu quarto-e-sala alugado perto da Avenida Paulista. Como diria Cazuza, eu vivia perdida, sem pai nem mãe: acordava, trabalhava, comia e dormia. Até que um grupo de gente diferente, animada, invadiu minha casa e... de repente, não me senti mais só.

As noites começaram a ser mais aguardadas que os dias. Fui me apegando (especialmente a um músico chamado André), deixando que aquela turma tomasse conta dos meus fins-de-semana, dos feriados, das tardes de folga. Aí, em um dia particularmente dramático(*), eles se retiraram da minha vida e sofri de uma inevitável crise de abstinência.

Alguns meses depois, convencida pela minha irmã de que valia a pena, recaí. E, de lá para cá, todo início de ano é a mesma coisa: quando começa o Big Brother Brasil eu esqueço que sou filha de uma boa família, formada e pós-graduada, fluente em um par de línguas, para virar uma ameba expectadora de Pedro Bial e seus "bravos herois" da "nave louca". Eu vejo, discuto, elejo favoritos. Esta adicção é de uma irracionalidade tão grande que já me levou a matar serviço para pegar um avião, pagar hotel e assistir a um paredão(**) ao vivo.

E, assim, lá vou eu mais uma vez... Está começando o BBB10!
Tchau. Fui!!!


(*) longa história! Depois prometo contar minha versão do episódio final do Big Brother 1.
(**) outra longa história. Pelo menos, a participante não era uma estranha, KKKKK

8.1.10

O tema é... Jayma Mays

Vira-e-mexe, acontece: você vê um programa de televisão com determinada figura no elenco. No dia seguinte, lá está ela num filme. Dois dias depois, faz participação especial em uma série!

O que poderia ser encarado - pelos paranoicos de plantão - como perseguição, para a coelha Jureminha vira assunto de post:

Nascida em 16 de julho de 1979 no estado americano da Virginia, a ruivinha Jayma Suzette Mays tem um currículo invejável - é difícil encontrar um seriado que nunca tenha contado com uma aparição sua (para citar alguns: Joey, Six Feet Under, How I Met Your Mother, House M.D., Entourage, Ghost Whisperer, Ugly Betty, Heroes e Glee) e seus olhões expressivos são um prato cheio para o cinema besteirol - mesmo que, muitas vezes, suas personagens "tolinhas" possam lhe conferir uma baixa credibilidade como atriz dramática.

Uma curiosidade: ela conheceu seu marido, o também ator Adam Campbell, durante as filmagens de Deu a Louca em Hollywood (Epic Movie, 2007).

6.1.10

Celebrando o Dia (ou "Carpe Diem")

Dia de Reis é o momento de guardar a árvore de Natal, limpar a cacarecada da escrivaninha e começar a por as resoluções de Ano Novo em prática - mas, para quem quiser, também vale fazer simpatias para trazer dinheiro, amor e, especialmente, alto astral...

Então, fica aqui um estímulo para já iniciar 2010 no maior shake-yo-boody:


("Solta a franga, Dona Irene." HAHAHA)
Não abriu? Tente aqui.

31.12.09

a quinzena #24

Em 2010, esqueça as diferenças, ame muito e seja feliz!

MÚSICA: "Presente Passado" (Isabella Taviani)
DELÍCIA: minha loirice 'gramuuuuu'
FOBIA: cópias autenticadas em PDF!!!
MANIA MALDITA: Que filme é esse? no Orkut
PÉ E MÃO: "Coral Chic" da Colorama

15.12.09

a quinzena #23

A maior, melhor e mais bonita equipe de eventos! KKK

DELÍCIA: aprovação, entrevista e pagamento. Nessa ordem.
MÚSICA: "Você Já Me Esqueceu" (Fernanda Takai)
FOBIA: de cantar para o mundo ouvir... bobeira, né?
MANIA MALDITA: tomar bebida alcoólica na rua e Liber em casa
PÉ E MÃO: "Modern" da Sephora

6.12.09

Mania aborrescente!

A tal da "Saga Crepúsculo" (Lua Nova, Eclipse e Amanhecer) está super duper master blaster na moda, e eu aqui achando que esse coelhinho tem mais sex appeal que o Robert Pattinson! Definitivamente, não tenho mais 13 anos...

30.11.09

a quinzena #22

Não basta. Tem que participar.

MÚSICA: "Nada que Te Diz Respeito" (Céu e Diogo Poças)
FOBIA: ... la la la la la la la!
DELÍCIA: Rafael e Isabel - com o carro "Helax" e o pula-pula
MANIA MALDITA: de pintar a sobrancelha falhada
PÉ E MÃO: "Raisin" da Sephora

20.11.09

O ex

Espantosamente fácil e perigoso demais é voltar para o que já nos pertenceu... Nem meia hora é preciso para se reconhecer o "território", e tudo se encaixa como se vocês nunca tivessem se deixado. A sala, a mesa, o telefone, os programas do computador, o ramal daquela secretária que sempre quebrou um galhão na hora do aperto: igualzinho.

Todos se mostram felicíssimos em vê-la. E você se sente querida, desejada, necessária.

Aquela rotina louca agora parece boba e as aporrinhações, enormes e infindáveis no passado, perturbam bem menos. Por uma curta temporada, este revival descompromissado é a solução da sua carência.

Quase dá para esquecer o motivo do rompimento e pedir para ficar de vez - mas aí você lembra que viver para sempre com ele não era o seu ideal: uma vida sem paixão, sem tesão, sem inovação. No fim das contas, a relação era (isso sim) um arroz-com-feijão muito do básico, da qual você saiu porque não havia espaço para suas asas e seus sonhos.

Enfim, você dá graças a Deus que, na segunda-feira, esse problema não é mais seu.

16.11.09

Ta-ra-ta-ta

Perguntaram para Quentin (o Tarantino): "Quer matar um monte de nazistas?" E ele respondeu: "Uêpa, só se for agora!"

Tarantinamente falando, Bastardos Inglórios é muito divertido. Sim, tem sangue. Tem miolos voando... ou foi a minha imaginação? E tem muita violência gratuita. Mas tem Brad Pitt, impagável em sua própria versão de O Poderoso Chefão, tem uma mocinha "macho paca" (Shosanna Dreyfus/Emanuelle Mimieux - Mélanie Laurent), e um vilão que todos amamos odiar, interpretado maravilhosamente - justiça seja feita - pelo austríaco Christoph Waltz.

E o final é catártico.

(para quem quiser ler uma crítica de verdade, Jureminha recomenda a sempre embasadíssima análise de Lu Monte)

15.11.09

a quinzena #21

'Would you tell me, please, which way I ought to go from here?'
'That depends a good deal on where you want to get to,' said the Cat.

MÚSICA: "Tudo sobre Você" (Zélia Duncan)
DELÍCIA: Dona Bibi cantando e contando Piaf, claro!
MANIA MALDITA: não estudar para os concursos
FOBIA: de ser pega no Polyvore... durante o expediente.
PÉ E MÃO: "Rosa Chiclete" da Colorama

5.11.09

Uma caixinha de emoções

Chegaram hoje - finalmente, por culpa da lerdeza desta que vos escreve - os brindes que o FotoAJato ofereceu para sorteio no LuluzinhaCamp de junho!

Gostei bastante do atendimento, via site e por e-mail, às minhas dúvidas loiras. Fiz upload sem nenhum problema e pude escolher configurações personalizadas (papel fosco/brilhante com ou sem margem) para cada uma das minhas 10 fotos, tendo a alegria de saber que um arquivo de 55kB, por exemplo, é considerado "bom" para uma revelação 10x15.

Eles dão uma re-enquadrada e tiram a data que, por ventura, conste da imagem, mas a qualidade de impressão é muito boa. Porém, o que achei mais fofo de tudo foi a embalagem: uma singelíssima caixa branca com o título "EMOÇÕES" em alto relevo. Meu lado velhinha-colecionadora-de-tranqueira vai guardá-la.

Neste primeiro momento de contato, e gratuidade, com o serviço, enviei fotografias de menor definição (para ver qual era mesmo!), mas agora pretendo encomendar otras fotitas más, algumas feitas por profissionais... coisas para colocar no porta-retrato, na prateleira da mãe, da casa da tia-avó... ;)

Até o Natal eu dou um retorno. Beijo-me-liga.

1.11.09

Não entendo

Não consigo entender quem tem hora marcada para ser amigo ("Olha, eu hoje sou só ouvidos para você, conte comigo, com a minha solidariedade e minha companhia... das cinco às seis, porque depois eu tenho compromisso!"). Minha compreensão não chega para gente que acorda, dorme e vive pensando e falando em uma só matéria - ou na falta que esta lhe faz na vida, o que dá no mesmo. Não absorvo a ideia de pregar a diversidade, mas só conviver com os que são absolutamente iguais a si: e para os outros, a intolerância. Não concordo que o amor universal seja aplicado apenas aos da rua.

Me esforço (e muito!) para abraçar defeitos e adoçar amarguras minhas e alheias.

Não sou perfeita, é claro, mas minhas idiossincrasias são, pelo menos, contestáveis.

31.10.09

a quinzena #20

mais inventos, mais 15 dias de trial!

MÚSICA: "Cachaça Mecânica" (Anna Luísa)
DELÍCIA: o jantar no Dudu!
MANIA (MALDITA?): rímel cinza da Hema
FOBIA: barriga de cerveja X glamour
PÉ E MÃO: "Flamenco" da Sephora

18.10.09

dex.ter.i.ty

do inglês: substantivo. destreza. Qualidade de quem é destro; agilidade. Aptidão; habilidade; arte.


Parecia difícil encarar o irmãozinho caçula de Six Feet Under como um assassino. Mas Jureminha, coelha arrojada que é, aceitou o desafio (estimulada por uma promoção de R$39,90 o box) de conhecer comme il fault* a série Dexter.

O protagonista é um serial killer de serial killers; por convicção, um ser desalmado, mas pleno de ternura em seu convívio com a família, a namorada, os enteados. Confuso? Seu ganha-pão é ser especialista em pingos, manchas, borrifos e jatos de sangue e, nas horas vagas, ele esquarteja criminosos hediondos. Nojento? Seria, se Michael C. Hall não tivesse uma carinha fofa e não interpretasse com tanto gosto. O cara se diverte - perseguindo, torturando, matando, tirando onda com os colegas da Polícia de Miami e fazendo lanchinhos entre um cadáver e outro - isso dá para perceber! Seus coadjuvantes, como não poderia deixar de ser, são o tira gente-boa cubano, o detetive negro durão, a irmã (também policial) caloura e a tenente loba "caliente" - cujos atores comentam o episódio #6 no DVD.

De quebra, a primeira temporada traz o Assassino do Caminhão de Gelo ("ice truck killer" soa beeeeem melhor) e suas vítimas drenadas e meticulosamente destrinchadas. Um lance meio carne maturada embalada a vácuo, sabe? E não se pode esquecer das cabeças de Barbie: um must, ainda que totalmente freak.

Vale uma conferida no segundo ano.


* do episódio um até o último extra, acompanhando a estória. Porque esse negócio de tentar pescar os capítulos na grade mensal da TV a cabo cansa a beleza de qualquer uma.

15.10.09

a quinzena #19

Cadê a sucuri que estava aqui?

MÚSICA: "Vestido Estampado" (Ana Carolina)
DELÍCIA (ou MANIA MALDITA?): Mafia Wars!
FOBIA: do ouvido da Pretinha não se curar... e dela ficar doente... :,(
PÉ E MÃO: "Figue" - ainda - da Sephora

3.10.09

Esmaltinhos colecionáveis

Eu roía as unhas.

Aos 11 anos, Mamãe me levou para a manicure pela primeira vez (ou melhor, antes disso, na época dos meus 3-4 aninhos, havia uma senhora portuguesa que trabalhava "em domicílio" e que, vez ou outra, me coloria as mãos de algum tom de vermelho ou lilás). Mas era cedo demais: a vaidade ainda não tinha chegado. Continuei usando os dentes mesmo.

Eis que aos 18, porém, houve um dos encontros mais sérios da minha vida. Catarina Tavares estava iniciando sua carreira de nail stylist e eu, em pleno processo de extrair o mulherão que vivia escondido dentro de mim, decidi começar a ser cliente assídua. De lá para cá, já se vai metade das nossas vidas (a da Cátia e a minha), em que nos divertimos procurando semanalmente cores novas para enfeitar a ponta dos meus dedinhos.

Em julho passado, então, viajei com a incumbência de trazer um esmalte Sephora by O.P.I. - sim, a gente usa marcas chiquérrimas! - branco cintilante. Quando, porém, adentrei a loja num shopping/outlet na zona industrial de Marseille... me deparei com um verdadeiro playground: a casa possui um branding próprio, com SES-SEN-TA CO-RES diferentes em vidrinhos de 7 ml (ou seja, esses não vão estragar no armário lá de casa) por um preço em euros que, de miniatura, não tem nada, mas quem sai na chuva é para se molhar!

Coloquei logo o tal esmalte branquinho* na cesta e estacionei na frente do display, me acotovelando com as adolescentes francesas para experimentar e escolher e mudar de ideia, pincelada em cima de pincelada, os mais fantásticos matizes para "escandalizar o salão" aqui no Brasil. Vermelhão aberto, violeta vivo, ameixa escuro, dourado, vinho cintilante, berinjela, preto purpurinado, azul marinho, turquesa, laranja... foi uma loucura. Comprei seis (passion, raisin, figue, fusion, modern e flamenco). Só seis! E o cartão quase que não passa.


O produto é de primeira qualidade. Cobre uniformemente a unha, seca rápido, não descasca, sai com uma passada de removedor, não mancha; é uma bênção. Confesso que, apesar de felicíssima com as aquisições, fiquei meio jururu (pois tive que deixar o black strass, o blue sapphire, o beige topaz, o tectonic, o curacao e o mango, entre outros, para trás), mas na semana passada descobri que todos eles figuram liiiiindos no site internacional da loja, e em dólar; ou seja, cerca de 30% mais baratos - ou menos caros, sei lá!?!

Ai, meu crédito.


* os nomes da O.P.I. são superdivertidos: o branco, no caso, é o 'A-ha! Moment', mas tem ainda o marrasquino 'And a Cherry on Top', rosinha 'A True Romantic' etc. Fora o fato de que, para meu deleite, descobri que os livros da inglesa Sophie Kinsella, quase todos, batizam produtos desta linha.

30.9.09

a quinzena #18

Mãe, eu já disse que não gosto de remédio no ouvido!

FOBIA: daqueeeeele lance - desde junho! - para o Coral não rolar
MÚSICA: "Tudo Diferente" (Maria Gadu)
DELÍCIA: aniversário, despedida, La Reina, casamento, visitas...
PÉ E MÃO: "Figue" da Sephora

24.9.09

Uma vida Polishop

Numa linda manhã desta Primavera que acabou de chegar, a coelha Jureminha acorda e esquenta água diretamente da pia, graças ao filtro Philips acoplado à torneira da cozinha, para um cappuccino instantâneo. Liga o George Foreman Grill Champ e prepara aquele misto quente no capricho (com mostarda de Dijon, sua mais nova mania!) e, enquanto o sandubinha não fica pronto, passa a Electric Sweeper pela casa. Seus cabelos estão lisos e sedosos, mesmo recém-saídos da cama, pois ela usou a Wet & Dry Ceramic na noite anterior...

Não é que novas ideias facilitam sua vida?

15.9.09

a quinzena #17

uma despedida em Petit Comité

MÚSICA: o "Hymne à l'Amour", claro...
FOBIA: do chá de jasmim do Mitzu
DELÍCIA: recomeçar, sonhar, e estar bem com isso tudo
PÉ E MÃO: "Fusion" da Sephora (tô usando todos!!!)

14.9.09

Patrick Swayze estava lá

Quando, aos 13 anos (na mesma época em que fui com meus primos e seus amigos - wooooh! - à sessão de meia-noite de O Selvagem da Motocicleta), assisti ao cult Vidas Sem Rumo, ele estava lá.

Os 15, comemorei ao som de The Time of My Life (de Dirty Dancing, que devo ter visto umas vinte vezes, para não dizer mil...) e ele estava lá, encarnando Johnny Castle com sua indefectível calça preta.

Quando entrei na faculdade, lá estava, em Ghost. Ele, a cerâmica, Demi, o amor eterno, Whoopi, o níquel subindo pela porta, The Righteous Brothers cantando e Tony Goldwyn de vilão.

Bronzeado e loiríssimo, estava assaltando bancos em Caçadores de Emoção, junto ao "novato" Keanu e os ex-presidentes.

Na fase das baladas, foi minha drag favorita - e olhem que a concorrência era ampla - em Para Wong Foo... e estava, como diria o Marquêz, puro L.P.G.: luxo, poder e glória.

Estes foram filmes que me marcaram. São referências minhas. O rebelde, o sedutor, o romântico, o líder, a lady, que trago comigo agora que ele não está mais por aqui.

31.8.09

a quinzena #16

Doña Quijota e Sancha Panza

MÚSICA: "Tudo Certo" (Luiza Possi)
DELÍCIA: queijos - franceses - e vinhos - portugueses - do Coral!
FOBIA: da quinta página do livro, HEHEHE
PÉ E MÃO: "Passion" da Sephora

15.8.09

a quinzena #15

Tatu, o muso do verão norueguês!

MÚSICA: "Girls Just Wanna Have Fun" (Cindy Lauper) - VE-RO-NI-CA FM!
DELÍCIA: miniaturas Sephora, L'Occitane, Lancôme, The Body Shop...
FOBIA: 94,8
PÉ E MÃO: Neanderthal style

14.8.09

Minha aventura individual:

(03/08) Da França até a Holanda, o que deveria ter sido uma curta linha reta virou um quadrilátero cheio de pitstops... Às seis da manhã peguei um táxi para o aeroporto, indo para Londres. Uma hora e meia no Terminal 5 de Heathrow, e peguei o proximo voo para Frankfurt. De lá, imediatamente, um trem para Utrecht (puxando 25kg de mala com um carrinho empenado, embarcando e desembarcando, tá?) e outro para Den Haag.

Minha amiga me aguardava com a família toda, inclusive o "lovey". Naquela noite, rolou só um chazinho e um update de meninas. Apaguei no quarto do sótão que separaram para mim, levantando na terça-feira às 11h bem descansada, mas com os tornozelos ainda em forma de bolinha (e assim foi até o fim da viagem)... para à tarde passearmos pelo centro de Wassenaar (sorvete, mais fofoca e supermercado). O jantar foi uma prática carne com molho de sopa de cebola e fui, então, apresentada ao vla: um flan derretido cremoso, este com sabor torta de maçã e passas - o melhor dos que provei.

Na manhã seguinte, pus uma roupinha de fazer obra e acompanhei a Ariane e seus pais - de Betty! - ao apê novo, lixando as moldurinhas da parede do que será o quarto de hóspedes (portanto, era de meu interesse que ficasse bem feito o trabalho, HEHEHE) e do corredor. Uma boa chuveirada para tirar o pó e lavar os cabelinhos com John Frieda Collection, e catamos novamente a Betty, indo a Delft. Na volta comemos um bratwurst mit kartoffeln, cortesia de Mamma Doepfner, e nos encaminhamos para a praia (o povo acha que AQUILO é perto!) para provar os universalmente famosos (para eles) poefertjes, que nada mais são do que panquequinhas... que eu desavergonhadamente incluiria no café da manhã, no lanche da tarde, mas nunca chamaria de sobremesa.

Mais um dia nos gostosos e ensolarados Países Baixos: peguei um trem para o Brooklyn (Breukelen) local para visitar Tati, Tiago - com quem almocei, brinquei, fui a Utrecht e me perdi na volta - e Davi, passando horas de deleite. Depois tomei um vinho (cocktail nuts, schnapps... sacumé) com meus anfitriões de casa e ficamos na varanda jogando conversa fora até que anoitecesse de vez.

Seis de agosto foi uma sexta-feira, que aproveitei para, finalmente, conhecer o mercado de queijos de Alkmaar. A cidade vive em função disso, me parece. Carregadores, inspetores, o pai do queijo, o Museu, as provinhas na feira, as vendedoras em trajes típicos, até a multidão internacional (na dúvida de qual caminho tomar? Siga os japoneses!); tudo esteve uma delícia. Parando em Haia, carregamos e descarregamos o carro e levamos toda a tábua corrida do chão lá para cima, mas fomos depois recompensados com uma sopa (de volta a casa) gostosíssima de lentilha, linguiça e batata... e mais vla. Comi tanto que quase não consegui tomar o chá mais tarde.

Aí, após o café do sábado, me deixaram o aeroporto para um voo ruim (pense num assento na porta do banheiro que não reclina! pense numa tarifa que não incluia nem água! pense num chá de 3 euros! pense num avião que balançou! pense num ouvido que entupiu!) de Amsterdam a Oslo, quando e onde re-encontrei minha comadre e seu maridão norueguês.

Como ambos estavam tresnoitados de um casamento, jantamos (salsichas com batata - "uma refeição europeia") e ficamos em casa mesmo. No domingo, dia 08, após um master-blaster café da manhã com ovo cozido, patê de caviar e peixe agridoce em conserva, fomos tomar chuva na cidade. Tomei um 'mocca cafe' ao lado do aquecedor de mesa (acho até que bronzeei a bochecha direita) e papeamos com um garçon de Uberlândia, antes de seguir pela Karl Johanns Gata para o Castelo Real, os museus em que não entramos e o Vigelands Park. Lindo. Jantamos pizza no buffet e retornamos ao ninho.

No dia seguinte acabei de gastar meu bilhete de 24 horas e comprei um Oslo Pass para usar terça e quarta; andei mais uma vez a "Carlos João" toda e fui ao cinema - estava chovendinho - ver o último Harry Potter (com as boas graças de Deus, legendado). À noite experimentei sodd, uma sopa típica do norte da Noruega, coisa de viking macho! HAHAHA, com bolinhas e carninhas...

Então, aproveitando meu passe de 2 dias, tentei pegar (contudo, no lugar errado e com 20 minutos de atraso) um sightseeing; me guiei sozinha mesmo pelas ruas e atrações culturais de Oslo: a Galeria Nacional, o Tullinløkka, um centro Georges-Pompidou dos pobres com sua exposição pop art, o Museu Histórico Cultural, o Nobel Peace Prize Center e as ruas do sul até a Sentralstasjon, em que encontrei a Paulinha e me informei melhor sobre a saída do city tour. Nessa noite, tivemos um empolgante jantar em família com o irmão e a nova cunhada, filipina, do Brede.

Na quarta-feira, último dia de excursão, gás total: emendei o "Oslo Gran Highlights" (Vigelands Park, Holmenkollen, Viking Ship Museum, Kon Tiki e Fram [Polar Ship] Museum, terminando na Opera House - um iceberg de mármore Carrara) com o "Fjord Classic Sightseeing" em companhia da pitoresca Ruthie ("You look like Iggy Pop"), seus pais, a fofa guia Marie e vários italianos.

Já em ritmo de volta, acordei às 6 da manhã e comecei a peregrinação que incluiu 4 horas no Terminal 3 do aeroporto de Heathrow (cadê o cinema? me enganaram???), gastando em pounds e fazendo um intensivo sobre as escritoras britânicas de livros-mulherzinha. Com a bolsa empacotada de cookie norueguês e bagel novaiorquino/londrino, cheguei às 6 da tarde em Lisboa (e, por mais que a vontade de conhecer algum novo pedaço da capital portuguesa fosse grande, fiquei no hotel arrumando as bagagens - e curtindo uma hospedagem quatro estrelas, lógico, que eu não sou boba nem nada)!

Às sete e meia da manhã seguinte, então, desci, paguei 14 euros (nem calculo mais o prejuízo!!!) pelo 'pequeno-almoço' e me encaminhei para o derradeiro voo dessa epopeia de um mês. Viajei ao lado da Dona Aparecida, de Dourados/MS, que tinha ido ver a filha e o netinho. O avião passou poucos e espaçadíssimos filmes, mas, com a distração do pequeno Nathan (que, mais ou menos às duas da tarde - hora do Brasil - despertou e resolveu conversar conosco), conseguimos chegar.

2.8.09

En Provence

Quanto ao festival propriamente dito: em Cogolin, lugar cheio de ladeiras e histórias, fomos censurados pelo padre. Deu até notícia no jornal. No segundo dia, quando deveríamos ir à praia, chegou o vento Mistral e fomos proibidos pelo Maestro de fazer estripulias. Ou seja, soltaram a gente em Toulon e depois levaram para La Farlède, em que só conhecemos o Salão de Festas da cidade (e o primeiro de muitos coros de velhinhos que abriram os concertos do Coral). A terceira parada foi Aubagne, terra do ilustre Marcel Pagnol, autor de diversos livros que eu particularmente nunca li. Era um domingo e tudo estava fechado, mas o concerto foi um sucesso e a "after party" idem. Saímos com a polícia na porta após uma paellada com anticorpos diversificados e vinho rosé de caixinha (também um dos primeiros, entre vários). Em Flassans não vimos nada, exceto a igreja que não tinha toaletes (Pergunta: e se o padre tiver um piriri?). Ainda assim, apertos e rusgas à parte, a apresentação foi bastante aplaudida e fomos convidados para uma recepção à base de biscoito Mabel, Bis branco e sorvete Cornetto.

O quinto concerto foi em casa (nada como tomar banho com calma, pentear o cabelo, fazer maquiagem em um banheiro!) e dividimos o palco com o excelente coro jovem da Indonésia. Na volta, os guias organizaram um randêvuzinho, meia-boca mas muito simpático, com os grupos da Grécia e da Rússia - E ATENÇÃO MENINAS: CUIDADO COM OS RUSSOS, eles repetiam o tempo todo - que acabou às 2h00 em ponto com reclamação da concièrge e uma baixa clássica no nosso grupo ligada ao consumo de bebidas alcóolicas. No plural. Os que não deram PT* (*perda total) continuaram o forrobodó no apartamento 208. Na manhã seguinte tivemos um miniFestival do Lycée Maurice Janetti, com os 4 coros alojados aqui. Todos são bons, mas os indonésios são excepcionais mesmo.

À tarde mais um passeio foi cancelado, dessa vez ao Lago de Esparron, devido ao tempo nublado. Em compensação, nos 40 minutos que passamos em Saint Julien Le Montagnier (ou Montagné) antes de cantar, reviramos a cidade ao contário. Infelizmente a população não conseguiu encher a plateia (mas o som estava ótimo e muita gente saiu satisfeita com a performance). No dia 23, fomos sacaneados pelos técnicos de som e luz na Pedreira Paulo Leminski/Theâtre de la Nature em Allauch, mas resgatamos a boa fama do Brasil cantando, a dois passos do pequeno e pacato público, hits como "Berimbau", "Corisco" (na prorrogação; com demonstração de frevo by Carol) e "Carinhoso". O primeiro concerto em Marseille (12ème arrondisement, Igreja de São Barnabé) foi de gala, após um lauto jantar - com direito inclusive ao polêmico Pastis - e dentro de uma igreja fechada abafadésima!

Com um passeio a Aix-en Provence, algumas compras, muitos casamentos na rua e a consolidação do projeto 'Moema e o Proletariado', fizemos uma apresentação bucólica no Jardim Público de Saint Cannat (ainda que a refeição árabe oferecida não tenha caído bem em todas as barriguinhas brazucas). Praticamente de madrugada, fomos ao parquinho de diversões instalado downtown tomar cerveja fria no vento gelado. No domingo, fritamos três horinhas na praia de St. Cyr sur Mer - PAUSA PARA O BANHO NO CHUVEIRÃO DA ORLA E LIMPEZA DAS PARTES ÍNTIMAS COM LENÇOS UMEDECIDOS - antes de cantar para o mofo, os ácaros e a população de Saint Zacharie. Já o momento mais emocionante foi a volta a Marseille (9ème arrondisement, Mazargues), após a visita diurna à belíssima basílica de Nossa Senhora da Guarda, num concerto aberto pelas moças da Maîtrise Gabriel Fauré, onde fomos ovacionados por uma igreja cheia de gente fina, elegante e sincera: o casal gay da segunda fila, a senhorinha do canto esquerdo com a bolsa no colo, nossa espectadora de Cogolin (Anne) que deu origem à série de matérias sobre a censura do padre polonês, o cunhado do Trio Esperança, um ex-professor de Francês da UnB e brasileiros... sempre! E, por falar neles - ou em nós mesmos - o padre da paróquia seguinte, em Méounes, era de Anápolis. Tivemos mais uma farta comilança (dessa vez numa cave, servida pelo melhor buffet da cidade e com direito a visita à melhor padaria do Var), cantando após e junto (o Gloria de Vivaldi: "se vira!") a mais um coro de aposentados.

O aniversário de nossa "presi" foi um evento muito aguardado em Ollioules; não somente pela data festiva, mas também por ser o dia em que (despojados de nossos uniformes chiques, cantando em um Salon de Fêtes) teríamos o auxílio luxuoso do nosso guia e tchutchuquinho Benjamin no tambor africano para a interpretação de "Ponto de Oxum". Mais uma vez (e, dessa, a última) o brasileirinho Laurent e seu pai francês vieram assistir, despendindo-se com muita emoção da gente... Mas a farra não parou por aí! Nossa outra guia, Lili, trouxe um bolo - ou melhor, uma torre - de merengues/carolinas carameladas com creme para acompanhar o monte de amendoins, frutinhas e queijos que nós mesmos compramos para a festa de 31 aninhos da Lilian. O baticum foi um sucesso, até a concièrge aparecer mais uma vez, HEHEHE.

No penúltimo dia (30) tivemos um desafio digno do Sem Limite, já que passamos a tarde na praia e cantamos com calças brancas (tome lencinho); e mais! a capela 3x2 em que deveríamos cantar, na cidade de Gassin, ficava morro abaixo (ladeira e palquinho apertado: um e meio. eu: zero) e os banheiros, morro acima. Aliás, o concerto desse dia ficou para a história como cena do maior ataque de riso coletivo da tournée. Culpa do assobio da Márcia, que falhou, e do Moisés, que começou a gargalhar... E, para fechar com chave de ouro, tivemos um almoço-cortesia da diretoria - COM VINHO ROSÉ - e uma visita à vinícola de Triennes - VINHO BRANCO, ROSÉ E TINTO - antes de nos dirigirmos a Claviers para o último concerto. Liliane chorou, Ben chorou, nós choramos, a plateia chorou... não escapou um cristão (sim, foi dentro da igreja) sem um olharzinho marejado que fosse. Depois do dever cumprido, caímos num verdadeiro trotoir, numa celebração itinerante liceu adentro em honra aos deliciosos 1) dias de convivência e 2) vinhos comprados (vários destes também deviam acabar por ali).

É óbvio que, deixando o passeio mais-que-mal-sucedido que tivemos (eu e dois dos meninos) de lado, fizemos mais uma bagunça na noite do dia 1o... Já nem me lembro mais de como acabou a batucada, mas no dia seguinte embarcamos para Marseille e, de lá, para Lisboa novamente. Para fazer companhia aos chorões, o céu desabou uma chuva de respeito assim que pegamos a estrada. Ah sim, esqueçam o avião Pisco! A aeronave da volta se chamava Rola. Todo mundo teve que entrar nela (menos seis afortunados), literalmente. Aí, estendendo as celebrações mais um pouquinho (ô povo fogueteiro!), tiramos o dia para passear na capital lusitana - dois ou três grupos separados - e curtimos um - agora sim, todos juntinhos - excelente jantar-show de bacalhau ao forno e música portuguesa no bairro de Alfama.

31.7.09

a quinzena #14

Há um vilarejo ali, onde areja um vento bom... (foto: Lilian Oliveira)

MÚSICA: "Sapato Velho" (Roupa Nova)
DELÍCIA: verbeeeeeeena
FOBIA: saldo negativo de R$1.800!
PÉ E MÃO: duo de esmaltes bege - Búzios? e Ubatuba? - da Dote

21.7.09

Direto de Hogwarts

O time de Grifinória chegou na quinta-feira passada, rindo alto e fazendo batucada. É difícil não simpatizar com povo tão otimista e pronto para o que der e vier.

As equipes de Lufa-Lufa e Corvinal (ainda não se sabe direito quem é quem) fizeram o check-in anteontem; aparentemente, os rapazes de uma destas casas são mais agressivos que o normal, e as moças da outra mostram-se extraordinariamente sociáveis.

Hoje há uma partida contra Sonserina, que já veio direto para o embate. Os mais jovens do colégio, prometem estabelecer um alto nível na competição.

O refeitório, pela manhã e ao meio-dia, fica lotado de gentes variadas, numa verdadeira babel de idiomas, etnias e comportamentos. Falando sério, me sinto no meio do torneio Tri-Bruxo!

... Só que o nosso Dumbledore não é tão carismático (mesmo outros magos do local evitam um contato mais intimista com ele). E sinto muita falta de minhas bruxinhas amadas Perséfone Purrings e Barbarella McCloister, que ficaram com os avós trouxas nas férias.

19.7.09

O "point"

da galera é o mercado Super U, no qual tomamos café e almoço por três dias seguidos em uma mesa praticamente cativa... e, nas horas vagas, fizemos ali umas comprinhas. Para o lado direito, pode-se ir ao Kiabi (vulgo Quiabo) comprar roupas a preços módicos ou ao Leader encher o carrinho de vinhos e queijos - desde que para consumo imediato. Não temos refrigeração, nem máquina de gelo, nem uma caixinha de isopor que seja, para conservar alimentos no quarto. Vários Camemberts, frutas e outras coisinhas mal-cheirosas já foram parar no lixo.

16.7.09

Diário de Bordo

Chegamos a Lisboa às 6 da manhã, junto com o sol. Os habitantes do local possuem um idioma, entre polonês e tcheco, cheio de consonantes. Após uma hora e meia de fila para imigração, na companhia de Martinho da Vila, e mais um baculejo na mala, sobrevivi.

O avião para Marseille foi um equipamento muito interessante chamado Pisco (é melhor que Bagaceira, né?), com pé-direito de 1,80m cravado, cuja principal vantagem era a de ter uma fila de cadeiras (inclusive a minha! Ê!!!) localizada simultaneamente na janela e no corredor. Esperamos por mais uma horinha até que pudéssemos decolar (mal sabíamos que um dos motivos do atraso era que algumas malas deveriam ser removidas do bagageiro, sendo enviadas para a França no voo seguinte, e um passageiro português não concordou "muito" com tal ideia. Bem-feito: dentre as malas retiradas, estavam duas das nossas).

Saint Maximin-la Sainte Baume é uma cidade fofa (grande surpresa! HEHEHE) onde chegamos para comer sanduíche de filé mal-passado e batata frita com mostarda de Dijon e cerveja de "préssion". O liceu é um blocão de cimento, nossa prisão de segurança mínima: quente, quente, quente. O prédio, aliás, segue o princípio filosófico da calça jeans: esquenta no verão e esfria no inverno.

15.7.09

a quinzena #13

(fotografia provisória, até a Beta Simon mandar a do meu aniversário)

MÚSICA: "Minha Namorada" (Coral da UnB, piano bar version)
DELÍCIA: festa julina com minha tribo da Ascom(e)
FOBIA: do inferno astral patrocinado pela Unesco... Re-escrever tudo sem pagamento - e em véspera de viagem - é f**inha!
PÉ E MÃO: "Vermelho Paixão" da Avon

30.6.09

a quinzena #12

baticum, borogodó e bafafá!!!

MÚSICA: Michael ad nauseam...
DELÍCIA: dentes brancos e hálito puro!
FOBIA: de prazos: dos produtos, dos folders, de aprontar tudo para a viagem
PÉ E MÃO: misturinha branca de Catarina Tavares 'Nail Stylist'

28.6.09

Ah, as fantasias que a gente vive!

Para um, fui a princesa conquistada pelo plebeu. A chance de amar entre jóias, tapetes persas, jantares em petit comité no centro do poder. A realidade nos chamou e voltamos, cada um para o seu mundo.

Para outro, uma missão supersecreta: ninguém sabe, ninguém viu. Um par tão improvável que até poderia funcionar, desde que a humanidade não percebesse... Tudo girava em torno de mensagens cifradas e pistas falsas. Após anos ocultando minha verdadeira identidade, isso deu errado. Lógico.

Com alguns, experimento a intimidade dos pop stars (sim, com fãs de verdade!!!) e, com outro ainda, um tórrido caso nelsonrodrigueano entre cunhados. E, para as amigas, o glamour de Sex and the City.

Falta mesmo é vivenciar aquele amor de filme, em que o cara fofo se encanta pela mocinha e faz coisas bacanas para ser notado por ela. Bem-humorado, inteligente, com coadjuvantes que se intrometem na história; pode até ser uma comedinha romântica da Meg Ryan (eu não ligo se ela está meio caída).

Depois... aí sim, estarei pronta para a vida real.

25.6.09

R.I.P.

Farrah Fawcett e Michael Jackson foram desta para uma vida melhor (sem câncer, sem dismorfia corporal)... Definitivamente, agora os anos 80 acabaram!

23.6.09

Campanha afilhada

(antes que os Professores Pasquales de plantão reclamem, não: Não é "afi-li-ada"... A coelha Jureminha considera-se mesmo madrinha - pelo menos, de consagração - do movimento SACO É UM SACO!)

Não deu para ver? Acesse http://www.youtube.com/watch?v=na-XvSnE2SU

15.6.09

a quinzena #11

da turminha da Tia Anna Lúcia para o mundo!

MÚSICA: "Simplesmente" (Pedro Mariano)
DELÍCIA: o 3o LuluzinhaCamp, no subsolo do Balaio
FOBIA: da Dell não mandar meu negão - mas mandou...
PÉ E MÃO: "A True Romantic" da Sephora by O.P.I.

6.6.09

A..r puro

Neste universo louco onde a gente vive, em que pouca coisa tem lógica, os fatos mais singelos encantam.

O céu, por exemplo, é azul porque o Oxigênio, elemento concentrado e sem mistura nas moléculas de ozônio (O3), confere este tom ao nosso firmamento. Sim, o ar tem cor!

Pois o elemento Amor (e não estamos falando daquele da carne, mas de um sentimento puro do coração) pode também ter propriedades físicas: quem sabe um som em acorde maior, ou um gosto doce de Bala Soft vermelha? Ou talvez, na verdade, o Amor seja aconchegante como edredom em dia de frio...


Já diziam os Beatles que “at the end, the love you take is equal to the love you make”. Quando menos se espera, aparece alguém que mostra que vale a pena depositar carinho e afeição em (alguns, pelo menos) seres humanos. Uma pessoa do passado que, podendo ter se tornado um estranho, um esnobe, ou um falso, traz consigo uma atmosfera de delicadeza e simplicidade tão luminosa que só nos cabe agradecer.

Por Deus ser um fofo. Pelo mundo ainda ter jeito. Porque há gentileza e valores. Porque o céu é azul, e querer bem é um investimento de longo prazo.

31.5.09

a quinzena #10

Allons, enfants!?!

MÚSICA: "Ilusão" (Julieta Venegas e Marisa Monte) - na falta de uma que tenha tocado mais
DELÍCIA: mais um encontro no Sumô
FOBIA: da fatura do cartão... sem salário na conta... ixe.
PÉ E MÃO: "Marrocos" da Risqué

23.5.09

O Carro, o armário e o sonho


Há dois meses, brincando de tirar tarô com outras Lulus, saiu, assim como quem não quer nada... meio discreto... o sétimo arcano maior - um indício de progresso, projetos em andamento, em que a pessoa que dirige (A Carruagem, outro nome da carta) deve ter controle firme para manter o equilíbrio. Nada de grandes revoluções ou novidades, mas tudo bem: sempre digo que difícil é engatar a primeira marcha.

Vai daí que eu estava em um emprego quase estável, finalmente com espaço para apresentar ideias, e algumas iniciativas se encaminhavam de acordo com o que a equipe desejava fazer há tempos. Pensei que a mensagem fosse essa: seguir, em velocidade constante, de olho no prêmio.

Nesse ínterim, como ato corriqueiro, uma amiga querida me mostrou um edital - dentre vários a que já respondi na vida - de consultoria. Tirei férias, fui ver a parte carioca da família. Na volta, minha mãe tinha resolvido fazer uma reforma no que foi o meu guarda-roupa de adolescência e juventude. E, de repente, me ligaram da tal instituição do edital querendo conversar.

No meio da semana, no meio do expediente, fui chamada para concluir "um dedinho" do trabalho que inspirava meus sonhos há mais de uma década. Na casa dos meus pais, desmontavam um armário que lá esteve, por 12 anos, sob o meu domínio. Não houve como escapar da sensação de estranhamento. Abandonei minhas funções profissionais na véspera de uma reunião muito esperada, enquanto, do outro lado da cidade, sumia uma parede conhecida de longa data.

Ficou um vão, e agora eu quero ver o que tem por trás.

(Porque, a esta altura, me parece claro que "o carro" que veio me buscar não é nenhum fusquinha!)

15.5.09

a quinzena #9

da série 'Não Cansei de Ser Sexy'

MÚSICA: "Do Leme ao Pontal" (Tim Maia)
DELÍCIA: os novos planos da Ascom - e os meus também.
FOBIA: 4 multas de trânsito!?!
PÉ E MÃO: "Louvre Me, Louvre Me Not" da Sephora by O.P.I. e "Cherries in the Snow" da Revlon (é... variei... E daí? KKKKK)

8.5.09

Só no mormaço!!!

pela Vaquinha Sem Nome, enviada especial ao Rio de Janeiro

"Quer sexo, vai à Lapa", diz uma conhecida. Para quem quer um programa família (ou tem medo de, nas proximidades dos Arcos, ver cair por terra sua fama de boa moça), a dica é permanecer na Zona Sul, no circuito Catete-Gávea do metrô - com uma feirinha ali, um shopping acolá, DVD, cinema, teatro. Tudo morninho e low profile.

Na área de Gastronomia, que tal um temaki em Ipanema, ou uma pizza com os amigos na Cobal do Leblon? Talvez um prato à base de camarão (na Praça da Alimentação; que clichê de férias!) ou um yakissoba na beira da praia - atenção para o vento não esfriar sua comida, hem!?! - sejam mais o estilo da catita leitora. O fundamental mesmo é não passar o dia 29 sem comer um Gnocchi da Fortuna e arrematar tudo naquele churrascão de aniversário do sobrinho.

Agora, a mocinha que é esperta faz compras econômicas quando viaja: vestido de malha? Largo do Machado; presente do Dia das Mães? Botafogo Praia Shopping; artigos originais e fofinhos para o dia-a-dia e ocasiões festivas? Shopping da Gávea. Aliás, as moças mais abastadas também merecem essa última indicação! Pois, além das lojas bacanérrimas, é nesse centro comercial que está em cartaz o incorreto e adstringente (só não é hipoalergênico) musical Avenida Q.

Ainda no capítulo Entretenimento, tudo deve ser cariocamente pontuado pela trilha sonora de Los Hermanos, Jorge Drexler, Vanessa da Mata e outros fofinhos tais. E, nessa programação, vale ainda uma paradinha no cyber café da esquina, para se atualizar na vida dos que ficaram em casa, uma caminhada básica no Parque do Flamengo... e POR QUE NÃO uma noitada de novela (Salve Raj!) com a tia?!?


nossa correspondente, dourando a rabada

30.4.09

a quinzena #8

a vista do Brejão

MÚSICA: "Vem Andar Comigo" (Jota Quest)
FOBIA: de pisar em ovos com a humanidade
DELÍCIA: fééééériiiaaaaaaassssssss!!!
PÉ E MÃO: "40 Graus" da Colorama

15.4.09

a quinzena #7

A dona do blog... guilhotinada!

MÚSICA: "Burguesinha" (Seu Jorge)
FOBIA: da minha to-do-list
DELÍCIA: planejar a viagem de julho... ;D
PÉ E MÃO: sem esmalte: Catarina Tavares 'Nail Stylist' perdeu meu telefone na Semana Santa

7.4.09

LOST e o BBB

Uma das primeiras elucubrações sobre a criação de JJ Abrams traduzia o nome do seriado como uma sigla para Life Observation Survival Test. O que é, precisamente, o escopo de uma experiência como o Big Brother: um teste de sobrevivência e monitoramento da vida. Ambos propõem que pessoas tão diversas quanto uma adolescente grávida e um leão-de-chácara coreano, um vendedor de coco e uma garota de sociedade convivam 24 horas por dia, chova ou faça sol, na fartura e na miséria, até que o dia em que o resgate (ou o paredão) chegar.

É interessante reparar como o "bastião" do equilíbrio na ilha, aqui fora, se mostra quase sempre uma figura atormentada... "uma pessoa comum", como diria Rita Lee: um filho de Deus, nessa canoa furada, remando contra a maré. Jack Shephard, o sensato líder dos sobreviventes, é um cirurgião que faz uso de medicamentos e álcool e coloca seus problemas pessoais à frente das questões profissionais. A doce Sun é capaz de trapacear contra o próprio pai. O gente-boa Hurley vive de internação em internação. São todos humanos. Francine é uma professora que tropeça nas palavras, Max tem medo de assumir compromisso, e Priscilla acha que seu corpo merece mais destaque do que sua personalidade. Quem vai atirar a primeira pedra?

Já alguns personagens vêm provar que quem é chato diante dos holofotes será provavelmente chato também sob as condições normais de temperatura e pressão. Ana Carolina e Benjamin Linus que o digam.

Curiosidade: Matthew Fox deveria, inicialmente, fazer apenas uma participação no piloto. Algo como a aparição (ou talvez um pouquinho mais, vai!) de Greg Grunberg como o comandante do voo 815.

No show da vida real é assim mesmo, alguns participantes entram para sair logo de cara, mas vão ficando, ficando, ficando...

E acabam virando protagonistas de uma série (não só da série de televisão) de fatos, tramas e episódios.

30.3.09

a quinzena #6

Novos domingos de manhã

MÚSICA: "We Can Work It Out" (Beatles)
FOBIA: não resolver nunca o uniforme do Coral...
DELÍCIA: lasanhas Perdigão - aliás, é preciso dar um tempo neste vício!
PÉ E MÃO: "Samba" com "Paetê" (Rendas do Brasil) da Risqué

27.3.09

Vai, planeta!!!

A Hora do Planeta é um ato simbólico anual, que começou em Sydney no ano de 2007, organizado pelo WWF - entidade que, além de competentésima, tem por símbolo um fofucho urso panda. A população do mundo todo é convidada a apagar suas luzes. Um gesto banal, possível em todos os lugares do planeta, que tem como objetivo chamar para uma reflexão sobre a ameaça das mudanças climáticas.

Participe! É simples. Apague a luz da sua sala.

Pare de apenas reclamar e tome uma atitude pelo bem da Terra, da humanidade, de seus filhos e, caso ainda seja egoísta, de você mesmo. Ou, mesmo que você esteja se lixando para o aquecimento global (mau, sapão!!!), relaxe e viva por 60 minutinhos um momento retrô-romântico à luz de velas...

... que tal?


Hora do Planeta 2009.

23.3.09

Figurinhas Carimbadas

Perséfone é a deusa grega adolescente, filha de Zeus e Deméter, raptada para ser rainha no mundo dos mortos. Linda linda linda, disputou com Afrodite (e na minha modesta opinião, ganhou) o amor de Adônis. Na metade do ano que passa com os pais no Olimpo, traz a Primavera.

Barbarella é uma aventureira espacial de HQ, ultra-mega-sensual. Após o filme de Roger Vadim (dentro do espírito "Faça Amor, Não Faça a Guerra"), em 1968 a personagem conquistou o mundo, tornando-se uma espécie de ícone do movimento feminista, um James Bond futurista de saias.

Uma, na Mitologia. A outra, no século XL. Subterrâneo e interplanetário. O obscuro e o lisérgico.

No sofá lá de casa, Pepa e Baré são os meus amores: uma pretinha-frajola hiperativa que come o que aparecer pela frente (mas dá beijo e dorme no colo) e uma tricolor gorducha miadeira que adora ficar escondida debaixo dos móveis (e gosta de carinho na barriga)... Sim, elas agora brincam juntas - ou então a nêga cutuca a irmã o dia inteiro - e, eventualmente, tiram um cochilinho amontoadas. Isto, sem contar a mais nova mania da dupla: fazer cocô na mesma hora!!! Mesmo que, de vez em quando, eu sofra um prejuízo material (como o da leiteira de teflon que foi jogada cheia d'água no chão da cozinha), meus dias estão mais fofos e engraçados com essas duas.

16.3.09

Barbarella

Apenas uma notinha: minha caçula chegou em casa ontem. É a coisa mais fofa de Mamãe, toda colorida (segundo a Lu, que foi buscá-la comigo, é a legítima tricolor, com proporções semelhantes de branco, preto e laranja) e conversadeira.

Já pegou a ração superpremium (ÊÊÊ!) e usou a caixinha de areia (Amém, Senhoooooor!!! HEHEHE). Só falta mesmo conquistar o coração da irmã ciumenta que eu arrumei para ela.

15.3.09

a quinzena #5

Chuva de papel picado no banheiro!

MÚSICA: "Dirait-on" (com o Coral da UnB) - HEHEHE
FOBIA: spray de pimenta!!!
DELÍCIA: a varanda telada

PÉ E MÃO: "And a Cherry on Top" da Sephora by O.P.I.

13.3.09

Extreme Makeover - Kids Edition

Post inspirado pela imagem http://tododia.diadefolga.com/nao-pouparam-nem-a-moranguinho/

A obsessão do liss intense chegou às bonequinhas perfumadas!

Antigamente (antes que todas as apresentadoras infantis fossem loiras pernudas), meninas ruivas sardentas e gorduchas eram consideradas fofas... Havia, inclusive, uma família com oito irmãs que rachavam de ganhar dinheiro fazendo comerciais. Agora, para se enquadrar nos ridículos padrões de quem é "legal" ou não, Strawberry Shortcake - nome de batismo - teve que fazer chapinha e peeling, além de montar um guarda-roupa que alongasse a silhueta. Um absurdo. O pior caso, no entanto, ainda é o da personagem Laranjinha: na década de 90, foi re-representada por uma boneca negra (IÉÉÉISSS!!!), mas em 2009 vem ressurgir de cabelos escovados (BUUUU, ABAIXO O HENÉ MARU!!!). Não é à toa que garotinhas de 8, 9 anos vivem preocupadas com sua aparência ao invés de brincar de chá com as amigas.

A coelha Jureminha denuncia esse tipo de terrorismo psicológico.

Mais detalhes sórdidos aqui.

4.3.09

Os Grandes Perdedores (ou não?)

Mais uma temporada de Perder para Ganhar (traduçãozinha meia-boca para o nome do programa, mas cujo conceito gringo de loser não encontraria parâmetro cultural neste Brasil lindo e trigueiro) começou a passar no P+A mês passado. Anteontem seus seguidores puderam acompanhar o 5o episódio, em que dez participantes de peso malham, choram e batalham contra as tentações da vida fast food cotidiana... mas tudo aconteceu em 2005!

Graças a São Google, a coelha Jureminha soube que
Matt Hoover, ex-lutador de 29 anos, ganha(rá) a competição, deixando a cuti-cuti Suzy Preston (também, na época, encarando o Retorno de Saturno) em terceiro lugar.

Juntos eles perdem - perderam ou perderão - algo em torno de
114 kg.

Dias após a final ir ao ar nos Estados Unidos, eles revelaram o namoro.
Segundo a pombinha, foi a melhor maneira de conhecer seu Mr. Right. "Ele já me viu suada e com gases", disse ela na ocasião.

Mais adiante, ficaram noivos ao vivo no The Today Show, casaram numa praia da Jamaica e hoje têm dois filhinhos! Tudo superfofo.

Agora, em virtude do delay na transmissão da série, o engraçado mesmo é reparar nos olhares furtivos de um para o outro.