22.5.10

Dê Bordô!

Rio, dia 1:
Já cheguei dando pinta no centro da cidade com 1,78m + sandália plataforma + cabelão + oculão + casaco vermelho + bolsa La Reina com flor cítrica + mala prateada. Carreguei meu amigo "devogado" para fazer figuração na entrega* dos documentos, e ele se vingou me colocando para andar (em cima do salto) por todos os paralelepípedos da área do Castelo. Belê. Almocei fartamente e deixei ele pagar a conta, HUAHUAHUA
* = segunda fase de concurso: avaliação de títulos e currículo

dia 2:
Totalmente paesano. Acordei, fui comprar itens para o café-da-manhã com minha tia, voltamos, comemos, papeamos. Fiz a sobrancelha, tirei fotos para o "Havaianas e Esmaltes" do Orkut, mergulhei na leitura de Melancia. Almocei um congelado básico, chequei e-mails, brinquei no Facebook, troquei meia dúzia de palavras via MSN com um querido amigo, assisti a uns vídeos muito legais no Youtube, cochilei, lanchei, encarei mais um bom pedaço de Melancia (quem diria? logo eu), tomei banho, jantei sopinha, vi novela. Em suma, voltei a ser uma adolescente esperando a data do vestibular!

dia 3:
São Pedro é meu amigo e, ao ver que tive preguiça de acordar cedo e ir para a praia, providenciou um dia nublado (e frio) no Rio de Janeiro. Resolvi bater perna em Ipanema, atrás de um produto específico que só estaria à venda em uma única loja, de uma certa grife, que fica no segundo andar de uma galeria "x". Não foi lançado ainda. Mas olhei um monte de vitrines transadas (acho este adjetivo a cara da moda carioca). E é claro que aproveitei para fazer meu papel de titia-to-be, perguntando o preço de vários macacõezinhos e casaquinhos e roupinhas fofas. Impraticável: sou pobre demais para a Visconde de Pirajá.

dia 4:
É hora de enfrentar a concorrência! As candidatas a funcionária júnior do ano se encontraram pela manhã para concordar com a pertinência dos temas da Prova Oral (que, aliás, foram meramente extraídos do Conteúdo Programático, sem nenhuma elaboração quanto ao foco) e sortear a ordem de apresentação. Eu, que já era a terceira colocada, peguei o número 3 - estava bom de jogar no bicho, hem? - e ganhei uns minutinhos a mais de sono neste sábado. Então, com a ajuda de meu amado Prof. Marquêz, via Internet direto da Universidade do Minho, preparei um PowerPoint "beleza pura", pronta para arrasar. Vejamos.

dia 5:
Dormi bem a noite, acordei antes que o despertador tocasse, me arrumei toda catita, tomei um belo desjejum e fui para a Prova. As apresentações estavam adiantadas, de modo que terminei tudo (sessão de perguntas incluída) antes do horário previsto. Saí satisfeita. Bueno, a minha parte eu fiz. Aí, também, fui "para a galera": passeio na Tok&Stok e almoço aussie com a família, muitas fotos, comemoração adiantada de aniversário da minha tia, uma sobremesa linda e gigante que só eu não comi - com o pensamento fixo no vestido cinza de shantung! - e uma providencial carona para o Santos Dumont. Retornei para o meu cafofo no Planalto Central, pelo menos por enquanto...

18.5.10

EU QUEEEEEEEEIROOOU (4)

Blue Satin, Particulière e Nouvelle Vague - esmaltes da Chanel... mas pode chamar de Azulejo Português (Risqué), Café Creme (Impala) e Acqua (Big Universo) que a gente aceita também.

15.5.10

quinzena 2x09

Chumbinho

MÚSICA: "Caminho pro Interior" (Bruna Caram)
DELÍCIA: a Nona, a Nona, a Nona - eu perdoo até o sanduíche!!!
FOBIA: de (ter que) tratar de assuntos patológicos... :P
MANIA MALDITA: tomar mate gelado
PÉ E MÃO: "Renda" da Risqué com "Pérola" da Colorama, bááááásicooo

12.5.10

Eu roubo

Sou ladra confessa de beijos e palavras alheias. Como essas duas músicas, que amo-amo-amo e que falam muito do que quero dizer neste momento. São totalmente diferentes (os títulos são opostos, inclusive), mas... como uma explica e complementa a outra!!!

I Ain't Movin' (Des'ree)
Love is my passion,
Love is my friend,
Love is universal,
Love never ends

Then, why am I faced with so much anger, so much pain?
Why should I hide? Why should I be ashamed?

Time is much too short to be living somebody else's life.
I walk with dignity, I step with pride

'Cause I ain't movin' from my face,
from my race, from my history.
I ain't movin' from my love,
my peaceful dove, it means too much to me.
Loving self can be so hard
Honesty can be demanding.
Learn to love yourself,
it's a great, great feeling

When you're down baby, I will set you free,
I will be your remedy, I will be your tree.

A wise man is clever, seldom ever speaks a word,
A foolish man keeps talking, never is he heard

Time's too lonely, too lonely without words
Future voices need to be heard
Eyebrows are always older than the beards
Momma said be brave, you've nothing to fear (darling!)

I ain't movin', I've been here long before.
I ain't movin', 'cause I want more.
I ain't movin', got my feet on the ground.
As far as I'm concerned, love should win the rounds...

Fui (Vander Lee)
Não me peça pra ficar
Só porque você não quer me acompanhar,
Não me fale em dor
Antes das noites de frio sob o cobertor.
Não, não, não vou negar
Você me deu tudo, te dei ar, te dou ardor.
Não me cale, amor
Que a vida da gente é uma eterna canção por compor

Pode parece cruel, mas vou,
Eu não te desejo mal, mas vou
Me agarrando céu em céu pra outra real.
Posso até estar pinel, mas vou,
É porque desejo mais que eu vou,
Te mando no aniversário um cartão postal

Vem, me tire pra dançar.
Essa dança não é fácil de se acompanhar.
Não que falte amor,
No tempo, no espaço a gente ainda pode criar.
Deixo a vida te levar,
Que as luzes se acendam e que a gente possa brilhar
Mas cuidado, amor,
Que as mãos que te estendem tapete não possam puxar

Pode parece cruel, mas vou,
Eu não te desejo mal, mas vou
Me agarrando céu em céu pra outra real.
Posso até estar pinel, mas vou,
É porque desejo mais que eu vou.
Te mando no aniversário um cartão postal

Te mando no aniversário um cartão postal.

4.5.10

nota mental:

Esmalte verde dá zica. Só pode.

São gentes (no plural!) que me apontam o dedo por coisas que não fiz, é outro que marca e dá o bolo três dias seguidos (mas, com esse, eu nem me chateio: ele tem 10 anos de crédito comigo), e - para coroar a experiência - é uma médica que fuça, fuça até encontrar problemas...

E eu só bato na trave em tudo quanto é concurso.

Pé de pato, mangalô, três vezes!!!

(nota de rodapé: minha unha, pelo menos, ficou mais bem feita do que essa da foto googlada. Na alegria e na tristeza... viva Catarina Tavares Nail Stylist.)

30.4.10

quinzena 2x08

... em shantung cinza chumbo

MÚSICA: "Beijo Sem" (Teresa Cristina e Marisa Monte)
DELÍCIA: ver o pezinho do bebê!!!
FOBIA: tosse alérgica X Nona de Beethoven
MANIA MALDITA: baixar um a um os podcasts do Geronimo Jack's Beard
PÉ E MÃO: "Sereia" da Impala com "Reflexos Azulados" da Colorama

24.4.10

24 horas de descobertas

Não basta o professor de técnica vocal levantar a suspeita de que você é uma soprano super-aguda (sendo que seus últimos 21 anos foram dedicados ao movimento Orgulho de Ser Contralto)... é preciso ser acordada com a notícia de que não será desta vez que você vai encher sua "sobrinha" de lacinhos, porque É UM MENINO que vem por aí!

Bem-vindo, tenorzinho da titia.

22.4.10

Desapaixonar-se

Um dia acontece algo entre você e aquela pessoa (que é, até então, do jeitinho que você pediu a Deus!) que a recoloca na condição de humano, ou humana, comum - reles mortal. Um impedimento, algum pequeno deslize ou talvez um defeito mínimo, uma característica menos divinal, lhe salta aos olhos. Os contatos entre vocês têm menos novidade, menos emoção. Vocês se distanciam; essa ausência, mesmo prolongada, não incomoda... O coração começa a bater menos forte e a cabeça vem dar as ordens no dia-a-dia: cuide de si, seja feliz sozinha, ame seus amigos, dê atenção a sua família. Sim, você está no processo.

Ao contrário da montanha russa que é se apaixonar e se entregar e se perder por alguém, vivendo cada momento como o único, essa “despaixão” se parece com um resgate detalhado e cauteloso. Cada instante é parte de uma série. Pé ante pé, você segue. Em certo ponto da estrada adiante, ele (ou ela) não estará mais nos seus planos.

É um desencantamento gradual e indolor. É como acordar de uma anestesia. Como se se perdessem, lenta e paulatinamente, os graus de miopia que deixavam a vida com uma aparência tão lúdica. O mundo, afinal, não é tão colorido quanto se pensava.

Aquela possibilidade de felicidade inexiste, mas você continua viva.

20.4.10

EU QUEEEEEEEEIROOOU (3)

Matrioskas de chocolate Folie by Adriana Barra, para presentear as mamães lá de casa.

19.4.10

Traça

Me decepcionei com um best seller master-blaster-recomendado. Acho que eu esperava mais da trama, da profundidade dos personagens, do desfecho da estória, sei lá - me pareceu uma autoajuda disfarçada de romance; algo nem lá nem cá. Agora estou devorando um livritcho pelo qual não dava "dérreal" (até porque ganhei do patrocinador, dentro da famosa cota de divulgação)... e, a cada capítulo, quero ler mais.

Decididamente, esse negócio de suprir grandes expectativas não é comigo.

15.4.10

quinzena 2x07

... 25 quilômetros, ou 25 minutos (o princípio Badaró)

MÚSICA: "Bola Dividida" (Zeca Baleiro)
DELÍCIA: fiesta mexicana!!! Arriba!
FOBIA: da liberação dos direitos autorais (?) junto ao MinC
MANIA MALDITA: o concurso da CNEN, com - todos - os seus custos...
PÉ E MÃO: "Eliana" da Impala

6.4.10

Novamente Ney

Para mim, ele sempre existiu (vejam bem, eu nasci em '73)... Cresci ouvindo Secos & Molhados, vendo suas performances, apreciando sua voz. Neste feriado, no entanto, Ney Matogrosso ocupou um espaço muito especial da pequena e pacata (até demais!) vida desta que vos escreve, seja por saudosismo, carência ou pura admiração mesmo. Peguei com minha mãe o DVD "Inclassificáveis", depois dei de cara com uma parceria dele e de Pedro Luís - aparentemente sem A Parede - no blog da Cora Ronai e, no balanço das belezas que esse moço põe no palco para a gente se deleitar, a música que ficou na minha cabeça foi:

"Quem sabe o que se dá em mim / Quem sabe o que será de nós?"

5.4.10

"Vive junto todo dia


My Stick Family from WiddlyTinks.com



... nunca perde essa mania!"

Família ê ê, Família á, Família!!!

2.4.10

(divagando)

Mostraram o que eu queria, bem ali, na vitrine. Me receberam na loja de braços abertos. Me deixaram experimentar. Pude levar para casa por algumas horas. Eu me permiti querer. Agora dizem que a encomenda era para outra cliente.

Não seria mais justo eu nunca ter passado na calçada?

31.3.10

quinzena 2x06

Maravilhoooooooosooooooos (e eu nem fui, chuif)! foto by Caras

MÚSICA: "Farsa" (Nila Branco)
DELÍCIA: almoços em família... com TODO MUNDO :)
FOBIA: de botar as duas gatas nas caixinhas
MANIA MALDITA: fuçar - ou melhor, frequentar!!! - perfil alheio
PÉ E MÃO: "Ranger" da Big Universo

26.3.10

O tema é... Lenine

Um mês atrás fui apresentada a uma canção linda, "Nem o Sol, Nem a Lua, Nem Eu", em um desses momentos especiais da vida, que (feliz ou infelizmente?) passam sem que a gente possa nem deva fazer algo para detê-los. Ah well. Da canção, ao menos, temos a interpretação "praieira" do compositor e de Maria Bethânia, num show de 2001... para ouvir, recarregar e reouvir.

Coisa que meu vizinho do 2° andar parece ter descoberto de ontem para hoje, o botão Repeat. Há cerca de 24 horas minha vida doméstica ganhou a trilha sonora de "Miedo", com Julieta Venegas e tudo. Das poucas letras que não consigo aprender. No início, achei legal (uma boa música, para variar, vinda lá de cima!) - mas após a terceira (a quinta, a sétima) repetição, após dormir e acordar ao som do mesmo refrão, já tenho minhas dúvidas.

O que posso dizer com certeza é que esse "caba" de nome russo canta, dança, sapateia, assobia e chupa cana.

De suas baladas belíssimas ao mix rítmico de coco de embolada e maracatu, de suas composições gravadas e regravadas por bacanas da MPB à direção musical de Cambaio e Breu (aaameeeeeeei os dois!!!), o pernambucano transita para além da música - é parceiro do Programa Petrobras Ambiental, faz shows comemorativos para o Projeto Tamar e apresenta vídeos didáticos de ecologia e desenvolvimento sustentável.

Gente fina. Sou fã.

17.3.10

Agenda do dia:

09h00: ajeitada safada na casa
10h00: café-da-manhã
10h30: fast faxina
11h00: estudo de leis e estatutos
(cada semana é uma coisa: garimpeiros, índios, museus, energia nuclear... afff)
13h00: almoço
14h00: papinho com os meninos no MSN
15h00: estudar mais um pouco - incluindo as peças do Coral
17h00: lanche da tarde e besteirada na Internet, HEHEHE
18h30: banho, ensaio*, televisão, botar as gatas para dentro de casa, janta, Big Brother, Facebook, mais MSN, Twitter, aparelho nos dentes, creminho nos pés e cama!!!

E amanhã, tudo de novo! Até quando? eu não sei.
* às quartas

Ô meu São Patriciozinho...

... já foi me achar eu aqui!
KKKK


(já que Jureminha se considera uma coelha du monde, vimos aqui prestar homenagem às nossas raízes - sabe aquele pelo ruivo? é ele... - irlandesas.) <-- clique ali para ver o vídeo

15.3.10

quinzena 2x05

Bonitinha da cabeça aos pés - um novo álbum no Orkut

MÚSICA: "Porque Eu Sei que É Amor" (Titãs)
DELÍCIA: a volta da conexão 3G estável!
FOBIA: do clareamento... Dói... (ai)
MANIA MALDITA: pensar rápido e escrever devagar
PÉ E MÃO: "Copacabana" com "Guarujá" da Dote/Betulla

11.3.10

O dito, cujo

Ultimamente dei para desejar um homem cujo sorriso enfeita meu olhar,
Cujos olhos veem além do meu espelho,
Cujo suave perfume leva meus pensamentos para outro lugar,
E cujo corpo me oferece cansaço e desvelo.

Quero um homem cuja alegria sacuda minha calma,
Cujo canto fique morando em meus ouvidos,
Cuja companhia seja maior do que sua imensa falta,
Cujas mãos tomem posse de tudo: minha casa, meu tempo, meus vestidos.

Preciso de um homem cuja certeza ignore minha (constante) velocidade de segurança,

Um homem cujos silêncios me confortem o coração,
Cuja simples existência seja alento para minha complexa solidão,
Cujo amor cale o que houve de ruim.

Sonho com um homem cujas palavras sejam para mim.

8.3.10

"É as mulheres ôbaaaa!"



Da "dindinha" Rita para Maria Rita (passando pelo arranjo de Zélia Cristina), um retrato de todas nós (em vidas passadas, diziam que esta música era a minha cara. Sei lá)...

3.3.10

O que aprendi

Amor incondicional, entrega (sem palavras) e companheirismo: com minhas gatas.
Vida, fé e sonhos: com Les Mis, El Hombre de La Mancha e Godspell.
Perseverança, honestidade e transparência: com mamãe e papai (fofinhos!).
Com minha irmã: não ter preconceitos. Somos todos iguais.
Com meus amigos: solidariedade, diversão... e amor.

Ah, no fim, tudo é amor!

Todos os dias, amor.
Em cada passo, amor.
No pé direito, amor.
Ao despertar e ao dormir, amor.
Nas boas-vindas, amor.
No abandono, amor.
No perdoar quem te magoa, amor.
No começar tudo de novo, amor.

1.3.10

quinzena 2x04

Joãosinho, eu te amooooo (e tome-lhe purpurina)!

MÚSICA: "Malandragem" (Cazuza/Frejat)
DELÍCIA: X
FOBIA: não resistir aos churrascos e cervejas
MANIA MALDITA: ver os capítulos de LOST, ainda quentes, no computador
PÉ E MÃO: "Flamenco" da Sephora (again)

26.2.10

Fêmeas


são idealistas, possessivas, inseguras, têm medo de sofrer pela segunda (terceira, ou quiçá quarta!) vez e tentam guardar o coração numa caixinha enquanto o pobre faz uma micareta lá dentro.

Se arrumam para as outras verem. Passam batom antes de beijar na boca. Querem ser a Mulher Maravilha: überprofissional de dia, justiceira-fetiche à noite.

Não pensem que é fácil... Cada uma se vira de um jeito.

(A personagem: Sheba, de Life In Hell.
P.S.: Estou à procura da tirinha "The 9 Types of Boyfriends", se houver. HEHEHE)

23.2.10

bandeira

"... As almas são incomunicáveis.
Deixa teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não."

18.2.10

Vou te contar...

Yeeeeeaaaaaah! (*)
Descobriram o software que o novelista leblonino Manoel Carlos usa para elaborar suas tramas helenísticas!!! Minha única crítica - porque nada é perfeito, e algo deve ser creditado à criatividade do autor, HEHEHE - é que o programa não calcula a quantidade exponencialmente crescente de personagens em cada nova história. E não inclui a participação de José Mayer como o médico que come todas (claro, porque isso também é uma constante).

(*) trilha sonora: Wave, de Tom Jobim, com arranjo de Éder Camúzis. Ouça o final da peça e tudo se esclarecerá...

15.2.10

Os sapatinhos vermelhos dizem:


There's no place like home (e "O Mágico de Oz" é mais um clássico re-encenado por coelhinhos, em 30 segundos)!

quinzena 2x03

Just follow the yellow brick road!

MÚSICA: "Abri a Porta" (Flávia Bittencourt)
DELÍCIA: as longas noitadas no Messenger, KKKK
FOBIA: de discutir com quem tem certeza
MANIA MALDITA: camisetas e macaquinhos do Cafe Press
PÉ E MÃO: esmalte #4 da Hema ... preto purpurinado!

12.2.10

Txô de buela!


Um belo modelito 'Ice Queen' é tudo o que a coelha moderna precisa para combater o aquecimento global neste Carnaval!

Bons festejos, muita camisinha e Engov para todos.

11.2.10

É prova de resistência

... assistir, ou continuar assistindo, Big Brother em tempos de disputas tão absurdamente idiotas para se eleger (?) um líder (?!?) na casa. E o povo lá, convenhamos, deve ter deixado a vergonha na cara aos cuidados da mãe aqui fora!

Só por curiosidade, quem merece os próximos dez dias de lambuja, num loft exclusivo com ar refrigerado - podendo ainda defenestrar um adversário sem dó nem piedade - é o participante que conseguir limpar melhor o prato, ou resistir com mais glamour ao detergente que lhe cai no olho? Não, já sei: é o primeiro que decorar a intricada letra esfrega, esfrega, esfrega o esponjão. Pelamadrugada!!!

Tem gente que ainda ri da possibilidade de uma prova "Cagou, Ganhou" da Activia.

Dadas as circunstâncias, como disse a sábia e retuitante Srta. Bia, é bom nem pensar no que seria do programa caso recebesse patrocínio de KY Gel...

6.2.10

EU QUEEEEEEEEIROOOU (2)


Claire Faÿ vai além de "O Caderno de Rabiscos para Adultos Entediados no Trabalho" e suas sátiras inteligentes e interativas sobre o ambiente profissional, o tédio, as rotinas e as intrigas do mundo corporativo: amplia horizontes com desenhos e passatempos provocantes, repletos de críticas e ironias sobre a família, os amigos e as obrigações sociais, inclusive, é claro, aquelas das 9h às 18h.

Ousar largar tudo, colocar cada um em seu devido lugar, parar de remar contra a maré, montar seu próprio negócio, deixar seu chefe de lado... Em "Caderno de Rabiscos para Adultos que Querem Chutar o Balde" tudo isso é incentivado e permitido, assim como recusar convites, dar bolo nos amigos, escapar de jantares de família e falar abobrinhas. Com suas dicas e propostas cômicas para aproveitar mais a vida, o livro alcançou na França a marca de 100 mil exemplares vendidos. (sinopse retirada de www.siciliano.com.br)

3.2.10

EU QUEEEEEEEEIROOOU


Tem aqui ó. E, para quem não sabe, a última temporada de LOST "acabou de começar" nos Zistêites! Semana que vem passa na TV a cabo, uêba!!!

2.2.10

Agora vai mesmo

Quando era uma pequena carioca, eu jogava flores para a Rainha do Mar todo Ano Novo. Minha primeira experiência de desfile na Marquês de Sapucaí já sagrou a escola campeã, cantando as águas e saudando "Yemanjá, mamãe sereia". Em 1997, meu Coral venceu uma competição internacional interpretando (em dialeto keto e com direito a encenação, 'tá meu bem?!?) um ponto de candomblé para essa mesma entidade e, mais recentemente, levou às Zoropa uma peça linda em homenagem a - quem mais, senão ela própria? - e sua companheira das águas doces, Oxum. Temos uma relação bacana, uma coisa assim... fluida, HEHEHE.

Soube, na época do Réveillon, que 2010 seria ano de Yemanjá; aproveitando que hoje é, ainda por cima, o dia dela, deixo aqui minha reverência e meus votos de muita energia positiva, fartura, beleza, alegria e amor para todos. Tenhamos fé. Muita água há de rolar.

Pelo menos na minha família, o ano promete!

31.1.10

quinzena 2x02

Eu fico com a roupa, a Pretinha fica com a sacola (e a Gorducha dorme).

MÚSICA: "Seu Olhar" (Seu Jorge)
DELÍCIA: Awards Season e tapetes vermelhos...
FOBIA: desvio padrão!
MANIA MALDITA: detonar o sorvete de creme diet
PÉ E MÃO: "Noite Quente" da Colorama

20.1.10

Ah, agora vai

Nasci com cara de anjinho. E, quando criança, eu pensava que o dizer "Juízo, hem!" que ouvia dos meus pais antes de sair de casa - para o que quer que fosse - significava ser impassível, imune a qualquer estímulo ou tentação. Não sorria à toa, não conversava com estranhos (especialmente os do sexo masculino), não falava palavrão: eu tinha juízo.

Na escola, jamais tive um namoradinho, não me juntava à baderna dos colegas, nunca desrespeitei os coordenadores; minha única recuperação (fruto de uma prova pegadinha de Física, no 3º ano) foi frequentada por 90% da turma e, na insólita vez em que matei aula, o próprio professor me dispensou... Era bastante ajuizada! Me formei aos 22 anos de idade, em Comunicação (curso de gente doida) numa universidade federal, sem ter sequer beijado na boca. Não foi por falta de vontade nem, provavelmente, de oportunidade. Foi o bendito juízo.

A gente sempre ouve dizer que o siso é o dente responsável por essa tal seriedade. No meu caso, o motivo para tanta circunspecção não parecia ser odontológico, pois tirei os terceiros molares - aliás, um deles quebrou na extração - nos meus pueris 11 aninhos... e nada. Quase cem sessões semanais de terapia, meus pais agora dizendo "Não tenha juízo!" (o que eu achava uma zombaria da minha grave condição de "VB") ao se despedirem de mim, e a nuvem cinzenta da prudência não saía de cima da minha cabeça.

Aos olhos de alguns, eu era pata-choca, incubada, otária, sargenta e brochante.

Só fui transar depois de começar a tomar anticoncepcional. Relacionamentos, me joguei em pouquíssimos (digamos que o Presidente Lula conseguiria contar nos dedos da mão esquerda). Até muito recentemente, eu não admitia ter amizade com usuários, nem mesmo esporádicos, de Cannabis. Minhas despesas não excedem meu saldo bancário. Acompanho meus pais em almoços de fim-de-semana, comemorações de família e viagens de férias.

Vai daí que eu estava fazendo um tratamento ortodôntico e descobri, numa radiografia panorâmica, o que minha dentista me apresentou como um dente supranumerário. Bingo!!! Era isto o que me atrapalhava. Dente demais, juízo em excesso.

Só após marcar consulta para a nova extração foi que me ocorreu que - lá no comecinho da minha história - o que sempre desejaram para mim foi que eu tivesse discernimento do que me faria bem ou não; que soubesse julgar. Não me isolar numa torre de marfim (porque isso é fácil, mas nada prazeroso) ou viver de acordo com a expectativa alheia.

Portanto... Hoje, depois de uma cirurgia simplérrima de 15 minutos, começo nova fase na vida. Prometo me arriscar mais e ter menos medo. Vou sair sozinha, cantar alto, pedir presentes, flertar em festinhas e contar piada, mesmo que ninguém mais ache graça. Quero rir do meu próprio ridículo. Não serei mais uma moça sisuda (bem, sobrou um caquinho que, a partir de agora, decidi ignorar).

18.1.10

Estrela cadente

Alguns anos atrás eu e minhas amigas escolhemos, dentre os cobiçados do showbiz na época, nossos "maridos". Coisa séria: a gente acompanhava carreira, vida pessoal, projetos futuros e tal.

Até que, um tempo depois, num clássico fim de festa, surgiu a enquete dos esquisitinhos:


- Com qual ator/cantor/apresentador/performer meio fora dos padrões de beleza e gostosice você ficaria? Sem citar as respectivas fontes, nomes como Zeca Baleiro, Adam Sandler e Dave Grohl vieram à tona. Os maridos, é óbvio, não entravam no páreo... eles supostamente se encaixavam no perfil de "lindo, tesão, bonito e gostosão".

Supostamente. Já dizia aquele filme do Brad Pitt (maridaço!!!) que
nada é para sempre. Que o tempo passa e a Lei da Gravidade vale para todos, a gente sabe, mas alguns acolhem as décadas mais graciosamente que outros. Pois então, a querida leitora que - exigente como eu - costumava sonhar em ser a Sra. Brendan "Tudibom" Fraser (na foto acima), passados os tenros, bronzeados e bem-torneados anos 90, tem que encarar a dura realidade de que, após o divórcio, o rapaz começou a decair, decair, até os dias de hoje - em que, numa googlada, se encontram as imagens abaixo.



O cara me aparece com o
pânceps frouxo por aí. Faz implante capilar - usando ainda um Imedia acaju-mogno que nem uma fã declarada consegue relevar (não que eu exija esbeltez ou uma farta cabeleira, mas há que se manter alguma dignidade!). E, para completar, protagoniza a cena mais forçada e retardada dos Golden Globes. Tudo para não citar os boatos de que andou devolvendo roupas usadas para a loja.

Definitivamente, estou fazendo falta na vida dele! (Sim, eu ainda me casaria. Afinal de contas, sempre tem um esquisitinho que a gente toparia pegar, né?)

15.1.10

quinzena 2x01

(ou... Season 2, Episode 1)

Ufa, homologaram!!!

MÚSICA: "Lucky" (Jason Mraz e Colbie Caillat)
DELÍCIA: os denguinhos da minha caçula
FOBIA: das anestesias da dentista!
MANIA MALDITA: ficar no Facebook até as 4 - sim, da manhã...
PÉ E MÃO: "Jurerê" da Ana Hickmann

12.1.10

Adicta convicta

Eu sei - Sei que é droga pesada, mas fazer o quê?!?

Tudo começou em 2002, quando eu morava sozinha no meu quarto-e-sala alugado perto da Avenida Paulista. Como diria Cazuza, eu vivia perdida, sem pai nem mãe: acordava, trabalhava, comia e dormia. Até que um grupo de gente diferente, animada, invadiu minha casa e... de repente, não me senti mais só.

As noites começaram a ser mais aguardadas que os dias. Fui me apegando (especialmente a um músico chamado André), deixando que aquela turma tomasse conta dos meus fins-de-semana, dos feriados, das tardes de folga. Aí, em um dia particularmente dramático(*), eles se retiraram da minha vida e sofri de uma inevitável crise de abstinência.

Alguns meses depois, convencida pela minha irmã de que valia a pena, recaí. E, de lá para cá, todo início de ano é a mesma coisa: quando começa o Big Brother Brasil eu esqueço que sou filha de uma boa família, formada e pós-graduada, fluente em um par de línguas, para virar uma ameba expectadora de Pedro Bial e seus "bravos herois" da "nave louca". Eu vejo, discuto, elejo favoritos. Esta adicção é de uma irracionalidade tão grande que já me levou a matar serviço para pegar um avião, pagar hotel e assistir a um paredão(**) ao vivo.

E, assim, lá vou eu mais uma vez... Está começando o BBB10!
Tchau. Fui!!!


(*) longa história! Depois prometo contar minha versão do episódio final do Big Brother 1.
(**) outra longa história. Pelo menos, a participante não era uma estranha, KKKKK

8.1.10

O tema é... Jayma Mays

Vira-e-mexe, acontece: você vê um programa de televisão com determinada figura no elenco. No dia seguinte, lá está ela num filme. Dois dias depois, faz participação especial em uma série!

O que poderia ser encarado - pelos paranoicos de plantão - como perseguição, para a coelha Jureminha vira assunto de post:

Nascida em 16 de julho de 1979 no estado americano da Virginia, a ruivinha Jayma Suzette Mays tem um currículo invejável - é difícil encontrar um seriado que nunca tenha contado com uma aparição sua (para citar alguns: Joey, Six Feet Under, How I Met Your Mother, House M.D., Entourage, Ghost Whisperer, Ugly Betty, Heroes e Glee) e seus olhões expressivos são um prato cheio para o cinema besteirol - mesmo que, muitas vezes, suas personagens "tolinhas" possam lhe conferir uma baixa credibilidade como atriz dramática.

Uma curiosidade: ela conheceu seu marido, o também ator Adam Campbell, durante as filmagens de Deu a Louca em Hollywood (Epic Movie, 2007).

6.1.10

Celebrando o Dia (ou "Carpe Diem")

Dia de Reis é o momento de guardar a árvore de Natal, limpar a cacarecada da escrivaninha e começar a por as resoluções de Ano Novo em prática - mas, para quem quiser, também vale fazer simpatias para trazer dinheiro, amor e, especialmente, alto astral...

Então, fica aqui um estímulo para já iniciar 2010 no maior shake-yo-boody:


("Solta a franga, Dona Irene." HAHAHA)
Não abriu? Tente aqui.

31.12.09

a quinzena #24

Em 2010, esqueça as diferenças, ame muito e seja feliz!

MÚSICA: "Presente Passado" (Isabella Taviani)
DELÍCIA: minha loirice 'gramuuuuu'
FOBIA: cópias autenticadas em PDF!!!
MANIA MALDITA: Que filme é esse? no Orkut
PÉ E MÃO: "Coral Chic" da Colorama

15.12.09

a quinzena #23

A maior, melhor e mais bonita equipe de eventos! KKK

DELÍCIA: aprovação, entrevista e pagamento. Nessa ordem.
MÚSICA: "Você Já Me Esqueceu" (Fernanda Takai)
FOBIA: de cantar para o mundo ouvir... bobeira, né?
MANIA MALDITA: tomar bebida alcoólica na rua e Liber em casa
PÉ E MÃO: "Modern" da Sephora

6.12.09

Mania aborrescente!

A tal da "Saga Crepúsculo" (Lua Nova, Eclipse e Amanhecer) está super duper master blaster na moda, e eu aqui achando que esse coelhinho tem mais sex appeal que o Robert Pattinson! Definitivamente, não tenho mais 13 anos...

30.11.09

a quinzena #22

Não basta. Tem que participar.

MÚSICA: "Nada que Te Diz Respeito" (Céu e Diogo Poças)
FOBIA: ... la la la la la la la!
DELÍCIA: Rafael e Isabel - com o carro "Helax" e o pula-pula
MANIA MALDITA: de pintar a sobrancelha falhada
PÉ E MÃO: "Raisin" da Sephora

20.11.09

O ex

Espantosamente fácil e perigoso demais é voltar para o que já nos pertenceu... Nem meia hora é preciso para se reconhecer o "território", e tudo se encaixa como se vocês nunca tivessem se deixado. A sala, a mesa, o telefone, os programas do computador, o ramal daquela secretária que sempre quebrou um galhão na hora do aperto: igualzinho.

Todos se mostram felicíssimos em vê-la. E você se sente querida, desejada, necessária.

Aquela rotina louca agora parece boba e as aporrinhações, enormes e infindáveis no passado, perturbam bem menos. Por uma curta temporada, este revival descompromissado é a solução da sua carência.

Quase dá para esquecer o motivo do rompimento e pedir para ficar de vez - mas aí você lembra que viver para sempre com ele não era o seu ideal: uma vida sem paixão, sem tesão, sem inovação. No fim das contas, a relação era (isso sim) um arroz-com-feijão muito do básico, da qual você saiu porque não havia espaço para suas asas e seus sonhos.

Enfim, você dá graças a Deus que, na segunda-feira, esse problema não é mais seu.

16.11.09

Ta-ra-ta-ta

Perguntaram para Quentin (o Tarantino): "Quer matar um monte de nazistas?" E ele respondeu: "Uêpa, só se for agora!"

Tarantinamente falando, Bastardos Inglórios é muito divertido. Sim, tem sangue. Tem miolos voando... ou foi a minha imaginação? E tem muita violência gratuita. Mas tem Brad Pitt, impagável em sua própria versão de O Poderoso Chefão, tem uma mocinha "macho paca" (Shosanna Dreyfus/Emanuelle Mimieux - Mélanie Laurent), e um vilão que todos amamos odiar, interpretado maravilhosamente - justiça seja feita - pelo austríaco Christoph Waltz.

E o final é catártico.

(para quem quiser ler uma crítica de verdade, Jureminha recomenda a sempre embasadíssima análise de Lu Monte)

15.11.09

a quinzena #21

'Would you tell me, please, which way I ought to go from here?'
'That depends a good deal on where you want to get to,' said the Cat.

MÚSICA: "Tudo sobre Você" (Zélia Duncan)
DELÍCIA: Dona Bibi cantando e contando Piaf, claro!
MANIA MALDITA: não estudar para os concursos
FOBIA: de ser pega no Polyvore... durante o expediente.
PÉ E MÃO: "Rosa Chiclete" da Colorama

5.11.09

Uma caixinha de emoções

Chegaram hoje - finalmente, por culpa da lerdeza desta que vos escreve - os brindes que o FotoAJato ofereceu para sorteio no LuluzinhaCamp de junho!

Gostei bastante do atendimento, via site e por e-mail, às minhas dúvidas loiras. Fiz upload sem nenhum problema e pude escolher configurações personalizadas (papel fosco/brilhante com ou sem margem) para cada uma das minhas 10 fotos, tendo a alegria de saber que um arquivo de 55kB, por exemplo, é considerado "bom" para uma revelação 10x15.

Eles dão uma re-enquadrada e tiram a data que, por ventura, conste da imagem, mas a qualidade de impressão é muito boa. Porém, o que achei mais fofo de tudo foi a embalagem: uma singelíssima caixa branca com o título "EMOÇÕES" em alto relevo. Meu lado velhinha-colecionadora-de-tranqueira vai guardá-la.

Neste primeiro momento de contato, e gratuidade, com o serviço, enviei fotografias de menor definição (para ver qual era mesmo!), mas agora pretendo encomendar otras fotitas más, algumas feitas por profissionais... coisas para colocar no porta-retrato, na prateleira da mãe, da casa da tia-avó... ;)

Até o Natal eu dou um retorno. Beijo-me-liga.

1.11.09

Não entendo

Não consigo entender quem tem hora marcada para ser amigo ("Olha, eu hoje sou só ouvidos para você, conte comigo, com a minha solidariedade e minha companhia... das cinco às seis, porque depois eu tenho compromisso!"). Minha compreensão não chega para gente que acorda, dorme e vive pensando e falando em uma só matéria - ou na falta que esta lhe faz na vida, o que dá no mesmo. Não absorvo a ideia de pregar a diversidade, mas só conviver com os que são absolutamente iguais a si: e para os outros, a intolerância. Não concordo que o amor universal seja aplicado apenas aos da rua.

Me esforço (e muito!) para abraçar defeitos e adoçar amarguras minhas e alheias.

Não sou perfeita, é claro, mas minhas idiossincrasias são, pelo menos, contestáveis.

31.10.09

a quinzena #20

mais inventos, mais 15 dias de trial!

MÚSICA: "Cachaça Mecânica" (Anna Luísa)
DELÍCIA: o jantar no Dudu!
MANIA (MALDITA?): rímel cinza da Hema
FOBIA: barriga de cerveja X glamour
PÉ E MÃO: "Flamenco" da Sephora

18.10.09

dex.ter.i.ty

do inglês: substantivo. destreza. Qualidade de quem é destro; agilidade. Aptidão; habilidade; arte.


Parecia difícil encarar o irmãozinho caçula de Six Feet Under como um assassino. Mas Jureminha, coelha arrojada que é, aceitou o desafio (estimulada por uma promoção de R$39,90 o box) de conhecer comme il fault* a série Dexter.

O protagonista é um serial killer de serial killers; por convicção, um ser desalmado, mas pleno de ternura em seu convívio com a família, a namorada, os enteados. Confuso? Seu ganha-pão é ser especialista em pingos, manchas, borrifos e jatos de sangue e, nas horas vagas, ele esquarteja criminosos hediondos. Nojento? Seria, se Michael C. Hall não tivesse uma carinha fofa e não interpretasse com tanto gosto. O cara se diverte - perseguindo, torturando, matando, tirando onda com os colegas da Polícia de Miami e fazendo lanchinhos entre um cadáver e outro - isso dá para perceber! Seus coadjuvantes, como não poderia deixar de ser, são o tira gente-boa cubano, o detetive negro durão, a irmã (também policial) caloura e a tenente loba "caliente" - cujos atores comentam o episódio #6 no DVD.

De quebra, a primeira temporada traz o Assassino do Caminhão de Gelo ("ice truck killer" soa beeeeem melhor) e suas vítimas drenadas e meticulosamente destrinchadas. Um lance meio carne maturada embalada a vácuo, sabe? E não se pode esquecer das cabeças de Barbie: um must, ainda que totalmente freak.

Vale uma conferida no segundo ano.


* do episódio um até o último extra, acompanhando a estória. Porque esse negócio de tentar pescar os capítulos na grade mensal da TV a cabo cansa a beleza de qualquer uma.

15.10.09

a quinzena #19

Cadê a sucuri que estava aqui?

MÚSICA: "Vestido Estampado" (Ana Carolina)
DELÍCIA (ou MANIA MALDITA?): Mafia Wars!
FOBIA: do ouvido da Pretinha não se curar... e dela ficar doente... :,(
PÉ E MÃO: "Figue" - ainda - da Sephora

3.10.09

Esmaltinhos colecionáveis

Eu roía as unhas.

Aos 11 anos, Mamãe me levou para a manicure pela primeira vez (ou melhor, antes disso, na época dos meus 3-4 aninhos, havia uma senhora portuguesa que trabalhava "em domicílio" e que, vez ou outra, me coloria as mãos de algum tom de vermelho ou lilás). Mas era cedo demais: a vaidade ainda não tinha chegado. Continuei usando os dentes mesmo.

Eis que aos 18, porém, houve um dos encontros mais sérios da minha vida. Catarina Tavares estava iniciando sua carreira de nail stylist e eu, em pleno processo de extrair o mulherão que vivia escondido dentro de mim, decidi começar a ser cliente assídua. De lá para cá, já se vai metade das nossas vidas (a da Cátia e a minha), em que nos divertimos procurando semanalmente cores novas para enfeitar a ponta dos meus dedinhos.

Em julho passado, então, viajei com a incumbência de trazer um esmalte Sephora by O.P.I. - sim, a gente usa marcas chiquérrimas! - branco cintilante. Quando, porém, adentrei a loja num shopping/outlet na zona industrial de Marseille... me deparei com um verdadeiro playground: a casa possui um branding próprio, com SES-SEN-TA CO-RES diferentes em vidrinhos de 7 ml (ou seja, esses não vão estragar no armário lá de casa) por um preço em euros que, de miniatura, não tem nada, mas quem sai na chuva é para se molhar!

Coloquei logo o tal esmalte branquinho* na cesta e estacionei na frente do display, me acotovelando com as adolescentes francesas para experimentar e escolher e mudar de ideia, pincelada em cima de pincelada, os mais fantásticos matizes para "escandalizar o salão" aqui no Brasil. Vermelhão aberto, violeta vivo, ameixa escuro, dourado, vinho cintilante, berinjela, preto purpurinado, azul marinho, turquesa, laranja... foi uma loucura. Comprei seis (passion, raisin, figue, fusion, modern e flamenco). Só seis! E o cartão quase que não passa.


O produto é de primeira qualidade. Cobre uniformemente a unha, seca rápido, não descasca, sai com uma passada de removedor, não mancha; é uma bênção. Confesso que, apesar de felicíssima com as aquisições, fiquei meio jururu (pois tive que deixar o black strass, o blue sapphire, o beige topaz, o tectonic, o curacao e o mango, entre outros, para trás), mas na semana passada descobri que todos eles figuram liiiiindos no site internacional da loja, e em dólar; ou seja, cerca de 30% mais baratos - ou menos caros, sei lá!?!

Ai, meu crédito.


* os nomes da O.P.I. são superdivertidos: o branco, no caso, é o 'A-ha! Moment', mas tem ainda o marrasquino 'And a Cherry on Top', rosinha 'A True Romantic' etc. Fora o fato de que, para meu deleite, descobri que os livros da inglesa Sophie Kinsella, quase todos, batizam produtos desta linha.

30.9.09

a quinzena #18

Mãe, eu já disse que não gosto de remédio no ouvido!

FOBIA: daqueeeeele lance - desde junho! - para o Coral não rolar
MÚSICA: "Tudo Diferente" (Maria Gadu)
DELÍCIA: aniversário, despedida, La Reina, casamento, visitas...
PÉ E MÃO: "Figue" da Sephora

24.9.09

Uma vida Polishop

Numa linda manhã desta Primavera que acabou de chegar, a coelha Jureminha acorda e esquenta água diretamente da pia, graças ao filtro Philips acoplado à torneira da cozinha, para um cappuccino instantâneo. Liga o George Foreman Grill Champ e prepara aquele misto quente no capricho (com mostarda de Dijon, sua mais nova mania!) e, enquanto o sandubinha não fica pronto, passa a Electric Sweeper pela casa. Seus cabelos estão lisos e sedosos, mesmo recém-saídos da cama, pois ela usou a Wet & Dry Ceramic na noite anterior...

Não é que novas ideias facilitam sua vida?

15.9.09

a quinzena #17

uma despedida em Petit Comité

MÚSICA: o "Hymne à l'Amour", claro...
FOBIA: do chá de jasmim do Mitzu
DELÍCIA: recomeçar, sonhar, e estar bem com isso tudo
PÉ E MÃO: "Fusion" da Sephora (tô usando todos!!!)

14.9.09

Patrick Swayze estava lá

Quando, aos 13 anos (na mesma época em que fui com meus primos e seus amigos - wooooh! - à sessão de meia-noite de O Selvagem da Motocicleta), assisti ao cult Vidas Sem Rumo, ele estava lá.

Os 15, comemorei ao som de The Time of My Life (de Dirty Dancing, que devo ter visto umas vinte vezes, para não dizer mil...) e ele estava lá, encarnando Johnny Castle com sua indefectível calça preta.

Quando entrei na faculdade, lá estava, em Ghost. Ele, a cerâmica, Demi, o amor eterno, Whoopi, o níquel subindo pela porta, The Righteous Brothers cantando e Tony Goldwyn de vilão.

Bronzeado e loiríssimo, estava assaltando bancos em Caçadores de Emoção, junto ao "novato" Keanu e os ex-presidentes.

Na fase das baladas, foi minha drag favorita - e olhem que a concorrência era ampla - em Para Wong Foo... e estava, como diria o Marquêz, puro L.P.G.: luxo, poder e glória.

Estes foram filmes que me marcaram. São referências minhas. O rebelde, o sedutor, o romântico, o líder, a lady, que trago comigo agora que ele não está mais por aqui.

31.8.09

a quinzena #16

Doña Quijota e Sancha Panza

MÚSICA: "Tudo Certo" (Luiza Possi)
DELÍCIA: queijos - franceses - e vinhos - portugueses - do Coral!
FOBIA: da quinta página do livro, HEHEHE
PÉ E MÃO: "Passion" da Sephora

15.8.09

a quinzena #15

Tatu, o muso do verão norueguês!

MÚSICA: "Girls Just Wanna Have Fun" (Cindy Lauper) - VE-RO-NI-CA FM!
DELÍCIA: miniaturas Sephora, L'Occitane, Lancôme, The Body Shop...
FOBIA: 94,8
PÉ E MÃO: Neanderthal style

14.8.09

Minha aventura individual:

(03/08) Da França até a Holanda, o que deveria ter sido uma curta linha reta virou um quadrilátero cheio de pitstops... Às seis da manhã peguei um táxi para o aeroporto, indo para Londres. Uma hora e meia no Terminal 5 de Heathrow, e peguei o proximo voo para Frankfurt. De lá, imediatamente, um trem para Utrecht (puxando 25kg de mala com um carrinho empenado, embarcando e desembarcando, tá?) e outro para Den Haag.

Minha amiga me aguardava com a família toda, inclusive o "lovey". Naquela noite, rolou só um chazinho e um update de meninas. Apaguei no quarto do sótão que separaram para mim, levantando na terça-feira às 11h bem descansada, mas com os tornozelos ainda em forma de bolinha (e assim foi até o fim da viagem)... para à tarde passearmos pelo centro de Wassenaar (sorvete, mais fofoca e supermercado). O jantar foi uma prática carne com molho de sopa de cebola e fui, então, apresentada ao vla: um flan derretido cremoso, este com sabor torta de maçã e passas - o melhor dos que provei.

Na manhã seguinte, pus uma roupinha de fazer obra e acompanhei a Ariane e seus pais - de Betty! - ao apê novo, lixando as moldurinhas da parede do que será o quarto de hóspedes (portanto, era de meu interesse que ficasse bem feito o trabalho, HEHEHE) e do corredor. Uma boa chuveirada para tirar o pó e lavar os cabelinhos com John Frieda Collection, e catamos novamente a Betty, indo a Delft. Na volta comemos um bratwurst mit kartoffeln, cortesia de Mamma Doepfner, e nos encaminhamos para a praia (o povo acha que AQUILO é perto!) para provar os universalmente famosos (para eles) poefertjes, que nada mais são do que panquequinhas... que eu desavergonhadamente incluiria no café da manhã, no lanche da tarde, mas nunca chamaria de sobremesa.

Mais um dia nos gostosos e ensolarados Países Baixos: peguei um trem para o Brooklyn (Breukelen) local para visitar Tati, Tiago - com quem almocei, brinquei, fui a Utrecht e me perdi na volta - e Davi, passando horas de deleite. Depois tomei um vinho (cocktail nuts, schnapps... sacumé) com meus anfitriões de casa e ficamos na varanda jogando conversa fora até que anoitecesse de vez.

Seis de agosto foi uma sexta-feira, que aproveitei para, finalmente, conhecer o mercado de queijos de Alkmaar. A cidade vive em função disso, me parece. Carregadores, inspetores, o pai do queijo, o Museu, as provinhas na feira, as vendedoras em trajes típicos, até a multidão internacional (na dúvida de qual caminho tomar? Siga os japoneses!); tudo esteve uma delícia. Parando em Haia, carregamos e descarregamos o carro e levamos toda a tábua corrida do chão lá para cima, mas fomos depois recompensados com uma sopa (de volta a casa) gostosíssima de lentilha, linguiça e batata... e mais vla. Comi tanto que quase não consegui tomar o chá mais tarde.

Aí, após o café do sábado, me deixaram o aeroporto para um voo ruim (pense num assento na porta do banheiro que não reclina! pense numa tarifa que não incluia nem água! pense num chá de 3 euros! pense num avião que balançou! pense num ouvido que entupiu!) de Amsterdam a Oslo, quando e onde re-encontrei minha comadre e seu maridão norueguês.

Como ambos estavam tresnoitados de um casamento, jantamos (salsichas com batata - "uma refeição europeia") e ficamos em casa mesmo. No domingo, dia 08, após um master-blaster café da manhã com ovo cozido, patê de caviar e peixe agridoce em conserva, fomos tomar chuva na cidade. Tomei um 'mocca cafe' ao lado do aquecedor de mesa (acho até que bronzeei a bochecha direita) e papeamos com um garçon de Uberlândia, antes de seguir pela Karl Johanns Gata para o Castelo Real, os museus em que não entramos e o Vigelands Park. Lindo. Jantamos pizza no buffet e retornamos ao ninho.

No dia seguinte acabei de gastar meu bilhete de 24 horas e comprei um Oslo Pass para usar terça e quarta; andei mais uma vez a "Carlos João" toda e fui ao cinema - estava chovendinho - ver o último Harry Potter (com as boas graças de Deus, legendado). À noite experimentei sodd, uma sopa típica do norte da Noruega, coisa de viking macho! HAHAHA, com bolinhas e carninhas...

Então, aproveitando meu passe de 2 dias, tentei pegar (contudo, no lugar errado e com 20 minutos de atraso) um sightseeing; me guiei sozinha mesmo pelas ruas e atrações culturais de Oslo: a Galeria Nacional, o Tullinløkka, um centro Georges-Pompidou dos pobres com sua exposição pop art, o Museu Histórico Cultural, o Nobel Peace Prize Center e as ruas do sul até a Sentralstasjon, em que encontrei a Paulinha e me informei melhor sobre a saída do city tour. Nessa noite, tivemos um empolgante jantar em família com o irmão e a nova cunhada, filipina, do Brede.

Na quarta-feira, último dia de excursão, gás total: emendei o "Oslo Gran Highlights" (Vigelands Park, Holmenkollen, Viking Ship Museum, Kon Tiki e Fram [Polar Ship] Museum, terminando na Opera House - um iceberg de mármore Carrara) com o "Fjord Classic Sightseeing" em companhia da pitoresca Ruthie ("You look like Iggy Pop"), seus pais, a fofa guia Marie e vários italianos.

Já em ritmo de volta, acordei às 6 da manhã e comecei a peregrinação que incluiu 4 horas no Terminal 3 do aeroporto de Heathrow (cadê o cinema? me enganaram???), gastando em pounds e fazendo um intensivo sobre as escritoras britânicas de livros-mulherzinha. Com a bolsa empacotada de cookie norueguês e bagel novaiorquino/londrino, cheguei às 6 da tarde em Lisboa (e, por mais que a vontade de conhecer algum novo pedaço da capital portuguesa fosse grande, fiquei no hotel arrumando as bagagens - e curtindo uma hospedagem quatro estrelas, lógico, que eu não sou boba nem nada)!

Às sete e meia da manhã seguinte, então, desci, paguei 14 euros (nem calculo mais o prejuízo!!!) pelo 'pequeno-almoço' e me encaminhei para o derradeiro voo dessa epopeia de um mês. Viajei ao lado da Dona Aparecida, de Dourados/MS, que tinha ido ver a filha e o netinho. O avião passou poucos e espaçadíssimos filmes, mas, com a distração do pequeno Nathan (que, mais ou menos às duas da tarde - hora do Brasil - despertou e resolveu conversar conosco), conseguimos chegar.

2.8.09

En Provence

Quanto ao festival propriamente dito: em Cogolin, lugar cheio de ladeiras e histórias, fomos censurados pelo padre. Deu até notícia no jornal. No segundo dia, quando deveríamos ir à praia, chegou o vento Mistral e fomos proibidos pelo Maestro de fazer estripulias. Ou seja, soltaram a gente em Toulon e depois levaram para La Farlède, em que só conhecemos o Salão de Festas da cidade (e o primeiro de muitos coros de velhinhos que abriram os concertos do Coral). A terceira parada foi Aubagne, terra do ilustre Marcel Pagnol, autor de diversos livros que eu particularmente nunca li. Era um domingo e tudo estava fechado, mas o concerto foi um sucesso e a "after party" idem. Saímos com a polícia na porta após uma paellada com anticorpos diversificados e vinho rosé de caixinha (também um dos primeiros, entre vários). Em Flassans não vimos nada, exceto a igreja que não tinha toaletes (Pergunta: e se o padre tiver um piriri?). Ainda assim, apertos e rusgas à parte, a apresentação foi bastante aplaudida e fomos convidados para uma recepção à base de biscoito Mabel, Bis branco e sorvete Cornetto.

O quinto concerto foi em casa (nada como tomar banho com calma, pentear o cabelo, fazer maquiagem em um banheiro!) e dividimos o palco com o excelente coro jovem da Indonésia. Na volta, os guias organizaram um randêvuzinho, meia-boca mas muito simpático, com os grupos da Grécia e da Rússia - E ATENÇÃO MENINAS: CUIDADO COM OS RUSSOS, eles repetiam o tempo todo - que acabou às 2h00 em ponto com reclamação da concièrge e uma baixa clássica no nosso grupo ligada ao consumo de bebidas alcóolicas. No plural. Os que não deram PT* (*perda total) continuaram o forrobodó no apartamento 208. Na manhã seguinte tivemos um miniFestival do Lycée Maurice Janetti, com os 4 coros alojados aqui. Todos são bons, mas os indonésios são excepcionais mesmo.

À tarde mais um passeio foi cancelado, dessa vez ao Lago de Esparron, devido ao tempo nublado. Em compensação, nos 40 minutos que passamos em Saint Julien Le Montagnier (ou Montagné) antes de cantar, reviramos a cidade ao contário. Infelizmente a população não conseguiu encher a plateia (mas o som estava ótimo e muita gente saiu satisfeita com a performance). No dia 23, fomos sacaneados pelos técnicos de som e luz na Pedreira Paulo Leminski/Theâtre de la Nature em Allauch, mas resgatamos a boa fama do Brasil cantando, a dois passos do pequeno e pacato público, hits como "Berimbau", "Corisco" (na prorrogação; com demonstração de frevo by Carol) e "Carinhoso". O primeiro concerto em Marseille (12ème arrondisement, Igreja de São Barnabé) foi de gala, após um lauto jantar - com direito inclusive ao polêmico Pastis - e dentro de uma igreja fechada abafadésima!

Com um passeio a Aix-en Provence, algumas compras, muitos casamentos na rua e a consolidação do projeto 'Moema e o Proletariado', fizemos uma apresentação bucólica no Jardim Público de Saint Cannat (ainda que a refeição árabe oferecida não tenha caído bem em todas as barriguinhas brazucas). Praticamente de madrugada, fomos ao parquinho de diversões instalado downtown tomar cerveja fria no vento gelado. No domingo, fritamos três horinhas na praia de St. Cyr sur Mer - PAUSA PARA O BANHO NO CHUVEIRÃO DA ORLA E LIMPEZA DAS PARTES ÍNTIMAS COM LENÇOS UMEDECIDOS - antes de cantar para o mofo, os ácaros e a população de Saint Zacharie. Já o momento mais emocionante foi a volta a Marseille (9ème arrondisement, Mazargues), após a visita diurna à belíssima basílica de Nossa Senhora da Guarda, num concerto aberto pelas moças da Maîtrise Gabriel Fauré, onde fomos ovacionados por uma igreja cheia de gente fina, elegante e sincera: o casal gay da segunda fila, a senhorinha do canto esquerdo com a bolsa no colo, nossa espectadora de Cogolin (Anne) que deu origem à série de matérias sobre a censura do padre polonês, o cunhado do Trio Esperança, um ex-professor de Francês da UnB e brasileiros... sempre! E, por falar neles - ou em nós mesmos - o padre da paróquia seguinte, em Méounes, era de Anápolis. Tivemos mais uma farta comilança (dessa vez numa cave, servida pelo melhor buffet da cidade e com direito a visita à melhor padaria do Var), cantando após e junto (o Gloria de Vivaldi: "se vira!") a mais um coro de aposentados.

O aniversário de nossa "presi" foi um evento muito aguardado em Ollioules; não somente pela data festiva, mas também por ser o dia em que (despojados de nossos uniformes chiques, cantando em um Salon de Fêtes) teríamos o auxílio luxuoso do nosso guia e tchutchuquinho Benjamin no tambor africano para a interpretação de "Ponto de Oxum". Mais uma vez (e, dessa, a última) o brasileirinho Laurent e seu pai francês vieram assistir, despendindo-se com muita emoção da gente... Mas a farra não parou por aí! Nossa outra guia, Lili, trouxe um bolo - ou melhor, uma torre - de merengues/carolinas carameladas com creme para acompanhar o monte de amendoins, frutinhas e queijos que nós mesmos compramos para a festa de 31 aninhos da Lilian. O baticum foi um sucesso, até a concièrge aparecer mais uma vez, HEHEHE.

No penúltimo dia (30) tivemos um desafio digno do Sem Limite, já que passamos a tarde na praia e cantamos com calças brancas (tome lencinho); e mais! a capela 3x2 em que deveríamos cantar, na cidade de Gassin, ficava morro abaixo (ladeira e palquinho apertado: um e meio. eu: zero) e os banheiros, morro acima. Aliás, o concerto desse dia ficou para a história como cena do maior ataque de riso coletivo da tournée. Culpa do assobio da Márcia, que falhou, e do Moisés, que começou a gargalhar... E, para fechar com chave de ouro, tivemos um almoço-cortesia da diretoria - COM VINHO ROSÉ - e uma visita à vinícola de Triennes - VINHO BRANCO, ROSÉ E TINTO - antes de nos dirigirmos a Claviers para o último concerto. Liliane chorou, Ben chorou, nós choramos, a plateia chorou... não escapou um cristão (sim, foi dentro da igreja) sem um olharzinho marejado que fosse. Depois do dever cumprido, caímos num verdadeiro trotoir, numa celebração itinerante liceu adentro em honra aos deliciosos 1) dias de convivência e 2) vinhos comprados (vários destes também deviam acabar por ali).

É óbvio que, deixando o passeio mais-que-mal-sucedido que tivemos (eu e dois dos meninos) de lado, fizemos mais uma bagunça na noite do dia 1o... Já nem me lembro mais de como acabou a batucada, mas no dia seguinte embarcamos para Marseille e, de lá, para Lisboa novamente. Para fazer companhia aos chorões, o céu desabou uma chuva de respeito assim que pegamos a estrada. Ah sim, esqueçam o avião Pisco! A aeronave da volta se chamava Rola. Todo mundo teve que entrar nela (menos seis afortunados), literalmente. Aí, estendendo as celebrações mais um pouquinho (ô povo fogueteiro!), tiramos o dia para passear na capital lusitana - dois ou três grupos separados - e curtimos um - agora sim, todos juntinhos - excelente jantar-show de bacalhau ao forno e música portuguesa no bairro de Alfama.

31.7.09

a quinzena #14

Há um vilarejo ali, onde areja um vento bom... (foto: Lilian Oliveira)

MÚSICA: "Sapato Velho" (Roupa Nova)
DELÍCIA: verbeeeeeeena
FOBIA: saldo negativo de R$1.800!
PÉ E MÃO: duo de esmaltes bege - Búzios? e Ubatuba? - da Dote

21.7.09

Direto de Hogwarts

O time de Grifinória chegou na quinta-feira passada, rindo alto e fazendo batucada. É difícil não simpatizar com povo tão otimista e pronto para o que der e vier.

As equipes de Lufa-Lufa e Corvinal (ainda não se sabe direito quem é quem) fizeram o check-in anteontem; aparentemente, os rapazes de uma destas casas são mais agressivos que o normal, e as moças da outra mostram-se extraordinariamente sociáveis.

Hoje há uma partida contra Sonserina, que já veio direto para o embate. Os mais jovens do colégio, prometem estabelecer um alto nível na competição.

O refeitório, pela manhã e ao meio-dia, fica lotado de gentes variadas, numa verdadeira babel de idiomas, etnias e comportamentos. Falando sério, me sinto no meio do torneio Tri-Bruxo!

... Só que o nosso Dumbledore não é tão carismático (mesmo outros magos do local evitam um contato mais intimista com ele). E sinto muita falta de minhas bruxinhas amadas Perséfone Purrings e Barbarella McCloister, que ficaram com os avós trouxas nas férias.

19.7.09

O "point"

da galera é o mercado Super U, no qual tomamos café e almoço por três dias seguidos em uma mesa praticamente cativa... e, nas horas vagas, fizemos ali umas comprinhas. Para o lado direito, pode-se ir ao Kiabi (vulgo Quiabo) comprar roupas a preços módicos ou ao Leader encher o carrinho de vinhos e queijos - desde que para consumo imediato. Não temos refrigeração, nem máquina de gelo, nem uma caixinha de isopor que seja, para conservar alimentos no quarto. Vários Camemberts, frutas e outras coisinhas mal-cheirosas já foram parar no lixo.

16.7.09

Diário de Bordo

Chegamos a Lisboa às 6 da manhã, junto com o sol. Os habitantes do local possuem um idioma, entre polonês e tcheco, cheio de consonantes. Após uma hora e meia de fila para imigração, na companhia de Martinho da Vila, e mais um baculejo na mala, sobrevivi.

O avião para Marseille foi um equipamento muito interessante chamado Pisco (é melhor que Bagaceira, né?), com pé-direito de 1,80m cravado, cuja principal vantagem era a de ter uma fila de cadeiras (inclusive a minha! Ê!!!) localizada simultaneamente na janela e no corredor. Esperamos por mais uma horinha até que pudéssemos decolar (mal sabíamos que um dos motivos do atraso era que algumas malas deveriam ser removidas do bagageiro, sendo enviadas para a França no voo seguinte, e um passageiro português não concordou "muito" com tal ideia. Bem-feito: dentre as malas retiradas, estavam duas das nossas).

Saint Maximin-la Sainte Baume é uma cidade fofa (grande surpresa! HEHEHE) onde chegamos para comer sanduíche de filé mal-passado e batata frita com mostarda de Dijon e cerveja de "préssion". O liceu é um blocão de cimento, nossa prisão de segurança mínima: quente, quente, quente. O prédio, aliás, segue o princípio filosófico da calça jeans: esquenta no verão e esfria no inverno.

15.7.09

a quinzena #13

(fotografia provisória, até a Beta Simon mandar a do meu aniversário)

MÚSICA: "Minha Namorada" (Coral da UnB, piano bar version)
DELÍCIA: festa julina com minha tribo da Ascom(e)
FOBIA: do inferno astral patrocinado pela Unesco... Re-escrever tudo sem pagamento - e em véspera de viagem - é f**inha!
PÉ E MÃO: "Vermelho Paixão" da Avon