6.1.09

O Teórico Dr. Cooper

Leonard é um nerd fofo, Penny é uma garotinha tchutchuca de mamãe, mas sem o antipático e desumano Sheldon não haveria The Big Bang Theory!

Sua habilidade para viver em sociedade beira o zero: é contra presentes de aniversário, não consegue entender sarcasmo, fica sem reação diante de alguém que chora, não tem um pingo de semancol. Ele se acha a última diet virgin Cuba Libre do verão. A compreensão de suas frases exige formação universitária (e uma cultura geral lascada)! Mas, ainda assim, este menino consegue ser o sal e a pimenta de uma série que tem, entre outros, um personagem comicamente tão rico quanto Raj Koothrapali. Aliás, tem até site dedicado às camisetas geeks do físico.

Em certos momentos, o jogo de cena - mais do que com o suposto protagonista Johnny Galecki, o único seminormal e quase galã do programa - entre Jim Parsons e Kaley Cuoco é absolutamente delicioso, e se travam diálogos impagáveis como
(na "Fábrica do Cheesecake")
- Por que você não toma sopa em casa?
- Penny, eu tenho um QI de 187. Você não imagina que, se houvesse uma maneira de tomar sopa em casa, eu teria pensado nisso?
- Nós entregamos sopa.
- ... hmm... Não pensei nisso.

Em tempo, a loira não tem nada de lerda. Tirar onda com a cara de alguém como ele demanda, no mínimo, uma inteligência considerável...

5.1.09

Mais um bloguinho

Primeira segunda-feira do ano: hora de começar coisas novas! Cheias de energia e histórias fofinhas para contar, as meninas Lu, Virginia, Rebecca, Mel, Sofia e Perséfone (GIRL POWER TOTAL!!!) lançam hoje o Cadê o Atum?, uma aventura pelo mundo dos miados e patinhas.

A coelha Jureminha apoia essa ideia (agora sem acento).

31.12.08

EM REFORMA




Chamamos o pedreiro, o encanador, o eletricista, o marceneiro, o pintor e (graças a Deus) o arquiteto para fazer um refurbishment nas aventuras da coelha... Aguardem Jureminha versão 2009! Mais íntima, confessional, direta, arrojada, profissional, irmã, filha, mãe, FÊMEA!!!

6.9.08

Como melhorar ainda mais uma viagem à Bahia

Na Rodovia do Coco*, depois do Prapapá Grill* e para lá do Rio Sonrisal*, encontra-se um paraíso onde tartaruguinhas nascem e baleias cantoras fazem nado sincronizado...

DICAS:
- Tenha uma equipe de apoio que resolva tudo para você: hospedagem, alimentação, transporte, passeios, programação noturna. Seja abusada e peça carona, QI, peixada. Melhor ainda, viaje com patrocinadores.

- Na falta de uma Sarah Jessica, faça-se acompanhar por outra felizarda portadora de nome de traveca, como Leyla Valéria* e Izabela Mônica* (ou, se você for poderosa mesmo, as duas). Junte a estas pelo menos um Carlos Henrique*, alguns membros de uma família com nome e sobrenome de nobres italianos e um punhado de Leanas, Lianes, Elianas e outros derivados.

- Ao se arrumar para o dia de trabalho, vista um biquíni e passe filtro solar. Leve o chapéu de abas largas e aquele par chiquérrimo de óculos escuros herdados da sua mãe.

- Antes do almoço, deixe as autoridades esperando e vá dar um mergulho naquele mar morninho. Depois do almoço, peça um licor francês (Ah, não está no cardápio? Que pena. Me traz mesmo assim!).

- Coma muita, mas muita mesmo, moqueca de camarão e polvo. Até o ponto de enjoar e jurar que vai passar UM ANO sem sentir o cheiro da iguaria. Tipo, umas três moquecas completas por dia! E ignore solenemente o fato de que seus brackets transparentes vão ficar cor de laranja com o dendê.

- Se acabe nas lojinhas de souvenir: compre presentes para o pai, a mãe, a irmã, as amigas, prima, sobrinho, pendure tudo no cartão, peça desconto... enfim, se divirta!

- Sendo possível, repita tudo isso quinze dias depois.

O local é propício à renovação espiritual (dá vontade de sair cantando "It's the Circle of Liiiiiiiiiiife"; os animais sabem das coisas, meu bem!), além dos benefícios que pode causar à cútis, ao estômago e à auto-estima do visitante. A coelha Jureminha recomenda, pelo menos uma vez na vida (observação: o período de nascimento das tartarugas marinhas coincide com o fim do verão baiano. Já os bebês jubartes preferem dar as caras lá pela primavera).

* todos nomes verdadeiros.

22.8.08

À procura de um autor:

"Uma praia chamada futuro

Tantas vezes vi essa mesma cena, o levantar vôo de Fortaleza e sempre fui tomado pela estranheza de não saber o que essa cidade representa; ela não tinha corpo, entende? Não tinha uma alma, caras a serem lembradas, o reconhecimento de ruas e bairros. A vi se tornar pequena, tanto em seu tamanho geográfico quanto em seu corpo mental de ruas e lembranças. Acho que moro lá agora, deixo um amor e uma vida em embrião, ainda muito nova, mas já cheia de vontades e manias."


(manuscrito encontrado na página 127 da revista TAM Nas Nuvens de agosto)

16.8.08

Ennis é o Cara**o

(com o devido perdão dos fanhos pelo trocadilho infame)

...MEU NOME É CORINGA, PO**A!

A amiga fina tinha razão: Mr. Ledger se livrou da pecha do inseguro e delicado Del Mar, aos 45 do segundo tempo!

Como se fosse uma missão ser e deixar de ser o cowboy de Brokeback Mountain, ele reinventou o vilão da nossa infância (dele inclusive - nascido em abril de 1979, era um garotinho de 10 anos quando Jack Nicholson foi o antagonista de Batman).

O "homem que ri" não é um sádico com planos sofisticados e sonhos de grandeza. Depois de O Cavaleiro das Trevas, não pode mais ser assim.
Ele é o louco-epítome dos criminosos recolhidos ao Asilo Arkham!

Foi um belo canto do cisne. E o Oscar não seria póstumo se Heath estivesse vivo.

Não viu? Veja.
Christian Bale continua um ótimo Batman e um Bruce Wayne di-li-ça!!!

11.8.08

bi-biiiii!!!

Depois de ouvir (e não dançar) o legítimo forró pé-de-serra do São João de Caruaru, de batizar uma bebê mico-estrela e de entregar um picolé de jabuticaba para o Presidente da República (que estava de dieta... ops), a aventura mais excitante de Jureminha nos últimos tempos foi... PASSAR A PÉ PELO DRIVE-THRU!

A coelha foi vista em companhia do Urso Rudovico e da Girafa Fla - sim, eles retornaram! - em plena madrugada, atravessando as ruas desertas da Capital, para degustar uma sobremesa imperialmente calórica. Os três entraram na fila, direitinho, fizeram o pedido e aguardaram... só faltou mesmo o número de espera na cabeça. Tudo isso por quê, o gentil leitor pergunta?

Porque essa placa aí embaixo não dizia exatamente a verdade (ou não toda a verdade, digamos):


Quem quiser comer porcaria depois da meia-noite tem que estar de carro. Ou pagar o mico de entrar num "walk-thru".

6.8.08

Maratona

Antes que as Olimpíadas comecem e todo mundo relacione a modalidade ao grego doido que agarrou o Vanderlei (ô memória lascada, que só vem de 4 em 4 anos!), a coelha fez, no aconchego de sua toca, uma imersão de 3 dias no mundo dos Heroes!

A sessão durou aproximadamente 60 horas porque, fala sério, alguém tem que lavar a louça e fazer coisas de dona-de-casa entre um DVD e outro, né...

Já apta a compreender em profundidade as conversas sobre o primeiro ano do seriado, ela agora pode finalmente afirmar que, segundo testes da mais alta precisão científica (A-HAM!):
- Se fosse alguma personagem, seria Claire Bennet, a cheerleader adolescente,
- mas se identifica mais com o pintor Isaac Mendez (deu 50% para cada; é possível escolher),
- embora algumas pessoas pensem que ela é a maior Jessica Sanders!
- Namoraria fácil-fácil o telepata Matt Parkman - policial e marido megafofo*,
- ainda que a pressão da maioria ("Éca! Tá doida?") seja por Peter, seus multipoderes e seu sorrisinho lateral
- e pelo menos uma amiga sua queira se casar com o Hiro!!!

Pulgas atrás da orelha: Qual é a ligação entre os patriarcas Petrelli, Deveaux, Nakamura (será que eles são amigos de Charles 'LOST' Widmore? HEHEHE) e Suresh? E qual o nome do haitiano? Só a segunda temporada pode dizer. Ou não!?!


* Em tempo, o totoso Greg Grunberg será merecedor de mais posts neste singelo bloguinho.

1.7.08

Perdidos no Espaço

e no Tempo???

Mais um final de temporada para perturbar os fãs de LOST. Dessa vez são três (ou quatro. Ou cinco, seis, vai saber) grupos separados de sobreviventes do vôo 815 e agregados: os Ocean Six, os que ficaram na ilha, os do bote salva-vidas, os supostos mortos, a tripulação do verdadeiro barco de Penny Widmore e o onipresente Benjamin Linus (Michael Emmerson é bizarro!).

Agora... só no ano que vem? chuif

P.S.: A coelha Jureminha deixa aqui registrado que é contra piadas de gordo, e manifesta seu apreço por Hurley, interpretado pelo gente finíssima e colega blogueiro Jorge Garcia. Mesmo que o chiste tenha sido engraçadinho.

P.S.2: Ding-dongs são um misto de petit gateau e alfajor com recheio meio Nhá Benta, meio Ana Maria de baunilha. Nas palavras do mestre Hugo Reyes, "totally worth it".

28.6.08

"Vamos comer bolo de cenoura?"

Foi o que disse Marcelo Jeneci, após confessar que não assistia a LOST (ainda que seus tênis fossem idênticos aos característicos pisantes do músico Charlie Pace no seriado).

Um homão no palco, o maestro de Arnaldo Antunes em seu show Ao Vivo no Estúdio é um menino que curte chapéus (e guloseimas de camarim, por supuesto) e escreve singelezas românticas como "Quarto de Dormir" e "Amado" - em parcerias com o tribalista e Vanessa da Mata, respectivamente.

Um fofo, fofo, fofo!

13.6.08

Sexo e a Cidade

Tudo bem que o resultado foi absolu-total-mente previsível, mas... COMO PODERIA SER DIFERENTE? Jureminha é uma coelha moça de família (com todos os prós e contras), baby!!!


Charlotte York

Amor por um homem, por crianças e por suas amigas, não necessariamente nessa ordem, são os sentimentos que fazem uma mãezona como Charlotte viver feliz. A personagem interpretada por Kristin Davis no seriado é a mulher que sonha em ter uma família tradicional. Perfeccionista, ela sempre faz questão que suas coisas estejam em ordem, inclusive seu corpo, o que pode pressionar tanto sua auto-estima como as pessoas à sua volta. Ficar exageradamente brava ou triste não é raro em pessoas com esse tipo de personalidade. No entanto, o carinho que tem por seus amigos pode torná-la uma pessoa indispensável na vida de todos. Mesmo que pareça difícil, romper conceitos e padrões pré-estabelecidos é seu maior desafio e, ao mesmo tempo, é o que pode trazer as recompensas mais incríveis.

10.6.08

na festa do Nipo!

Foi visto pela última vez - e, desta feita, com olhar crítico - o ex-quase-futuro moço. É aquela estória: amigo de um amigo de um amigo da coelha (Brasília é um ovo de codorna!!!), ele estava na mesa ao lado da troupe de Jureminha.

Impressionante como o rapaz era mais interessante antes de "ser" gay. Apagadinho, usando uma roupa meio sem cor e uma calça em que faltava derrière, o moço perdeu feio a concorrência para as pessoas bonitas e estilosas que completavam a animação do local...

Até o doce de feijão chamava mais atenção.

29.5.08

Mulher ciumenta procura...

ATENÇÃO! Muito cuidado, mas muito cuidado mesmo, se de repente chegar uma mensagem (opa!) no celular do seu marido (aquele safado), em plena quarta-feira à tarde (horário suspeito), dizendo mais ou menos o seguinte:

"Meu bem! Hoje fazemos 14 anos daquela viagem maravilhosa. Estou chocada; como o tempo passa rápido... HEHE Beijos."

Pode ser engano. Antes de ligar incessantemente para uma completa desconhecida - que está, aaahhhhn, digamos, no consultório do dentista - e dar escândalo pelo telefone, verifique se o digníssimo não comprou o aparelho de segunda mão de alguém que - possivelmente - andou viajando com amigos em maio de 94.

Porque, se você, cara colega, deixa claro para a humanidade que seu "Tigrão" está solto, alguma loba (que agora possui todos os números de contato dele) pode se beneficiar com a informação.

21.4.08

Mais um teste de Lost

Ele não pertence à família dos leporídeos, mas é um fofinho.
Roedor, só se for de unha.
Ele é sincero e capaz de morrer por seus amigos.

Adivinhem?



9.3.08

Greatest Hits da temporada

Arnaldo Antunes é estranho. Com aquele jeito de maluco, aquele cabelo de fugitivo da Febem e aquela voz que vem do fundo do poço, ele consegue fazer músicas doces, um projeto intimista (com participação especial de seus melhores amigos) e um show tão leve e romântico que dá aperto no coração... e cujo CD se encerra com uma ode de Lupicínio, obviamente, à vingança pós-dor de cotovelo!

Não recomendado para coelhinhas desacompanhadas. Pode causar queda de endorfina e manha.

Muito recomendado para as que querem um dia ser acompanhadas. Pode causar elevação de serotonina e esperança no amor, no príncipe encantado, em casamentos ao ar livre, crença na singeleza das coisas, etc.

Segue um trecho:
"Eu sei que a gente ia ser feliz juntinho
Pra todo dia dividir carinho
Tenho certeza de que daria certo
Eu e você, você e eu por perto..."

3.3.08

Apelido carinhoso

... Vindo de um homem tudibom assim, vale! Link para o teste aqui.

25.2.08

Ouvido no rádio...

"A feijoada mais completa da Capital:
costelinha, acarajé, picanha e sushi."

AFE!!!

1.2.08

Jureminha vai para a praia



(Retornamos aos trabalhos na segunda-feira, dia 11/02

... ou a qualquer momento, em plantão extraordinário!)

31.1.08

O eterno cowboy gay

Que péssima fama levou o pobre (nem tanto, Mestre, nem tanto...) Heath Ledger! O cara fez filmes legais, teve papéis bacanas (o filho rebelde de Mel Gibson em "O Patriota" e o come-todas protagonista de "Casanova", entre outros), pegou as loiras Heather Graham e Naomi Watts, foi casado, teve uma filhinha, se divertiu (ô!) em companhia de Naomi Campbell... mas passou para a eternidade como o namorado de Jake Gyllenhaal.

Uma amiga ainda tentou ser fina e disse que o Coringa tinha morrido, mas não tem jeito. Ele será para sempre (e haja psicólogo para a pequena Matilda!) Ennis del Mar.

Aliás, que nome mais curioso, hem?!?

29.1.08

PÁRA TUDO!!!

Foi esse o homem que "jogaram fora" do BBB8?

É isso o que não veremos mais tomando sol na varanda, mergulhando de sunguinha, lendo livro de Medicina (de óculos!), limpando o banheiro, rindo das idiossincrasias alheias?!?

Eis uma nova definição de desperdício... Dica para o Aurélio.

22.1.08

8 desejos para 2008

1. Romper com o modelo "cabelão", e ficar mais leve, mais molequinha, mais istaile; (check!)
2. Receber com freqüência amigas, amigos, pretês, trepês, etc. na casa nova; (check para as amigas!)
3. Colocar aparelho ortodôntico estético: não que a correção dos dentes seja um sonho de consumo - ' been there, done it. Dói. -, mas ter aqueles brackets transparentes usados pela Galisteu, a Flavinha do BBB7 e outros ícones de Caras, é definitivamente um capricho; (check!)
4. Viajar de férias para algum lugar em que se possa perder a vergonha na cara (seguindo o conselho de Christian Pior) e ser feliz - dentro do orçamento, claro;
5. Oferecer uma biiiiiiiiiiiiiig festa de aniversário, à fantasia, para comemorar a idade cavalística que vem por aí; (essa ficou para o ano que vem...)
6. Repaginar o guarda-roupas com um terninho, blusas coloridas, pelo menos uma bolsa tipo Chita Bacana ou Denise Arcoverde, e mais várias calcinhas e soutiens sensuais-porém-confortáveis;(check para a bolsa e as lingeries!)
7. Fazer aquela tatoo, prometida há séculos, e finalmente trocar de carta no jogo das 51 Coisas;
8. Iniciar uma segunda carreira - mais produtiva, por assim dizer. Seja em texto, imagem, vídeo, espetáculo, evento... o tempo há de mostrar o caminho.

5.1.08

Faxina Kármica

- ser tocada para fora do apartamento (cujo aluguel você pagou religiosamente por 4 anos e meio) por uma proprietária histérica;
- ter um palmo de cabelo cortado reto, quando você pediu para "aparar as pontas" em V;
- levar calote da inquilina e descobrir que as últimas duas contas de luz do seu apê também não foram pagas;
- agüentar um pedreiro porcalhão por 2 meses na sua casa, aniquilando portas, pastilhas e torneiras;
- descobrir que a empresa de mudanças perdeu sua CPU;
- e, ainda por cima, pegar cerejas numa promoção do Extra, e o caixa não permitir que você pague o preço anunciado!

Quem conhecer um Ajax que limpe essas manchas, favor avisar.

11.10.07

Vida passada

Hindus acreditam em reencarnação sob as mais diversas formas. E acreditam em karma também.


Uma singela homenagem àquelas que passaram pela provação.

13.7.07

"No balanço das horas...

... Tudo pode mudar.

Eu acho que ele não vem
(Não! Não! Não! Não!)
Ele não vem não!
(Não! Não! Não! Não!)
Ou será que virá?

Volto para casa
Fazendo trapaças prá dor
Seja o que Deus quiser
Seja o que for..."



(o extinto grupo Metrô, campeão das paradas de sucesso em oitenta e bolinha, embalando a angústia de Jureminha)

10.7.07

Hare-son Ford

Os Caçadores da Arca Perdida (com coelhinhos, em 30 segundos)

Em homenagem ao primo rico, que está acompanhando as filmagens de Indiana Jones 4. É... quem pode, pode!

Fotos de verdade aqui.

5.6.07

(perdeu a graça)

O moço cruzou mais uma vez - a segunda em três dias! - o caminho de Jureminha. Dessa vez, escolhia bichinhos de pelúcia da sacola de um free shop, enquanto conversava alegrissimamente com uma amiga (a provável viajante que trazia os tais suvenires).

Afe.

3.6.07

O ex-moço interessante freqüenta o Centro Cultural

Estava lá, circulando acompanhado de um "amigo" (?) que vestia algo para lá de fashion em tons pastéis...

The roadie days are over, baby!

13.4.07

Mesa de Bar 2

"Homem canalha é como alface, deve ser comido de forma paliativa*."

* adjetivo: que serve para acalmar ou aliviar momentaneamente um mal
(pinçado do http://errosquequasecometi.blogspot.com)

[A máxima é: "Toda mulher já comeu uma caixa de Bis por ansiedade, uma folha de alface por vaidade e um canalha por saudade."

Isso não que dizer que a gente
tenha como comida favorita em todo o mundo uma aparentada da chicória. Nem que goste só de cafajeste.

Há mocinhas que não comem salada sem temperos, tomate, cebola, ovo cozido, azeitona... enfim, para estas só serve uma Niçoise. Há outras que encaram a hortaliça sem condimento nenhum na hora do aperto (principalmente o aperto das calças jeans!).

Tem até mulher que adora.

Fato é que não somente por vaidade se come alface.
Ou, por saudade, um canalha.]

2.4.07

Valeu, negão!

Ele já chegou salvando as criancinhas. Depois matou três (ou foram dois?) com uma pedrada só. Aí ficou mudo por 40 dias. Ele consolou a Ana-Lucia (aliás, que hífen é esse, hem?!?) na única vez em que a iron girl se permitiu ser mulherzinha e chorar. Deu lição de moral em John Locke. O cara era quase um Chuck Norris. Ah, sim, claro... e ele encarou a fumaça preta, sem largar o cajado!

Morreu hoje - para quem o acompanhava pelo AXN, lógico - "sem foguete, sem retrato e sem bilhete" esse gigante de ébano que, entre outras peripécias, foi padre e membro da bandidagem pesada simultaneamente. Para os saudosistas, deixou a lembrança (e quiçá, o mistério) do milagre do desaparecimento das mangas de camisa e a frase à la Zé Pequeno pela qual será lembrado:
- You don't know who I AM!"

Que Diego Alemão, que nada! Cabra bom mesmo era o Mr. Eko.

10.3.07

Mesa de Bar

(Este post foi transferido para o http://errosquequasecometi.blogspot.com por falta de decoro.)

24.2.07

Mais um clássico filme de coelhinhos

A Guerra dos Mundos, versão 1953

Prestando homenagem a Wells e Welles (não confundir!), que trouxeram essa questão fundamental da existência para o agenda-setting nosso de cada dia.

7.2.07

O vôo do cisne

Um grupo de dança composto por 16 bailarinas e bailarinos com mais de cem quilos deve fazer uma extensa turnê em março na Grã-Bretanha, com 27 espetáculos em pouco mais de um mês. Os dançarinos apresentam seus voluptuosos corpos, que apresentam uma surpreendente agilidade, em coreografias clássicas.

A companhia desafia os padrões de aceitação em um mundo cada vez mais obcecado com a aparência.

O grupo foi fundado em Perm, nos Montes Urais, região oeste da Rússia, em 1994, sob a influência do coreógrafo Evgeny Panfilov. O objetivo era contestar o preconceito de que pessoas acima do peso não deveriam se arriscar no balé. Encorajar a auto-aceitação e a rejeição de padrões de beleza estão entre as propostas.



- BRAVO!

Quem nunca teve uma gordinha "nos braços" (por assim dizer... HEHEHE) não sabe o quão macias, cheirosas, atenciosas, dedicadas - sim, porque a gente pode não ser triatleta, mas nesse esporte se esmera! - e interessantes as moças podem ser... Para quem acha que mulher só serve bem sequinha, sem peito, bunda nem curvas, quem estava acostumado até então a se deitar sobre a namorada e sentir os ossos espetando e quem fica sem assunto de uma hora para outra porque a menina só entende de shopping, a coelha Jureminha lança o desafio Nova Schin (ah, claro, a gente acompanha na cervejinha também!):
"Experimenta, experimenta..."

31.12.06

Prece de Ano Novo:

"Ó Pai
Não deixes que façam de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razão
Não cale o azul da aura que me vestes
Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
Laçando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor
Que se eu tiver que ficar nu
Hei de envolver-me em pura poesia
E dela farei minha casa, minha asa
Loucura de cada dia
Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorando a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio
À vadiagem pela rua


Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima
Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima
Ó meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
E ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
Me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menino, morrer poeta."


(Vander Lee - Alma Nua)

27.12.06

007 Cirque du Soleil

Atenção, pessoal: James Bond é o novo Homem-Aranha! E o ator Daniel Craig bem que poderia ter estrelado, no lugar do Ben Stiller, aquele filme com o Owen Wilson... Com as caras e bocas que o compadre faz, Casino Royale deveria ser conhecido como Z007ANDER.

"Oh-la-lalalalala, he's got the look!"

14.12.06

8.12.06

"Venha para a luz, Caroline!"

Por que alguns fantasmas voltam a assombrar, após anos trancadinhos no porão? Não estavam melhor no aconchego do esquecimento? Por que aparecem e querem fazer contato, como se nada tivesse ocorrido? Não têm memória? Acham que A GENTE não tem memória? Acaso pensam realmente que o tempo não passou e que são ainda entes vivos e presentes?
Oh, come on...


Até bicho de pelúcia evolui na vida.

1.12.06

Recursos Humanos


para começar bem "o" mês!

29.11.06

Ácido... muito ácido...

Foi o que o diretor/roteirista/escritor Darren Aronofsky usou como subterfúgio para fazer Fonte da Vida. Sem brincadeira, o compadre deve ter chupado uns quatro selinhos. Nem Hugh Jackman ao cubo (ele interpreta um totoso em três épocas distintas da história) vale o ingresso!

O filme, em
dados momentos - do que os poucos privilegiados que conseguiram entender o enredo chamam de terceira parte - parece comercial de perfume. Quem já assistiu à peça de Hilary Swank para a nova fragrância de Guerlain tem noção do que isto significa. Sem pé nem cabeça, o roteiro costura de forma frankensteiniana a cura do câncer à Inquisição Espanhola e Shibalba, a árvore da vida. Personagens navegam em bolhas e grandes explosões de luz dourada cegam os expectadores no escurinho do cinema, com destaque especial para Mr. Jackman careca, coberto de base e tatuagens, flutuando na posição de lótus... Sim, é isso mesmo.

Ele baba. Ela (Rachel Weisz, de "A Múmia" e "O Jardineiro Fiel") não limpa as unhas. Questões fundamentais da existência que ficam sem resposta.
O cartaz pergunta: O amor pode ser eterno?
A resposta é: Sim, mas aparentemente isso tudo é muito confuso


[Vejam bem! O argumento não é ruim. O enfoque é que foi, digamos, um pouco lisérgico demais.]

22.11.06

Je suis la femme, ô ô ô


Ouquei... I'm Like a Bird foi a música-tema de 2001 (ou seja, a menina tem talento), mas Nelly Furtado nos American Music Awards ontem estava ou não a cara da Gretchen?

15.10.06

Sabor "perfumes"*

Papel higiênico de baunilha, absorvente com camomila, isso sem mencionar a exótica camisinha de morango...

Parece que as partes baixas também têm preferências gastronômicas.


(* Esse título tem sua origem na feirinha de artesanato do Jacaré, em Cabedelo-João Pessoa/PB. Quando perguntada sobre as essências de um de seus sabonetes, entre os de menta, limão, maracujá, frutas vermelhas, mel e tal, a vendedora respondeu: - "Perfumes!")

12.10.06

Primavera na Ilha de Caras

Após seis dias e sete noites (Ei! Isso não é nome de filme?) hospedada pela segunda vez em dois anos na suíte master da Ala Leste, com uma alimentação diária à base de tapioca com queijo, água de coco (saída DO coco!), cuscuz de milho e carne de sol, confiando na insólita - porém, em alguns momentos, eficaz - combinação de Sundown 30 e Nivea Bronzeador Tropical, a coelha Jureminha mudou. Embora tenha passado, infelizmente, em determinados pontos da jornada, pelo rosa choque "não encosta que tá ardendo", ela conseguiu mudar de cor; do bege claro para o teindre-dorée...

E, seguindo a tradição "meus discos, meus livros e nada mais", iniciada na última temporada, ela deglutiu cinco livros em uma semana (VIXE MARIA!!! É SÉRIO?). O recorde anterior eram quatro volumes em dez dias.

10.10.06

Gás comprimido

Feijão, repolho, abóbora japonesa e carne de soja... só faltaram a batata doce e o ovo cozido.

9.10.06

O Destino de Miguel


DestinodeMiguelVCD
Vídeo enviado por cardoso

Obrigada pela dica, Lisa!!!

"Este filme não contém nenhum elemento sonoro da versão original. Pelotas, 1724..." AVISO AOS MAIS PUDICOS: Esta dublagem não é nada sutil.

2.10.06

Sonoma?

Seria melhor a Dieta de Sodoma: você não come nada e trepa o tempo todo! HEHEHE

15.8.06

Saudades do Matão

Tem rapaz que não merece a atenção que recebe. Isto é, parece merecê-la... até que um dia mostra que não a deveria ter recebido. É aquele tipo de moço que, sem saber das boas (aliás, EXCELENTES) intenções da moça com que potencialmente se relaciona(rá), em um dado momento da pré-relação - na verdade, uma sondagem feita por nós, mulheres já meio escaldadas, para ver quanto o "investimento" pode vir a render - solta certas pérolas do discurso macho-cristão-ocidental.

A esses garotos (croc!), tudo o que podemos dizer é:
- Vai, meu bem, volta para o brejo de onde você veio!!!

A gente quer é ser princesa; não beijar sapo.

26.7.06

Livro de mulherzinha:

A estória é quase sempre a mesma. A mocinha é inglesa, tem um emprego legal na área de Comunicação (editora, jornalista, promoter, etc.), um chefe enfezado e um inimigo mortal (preferencialmente um moço moreno, alto - bonito, sensual - bem relacionado e podre de rico)... Divide apartamento com alguém, seus pais são duas figuras raras que precisam com urgência de netinhos, sua melhor amiga (tia ou amigo gay) é totalmente desmiolada(o) e seu ex simplesmente NÃO PRESTA!!!

Sim, o enredo é previsível: todo mundo sabe que, lá pelo último capítulo, o vilão estará mais-do-que apaixonado por ela, eles beijarão na boca e serão felizes bem na penúltima página. Ah, claro, antes disso os dois deverão ter uma briga memorável (daquelas em que a gente jura que NUNCA perdoará o outro por tudo o que foi dito)! O problema é que esse tipo de livro pega de jeito, vicia, e quando você vê já está procurando o próximo da série na livraria mais próxima. Quer boas dicas? O Diário de Bridget Jones (I e II), Delírios de Consumo de Becky Bloom (I, II, III e IV - embora não tenham exatamente esses títulos), O Segredo de Emma Corrigan e A Vida é Uma Festa.

Recomendados pela coelha, que deixou de lado - várias vezes - a biografia de São Francisco de Assis para se render desavergonhadamente ao gênero.

21.7.06

Red Light District

Muito cuidado ao reservar uma pousadinha catita e praiana em Recife, que atende pelo simplório nome de Pousada da Praia... Dizem no site que é um hotel em Boa Viagem. Nananina! Trata-se de um pouso não muito familiar para onde as moças do Pina aparentemente levam alguns rapazes para momentos de... ram-ram... carinho... em troca de uns reais. Paredes azulejadas, controles na cabeceira, lençóis roxos e a exigência de que toda despesa seja paga antecipadamente - cash - são indícios de que ali não é lugar para coelhinhas de pedigree, criadas à base de muito Yakult e bolo Pullmann.

13.7.06

Linkando


Emilie Simon - Flowers
Vídeo enviado por la_mauvaise_fee
Aí vai o vídeo da bonequinha-defunta; porque nem todo mundo (começando pela platéia de casa) conseguiu baixar do outro jeito... Deleitem-se!

10.7.06

Émilie Simon

O videoclipe (link para quem tem Quicktime) é um tanto funéreo, mas, mesmo assim, muito fofo! Uma coisinha, assim, A Noiva Cadáver - filme esse, não muito por acaso, dublado pela amada e maravilhosa Ester Elias -, sabe... A mimosíssima letra, para os que fizerem download acompanharem, é:
"I want to buy you flowers,
it's such a shame you're a boy,
but when you are not a girl
nobody buys you flowers.

I want to buy you flowers,
and now I'm standing in the shop.
I must confess I wonder
if you will like my flowers.

you are so sweet and I'm so alone.
oh darling, please
tell me you're the one.
I'll buy you flowers,
I'll buy you flowers
like not other girl did before.

you were so sweet and I was in love.
oh darling, don't tell me
you found another girl.
forget the flowers,
because the flowers
never last for ever
never last for ever
never last for ever,
my love."

7.7.06

Tamanho de Mulher


Bunda, peitos, pernas, coxões, olhões, bocão, carão, pele macia, cabelo sedoso... Não era essa a receita original?
O que aconteceu, então?

25.5.06

Featuring

Gente... ela estava quieta na dela. Jureminha anda uma coelha de vida atribulada, e nem (sequer) pensava em procurar - ou, melhor dizendo, recrutar - mocinhos interessantes por aí, mas eis que Deus é um rapaz (ou moça?) muito gaiato(a) e colocou mais uma vez o tal "moço" de posts anteriores frente-a-frente com nossa singela amiga blogueira.

Curioso foi descobrir que seus interesses são praticamente os mesmos e, a julgar pela conversa ouvida no elevador (siiiim, eles pegaram o elevador juntos!), suas áreas de atuação profissional também.

Foi assim: vinha a coelha Jureminha da rua para a segunda etapa de uma reunião seriíssima (coisa de gente grande, sabe), com sono, com calor e precisando escovar os dentes após um almoço particularmente bem-servido de alho e cebola, quando, ao adentrar o saguão do prédio (de olhos embaçados pela mudança de iluminação através dos óculos de sol), vislumbrou o moço... "Não, não pode ser", ela pensou, "não, não posso rir... mas é". Prontamente, ela se posicionou de pé atrás do dito cujo
e duas colegas (acreditem, o anonimato é tudo!!!) na fila do elevador. Pois assim seguiram, novamente ele conversando e ela espionando, até o 6o andar (ô, vontade de espiar mais)... Só que, dessa vez, ele falou muito (quase tão intensa e vorazmente quanto deglutiu aquele lanchinho do avião, meses antes); aliás, o moço falou o tempo todo - fornecendo bastante informação a quem quer que estivesse prestando atenção... hmm... quem mesmo?!? HEHEHE

E, gente, tudo indica que ele é gay sim. Sorry.

6.5.06

Para os companheiros da noite de ontem

"Everybody hurts. Take comfort in your friends
Everybody hurts. Don't throw your hand. Oh, no. Don't throw your hand
If you feel like you're alone, no, no, no, you are not alone

If you're on your own in this life, the days and nights are long,
When you think you've had too much of this life to hang on

Well, everybody hurts sometimes
Everybody cries. And everybody hurts sometimes
And everybody hurts sometimes. So, hold on, hold on
Hold on, hold on, hold on, hold on, hold on, hold on
Everybody hurts. You are not alone"

(R.E.M.)

27.4.06

Meaípe, Jacaraípe e vários acepipes

Cação (???) com fritas na barraca do Baiano,
Moqueca de Dourado do Rocimar (Restaurante Kazarão),
Empadas da Vovó, macias e cremosas,
Bolinho da tia Júlia,
Muqueca (de camarão) do Curuca,
Torta Capixaba do Geraldinho
e, evidentemente, o caldo de frango do Trayller do Xuxu (sic)

resumem razoavelmente bem o que foi a Semana Santa "juremística" nas praias do Espírito Santo... Muito calor, muitas calorias, muito sol e muito Sundown!

1.4.06

"Esse seu cabelo é de nuvem ou de Bombril?"

O novo show do novo disco da (nova?) cantora Vanessa da Mata vale o ingresso... desde ele não custe R$100, claro. Muito animado, colorido, com vários hits e momentos dançantes, a moça tem uma presença de palco meio Clara Nunes, meio Maria Betânia (ei, isto é um elogio!) e um repertório que vai de Legião Urbana a Saltimbancos.

Dá até vontade de investir no look chita-cabelão-sandália rasteirinha-bijouteria de semente, e tal...

21.3.06

Rol das Peças Teatrais em Cartaz pelo Brasil afora - edição Curitiba

Impressões - "Um Homem é um Homem" com o Grupo Galpão

A peça começa de forma encantadora, com a banda tocando (no início, dá para pensar que eles não vão conseguir fazer uma música que preste). A idéia dos slides com pedaços do texto, das canções, etc. é muito legal, e remete aos desenhos animados "da bolinha", em que a gente acompanhava em coro as legendas na tela... Tudo é pensado para não ser rude; a maneira como os fatos são apresentados é muito suave, lúdica, e o público acaba até achando engraçadinho alguém que abandona sua vida e seus valores por não querer contrariar os outros (o que, na verdade, não tem graça nenhuma).


Visualmente, os soldados de pernas de pau e o protagonista baixinho fazem um jogo muito interessante. A platéia ri muito da mulher do Galy Gay, toda vez que ela diz "Gente!", e também da filha "peluda" da viúva Begbick.

São besteirinhas que agradam. É DISSO QUE O POVO GOSTA!

Adoráveis as tranças enormes das mulheres e os figurinos eurasianos. Só faz falta, para quem convive em meio musical, que a viúva seja mais fortemente interpretada, cantando hor-ro-res e sendo, sabe-se lá, um pouco mais cigana (com um pandeiro de fitas, talvez).

O fim da peça deixa um gostinho de Full Metal Jacket. Apesar de pesada (bom, ela trata de quem nós realmente somos versus quem queremos ser, não é?), a peça não cansa. Poderia ter mais uns quinze ou vinte minutos, quem sabe mostrar mais da desconstrução do Sargento, ou da indignação da Sra. Galy Gay... e não iria ser ruim.

É claro que tudo isso são críticas de uma não-crítica. O espetáculo é excelente, os atores maravilhosos, a trilha sonora uma delícia, e a coelha recomenda SEM RESSALVAS!!!

19.3.06

Brokeback Mountain

sem blá-blá-blá... (reencenado por coelhinhos, em 30 segundos)

http://www.starz.com/features/brokebackmountain/

16.3.06

Rol das Peças Teatrais em Cartaz pelo Brasil afora - edição Rio

Com muita preguiça para dedicar um post específico para cada espetáculo visto nesses primeiros meses de 2006, a coelha Jureminha estala suas patas bege e fofas e se põe a escrever assim mesmo, digitando tudo de carreirinha...

O primeirinho do ano foi Toda Nudez Será Castigada, montado pela Armazém Companhia de Teatro - a mesma que colocou a platéia para correr atrás da mocinha no maravilhoso Alice Através do Espelho - de forma envolvente... Tomemos como exemplo a cena em que o filho recrimina o pai por usar talco nos pés, acrescida do aroma e da nuvem de talco que se instalam por sobre o palco (Isso é envolvente, não?). A peça é uma surpreendente leitura de Nelson Rodrigues voltada para os sentimentos reprimidos de pena, culpa e revolta.

Em seguida (o quê? Dois dias depois?) toda a família se moveu para assistir a Antônio e Cleópatra, com os globais Caco Ciocler e Maria Padilha, em um megainvestimento de patrocínio dos Correios, da Eletrobrás e de várias empresas privadas, com direção de Paulo José e o escambau a quatro. Hmm... para ser delicada (a coelha reflete)... digamos que os atores principais, aparentemente com suas percepções alteradas quimicamente, decepcionaram. Flávio Bauraqui e Ana Kutner, no entanto, mandam bem. Talvez o figurino e o coro grego compensem o ingresso.

- CONTINUA -

4.3.06

Perdigueiro

Impressionante como macho gosta de cheiro de macho. Seis executivos, viajando juntos em um vôo não muito lotado, foram acomodados em quatro fileiras próximas, havendo até mesmo a famosa poltrona "do meio" vazia entre alguns deles. Pois não é que se mudaram todos para cadeiras coladas, só para poderem conversar melhor?

Bem que já dizia dame Rute Portugal, com a lapidar frase acima, que homens novos só aparecem na sua vida se você já tem um. Durante os anos que você passa solteira, na estiagem entre um namorado e outro, NADA.

Nenhum vizinho interessante, nenhum conhecido neo-descasado, nem um gatinho de 20 anos sequer dando sopa! Agora, experimente se arranjar com alguém - mas tem que gostar do cara; não pode ser mera enganação - e chovem garotões bronzeados, seus colegas de trabalho querem companhia para o chopp e amigos de longa data se divorciam às pencas... Está tudo errado.

Será que a culpa é dos feromônios?

26.1.06

Trilha Sonora

"Luz na passarela que lá vem ela,
Luz na passarela que lá vem ela...

A nova loira do Tchan é linda,

Deixa ela entrar,
É linda, deixa ela entrar..."

O PEIDO QUE A DOIDA DEU

(Moysés Sesyom)

Vou contar o que aconteceu
Debaixo da gameleira
Foi um tiro de ronqueira
O peido que a doida deu
Toda a terra estremeceu
Abalou todo o Açu
Ela, mexendo um angu
Estirou a perna prum lado
Deu um peido tão danado
Quase não cabe no cu!

Este post é uma homenagem de Jureminha a Vovó Dolores, que foi recitar poesias (singelas como essa) nos almoços de domingo de Deus...

20.1.06

Fim-de-Semana Mark Ruffalo

Megafofo em "De Repente 30" com Jennifer Garner

e DE-LI-CI-O-SO em "E Se Fosse Verdade" com Reese Witherspoon!

Sábado e domingo passados foram dedicados ao totosinho acima. Jureminha e suas amigas, a Girafa Fla e a vaquinha sem nome, deixaram suas cabecinhas divagarem e seus coraçõezinhos de macela se encherem de esperança com as histórias românticas do amigo de infância que vira maridão e do desconhecido sem o qual não se pode viver. Sem esquecer, claro, outras interpretações suculentas do rapaz... como "Voando Alto" e "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças" (o personagem é meio freak, mas tudo bem). Próximas atrações: "Em Carne Viva" (In the Cut) na TV a cabo e "Dizem por Aí" (Rumor has It) no cinema.

... suspiros...

16.1.06

O moço interessante vai ao shopping

Dzenti!!! Estavam Jureminha e suas amigas desfrutando de um singelíssimo lanche vespertino ontem, quando eis que surge no horizonte... quem? Ele. Sim, o moço existe em carne e osso (não é mero produto de uma mente feminina carente de aventuras), ainda está na Capital e foi visto circulando com um amigo, no que aparentava ser um também mui frugal programa de fim-de-tarde à base de água mineral! Não pareciam nada gays - aliás, muito antes pelo contrário, é mais fácil serem os truculentos roadies de alguma banda metaleira.

EHE. Ponto a favor do moço.

4.12.05

Se ela, que é ela, serviu...


Viva o Tio!!! Posted by Picasa

Estamos todos podendo!
Athina (Onassis) Roussel - agora Miranda - trouxe a rua para os salões da high society. Ela ofereceu a seus finos convidados nada mais, nada menos que CHURROS. Tudo bem, devem ter sido sofisticadíssimos microchurros com calda (???) de gianduia, feitos artesanalmente por freirinhas espanholas, servidos em bandejas de louça inglesa, ou prata indiana, vai saber... Em todo caso, fica aqui uma modesta-porém-honesta homenagem ao churro nosso de cada dia, embrulhado naquele já manjado guardanapo transparente de tanto óleo, com um quilo e meio de recheio fumegante, e vendido por "dorreal" na carrocinha ambulante.
Ficam aqui também a lembrança e o agradecimento a Leslie Pierce, que passou uma tarde inteira rodando a Cidade do México atrás de tal iguaria, com o bendito recheio de doce de leite, para o deleite - com ou sem trocadilho - da coelha Jureminha.

3.11.05

Manifesto contra os homens fofos

JOVEM: Se você é alto, bonito, culto, independente e inteligente, por favor não seja gente boa! Cuspa no chão, coma alho, arrote em público (de preferência ache isso "másculo"), pense apenas em sexo e futebol, fale mal de gays e velhinhos, trate sua namorada como se fosse uma cachorra qualquer ou dê em cima de todas aquelas que passarem de saia na sua frente, mas... seja escroto!

Mocinhas - entenda-se coelhinhas - solitárias não suportam mais a presença de tais seres hediondos na face da Terra!!! Já basta assistirem freqüentemente aos incontáveis filmes em que John Cusack, Colin Firth, Brendan Fraser, Hugh Jackman, Vince Vaughn, John Corbett, etc. são homens lindos, maravilhosos e apaixonados. Até aí, tudo bem; a gente agüenta, porque sabe que são apenas personagens, e que NUNCA na vida vai aparecer um desses para a gente beijar na boca, ter filhinhos e ser feliz para sempre.

Imagine então o tanto que dói ver sua amiga, vizinha ou prima (pior ainda, as três) com exemplares dessa espécie, de carne e osso, a tiracolo.

Abaixo os A., C., C., P., R. e S. da vida: rapazes limpinhos, sensíveis, bem-educados, encaminhados na vida, alguns até mesmo disponíveis... fora o tanto que esses moços são bonitos, hem!?! Deus nos livre. Vocês não existem.

25.10.05

É terça ou sexta? (*)


Posted by Picasa
(*) frase de autoria - ainda que utilizada sem seu consentimento - do jornalista Pedro Rocha.

É Terça. Foi sexta.

T3rça Insana - Grandes Momentos: muitos bons e grandes esquetes de humor condensados em um pocket-espetáculo... A coelha Jureminha riu até ter náusea (não é exagero) com a socialite Sheila, criada por Luís Miranda, e foi acometida de paixão à primeira vista pela "louca" Betina Botox (de Roberto Camargo - o mais presente e versátil do grupo). Sem mencionar as personagens de Grace Gianoukas (também diretora), Ilana Kaplan, Marcelo Mansfield e Octávio Mendes.

Vale encarar fila no estacionamento. Vale o ingresso. Vale colaborar para a campanha "Evelise - Uma Vida Definitiva". Vale comprar o CD da dupla boliviana "Mario y Juana". Vale rir de forma canastrona, em coro, da piada da Irmã Selma.
Vale. A pele e o fígado agradecem.

11.10.05

O moço interessante

estava sentado na poltrona 13C do vôo Belo Horizonte-Brasília de ontem. Vestia camiseta e bermuda (bem mais adequado à primavera das duas cidades que esta ghost-blogger que lhes escreve, cheia de peças que não couberam na mala e lançando a moda do "engordei quase trinta quilos e minha roupas não fecham mais"). Ao perceber a calvície já pronunciada, o moço havia passado máquina zero nos cabelos que ainda restavam. Usava óculos de armação invisível, e aparentemente tinha lá seus metro e oitenta e pouquinhos. O moço interessante tinha um perfil interessante, uma cara boa. Lia um livro super-interessante, ao qual não foi possível evitar de lançar olhares curiosos. Ele deve ter desconfiado da leitura alheia por sobre seu ombro, pois, lá pelas tantas, foi se inclinando para a esquerda, esquerda, esquerda... até que se escondeu (e ao livro também) atrás das cadeiras, num ângulo impossível de espiar (que pena)! Na hora do lanche, o moço foi guloso, pediu duas porções e devorou tudo com gosto. Nisto, ele lembrou vagamente Vince Vaughn em seu último filme: um glutão porcalhão contudo charmosésimo. Aliás, (Papai-do-céu), aquele pedido daquele dia continua valendo. O moço interessante percebeu que alguém - quem será? - o observava detonar o pobre pacotinho de amendoim e deu uma rápida olhadela a seu redor para afugentar os intrusos desse momento tão íntimo. Depois retornou à leitura oculta do livro interessante. Quando tudo já era coincidência demais (o tema do livro, o estilo de se vestir, a ausência de aliança no dedo, o talento para glutonaria, o modo de chupar o gelo do copo, etc.), o moço sacou da bagagem de mão uma revista sobre arquitetura e se fixou em uma matéria que enfocava projetos ecologicamente corretos com madeira reaproveitada. Aí, epa!!!, a santa desconfiou da esmola e travou um diálogo mental com o supracitado Papai-do-céu, que pode ser resumido mais ou menos assim: "uai sô, tá de palhaçada comigo!?!" Então, o avião começou a descer e o moço interessante resolveu - isto são horas? - ir ao banheiro. Uma mente minimamente lógica concluiria que o pouso na Capital seria apenas escala para o moço interessante, que, tendo ainda um longo trajeto pela frente, devia aproveitar o instante (vai que não dá para ir enquanto a nave estiver parada, sei lá, são mais duas viagens até Aracaju)... mas essa tal mente lógica estaria, no caso, redondamente enganada. O moço desembarcou na mesma cidade que esta moça aqui, modesta-porém-honesta-mente também interessante, a essas alturas já detetive de mão cheia. No meio do conturbado corredor, um esbarrão, um "ops desculpa" e um "não foi nada" quebraram o silêncio dos dois (um que lia, outra que só prestava atenção há 56 minutos). Por acaso ou não, ambos se encontraram novamente na esteira de bagagem; dessa vez, o moço interessante chegou depois e veio parar o carrinho bem ao lado de sua observadora talvez secreta. Foi aí que a pulga apareceu atrás da orelha desta espiã-redatora, ao notar um tom... assim... diferente do esperado... na voz do moço, que prontamente puxou papo enquanto as malas não chegavam. Contrariando o porte, o jeito de andar, de comer (HEHEHE), poderia o moço interessante, justamente sendo interessante em tantos aspectos, ser gay? Ou sua entonação sustenida refletiria apenas uma personalidade simpática e o alívio de estar finalmente em terra firme?

Às vezes, a gente se engana e considera vestígio de homossexualidade o fato de um moço ser ao mesmo tempo expansivo, bem-informado e ajeitadinho.

Moço interessante, se você estiver por aí e gostar de meninas, dê notícia.

23.9.05

Modelas com tédio... e pisando duro!

Todas achando aquilo um saco, só estavam ali porque mamãe mandou, e pensando fixamente no sundae pós-desfile. Ou na pizza de pepperoni. Vai saber.

Esta foi a primeira impressão de Jureminha na primeira Fashion Week de sua vida.

No desfile da Patachou, roupitchas esvoaçantes e meninas-ninfas de... hmm... 11 anos? trotando na passarela. Uma delas, falando sério, estava quase se quebrando ao meio de tanto balançar os braços. Maquiagem boneca (com um quilo e meio de blush pêssego em cada bochecha, e gloss rosinha) e muuuuuuuuuuito baby-liss no cabelo. "Ah, aquelas flores (no cabelo) estavam lindas!" - colaboração de Thaïs Bomfim.

Já o desfile seguinte - esse sim, de gente grande - foi um escândalo. Herchcovitch, meu bem, não é qualquer um!!! Tudo meio feirinha da Torre, com os modelos que aquela sua prima ou tia "moderna" e elegantérrima usava em 1974. Um luxo! Talyta Pugliesi e as multicoloridas batas em estilo hippie-chic inspiram até as mais mão-de-vaca (adivinhem quem? La Jurema em pessoa) a deixar uns reaizinhos no caixa da Cori. Ou, no caso de a roupa ter a assinatura de Alexandre Herchcovitch, vários reaizões mesmo.


* Em tempo: o título deste post, "Modelas...", é uma homenagem à cabuceira Luísa.

19.9.05

Hi-hooo!

Este blog está empacado como uma mula.

Em breve daremos seqüência aos trabalhos. Aguardem!

7.9.05

GOSTOSO

O texugo Bastião, Baguá, o guará e o camelo Genebaldo - pretendente da Girafa Fla - já eram. Chegou no pedaço o mais novo membro da família: Fernando Romildo!!!

De olhos vermelhos,
De pêlo branquinho,
Orelhas bem grandes,
Eu sou coelhinho!

Por enquanto, FR ainda é neném e só quer saber de ficar sugando sua cenourinha baby, mas promete dar muito trabalho à madrinha da nossa amiga coelha no futuro. HEHEHE

15.8.05

Trilogia Mineira III - Adagio Assai

Muito casaco e muito tempo pela frente, ainda no morno domingo à noite.
As pessoas vêm chegando, se aglomerando perante os ônibus fechados. Os porta-malas ainda também fechados. Todos esperam que a boa vontade de algum funcionário resolva abrir os benditos compartimentos, para que não mais seja preciso arrastar mochilas, samsonites e primicias no caminho de ida e volta à (e da) lanchonete. Suco de maracujá. Nutry maracujá. As últimas despedidas. Um papo furado, sem assunto, enquanto tudo permanece hermeticamente fechado: ônibus, porta-malas, poltronas, over head compartments, ar condicionado, travesseirinho e cobertores genéricos (porém honestos no combate ao frio noturno). As listas de passageiros são conferidas. Abrem-se as tampas, e bagagens variadas encontram seu lugar, inclusive uma outrora deslocada mesinha de computador e um mini-yorkshire. Minutos aos montes se passam até que a inevitável fila se forma, aguardando a abertura dos portões (de gente, não coisas). O papo continua sem assunto, naquela conversa mole e gramaticalmente relapsa de "ai, amanhã vou estar cansada..." Um dado momento - vai saber quanto se passa!?! - é finalmente possível entrar, reconhecer os assentos, acomodar os pertences.
O televisor apagado desta vez não ilude ninguém. Passageiros conformados sentam-se e miram o horizonte do segundo piso do veículo. Uma passageira afoita vai e vem pelo corredor: primeiro, só, depois acompanhada. Vem a mocinha da empresa junto. Elas vão e vêm pelo corredor, procurando por algo que não está lá. Pedem licença para revistar sob as poltronas alheias, sobre as poltronas alheias, entre as poltronas alheias. Não está lá (seja o que for). A passageira afoita desce. Sobe. Reclama. Desce outra vez. Diz que isso é um absurdo, é roubo, etc. e fica indignada. Ela não possui o ticket de identificação do item perdido, ou roubado, não se sabe ao certo... A viagem já começa (antes de começar, propriamente dita) atrasada. 15 minutos. 20. Meia hora e nada. A viajante alegadamente vilipendiada se decide a chamar a polícia. Mais alguns minutos para os policiais chegarem. A moça presta queixa. A moça fica prestando queixa e o ônibus parte com uma hora inteira de atraso - sem ela, pois supostamente sua chave de casa e seus documentos estavam na suposta bagagem de mão não-identificada e supostamente desaparecida.
Inicia-se a jornada e o tédio toma conta. Sem filme, sem música, sem luz, sem acreditar que alguém vai chegar em tempo para o trabalho da segunda-feira, todos se rendem. Uma eternidade de estrada, postes, mato e caminhões passa na noite entorpecente. O sono domina. Na primeira parada, a promessa não-cumprida de se continuar a bordo para receber um lanche padronizado (Coca-Cola e misto quente) a cargo da empresa. Os claustrofóbicos e afobados saem, voltam e tropeçam nos que dormem apesar de tudo. Segue o percurso. Homens, mulheres e criancinhas voltam à embriaguez sonolenta de antes. Cedo demais, uma segunda parada. Ou seria terceira? O estado alfa em que a maioria se encontra não permite distinguir...
O veículo empaca num posto de gasolina deserto, perdido no meio do nada, às três da manhã (mais ou menos). Descem todos, retiram-se bolsas, pochetes e cachorro (!!!) de dentro do ônibus. A madrugada no meio do nada é fria. Após o atraso exorbitante, os funcionários da empresa se convencem de que é necessário (e justo, falemos a verdade!) mandar buscar o tal lanchinho de misto quente e Coca-Cola prometido na parada anterior. Mandam buscar também um mecânico. Parece piada. Ali todos permanecem, um ou outro enrolado no tal cobertor xadrez, alguns batendo papo, poucos tentando manter o bom-humor e a maioria com cara de poucos amigos, até as sete. Uma maravilha, para quem pretendia estar, a esta mesma hora, tomando uma bela chuveirada em seu próprio banheiro... Chega o socorro: um ônibus substituto, porque o original, bem... vai para o saco. Removem-se todos os pertences e pertencedores. Uma passageirinha reclama "Não, mamãe, eu quero ir no outro!", mas nada feito.
O trajeto segue praticamente em paz. Se não considerarmos o horário, claro. Lá pelas dez da manhã os celulares voltam a entrar na área de cobertura e os trabalhadores "do meu Brasil" ligam para seus serviços, narrando esta epopéia moderna.
À uma da tarde, finalmente, casa.
Sem chance para o descanso. Banho, almoço e trabalho na seqüência. Ai.

14.8.05

Trilogia Mineira II - Allegro

Chegar. Fazer o tour. Lavar o rosto. Tomar café-da-manhã (em pé) na cozinha com a família. Tirar uma sonequinha para o corpo recuperar o tônus. Um pedacinho de queijo (afinal, estamos em Minas!). Um banho gostoso, lavando o cabelo. Roupa nova, roupa limpa, arrumar a bolsa. Rua. Almoço no self-service. Papos sobre Brendan Fraser e Fito Paez. Visita à (micro)exposição de bonecos do Giramundo. Uma passada rápida na Feira do Livro. Ida ao shopping. Pausa para maquiagem no quiosque da Contém 1g (HIHIHI!). Rodar as escadas rolantes para cima, vendo todas as vitrines. Rodar as escadas rolantes para baixo, vendo as vitrines e - eventualmente - entrando numa lojinha ou outra. Chegada às Lojas Americanas para uso quase abusivo do cartão de crédito na seção de artigos para casa... delírio consumista (porém meio pobrinho). A sobremesa diet finalmente bate no estômago. Água mineral geladinha. Caminhar até o teatro carregando as sacolas. Toilette básica. Crianças correm, gritam e brincam no saguão. Uma delas é especialmente sociável, além de muito elegante, e diz que tem 3 anos. Suas unhas são verde-limão. Ela toma mamadeira antes do espetáculo. A Onça e o Bode (com a madrinha de Jureminha em cena), muito lindo, desperta emoções variadas... Um dos meninos na platéia se manifesta, o pai o manda ficar quieto. Que pena. Aplausos e fotos com os pequenos espectadores. Voltar para casa; uma conversinha, um lanche, um pouco de televisão (novela, jornal, essas coisas). Troca de figurino. Táxi. Aniversário de uma conhecida. Enquanto a porta não se abre, vento frio, muito frio... Salgadinhos, amigos, refrigerantes e alto astral. Bolo de coco. Lembrancinhas. Cafeteria Três Corações (é, a marca de cappuccino mesmo) com os participantes mais animados da festa. A conversa rola solta, muito boa mesmo. O café também. A madrugada se aproxima. Hora de ir dormir. Fotografias com timer. Fofoquinha de adolescente entre os colchonetes. Morfeu finalmente vence a batalha. A manhã, fresca, requer casacos. O "bom dia" de Dia dos Pais se traduz em uma cabeçada hilária. Gargalhada e dor. Pão, café, suco, iogurte. Papo de Anjo na Praça da Liberdade. A peça é dinâmica, todos correm de um lado para o outro e depois voltam à localização original. O sol queima o couro cabeludo (onde o filtro solar não chega). É bom ver amigos atuando num texto gostoso, com montagem criativa, em boa companhia. Almoço no tailandês vegetariano. O sushi, afinal, é doce ou não? Fotografias em frente ao cartaz do teatro. Pós-sobremesa no shopping. Lojas Americanas outra vez (segundo round). Ligeiro estresse familiar. Retornar ao teatro. Arrumação de palco, massagem, alongamento, maquiagem, vestuário, espiadela no saguão. Abrem-se as cortinas: "e um, dois, três, quatro..." Show time. Aplausos, fotos, etc. Desmontar o palco. Remover a maquiagem, trocar de roupa. Momento das despedidas... Passar em casa para fechar as malas, tomar um último banho, fazer uma última boquinha e...

13.8.05

Trilogia Mineira I - Andante

Lá se vai Jureminha para Beagá visitar sua madrinha e passar o Dia dos Pais com vovô Gão-de-Bico e vovó Ervilhinha Jurema...

O local de embarque está lotado. Milhares de pessoas (bem, nem tanto) se acomodarão em breve dentro de quatro grandes veículos com poltronas acolchoadas e ar condicionado "vip". Ônibus de dois andares é chique. Dá para ver a cidade lá embaixo, os carros passando, postes com lâmpadas de mercúrio amarelo, o asfalto deslizando suavemente; você é grande, você é poderoso. Pequenos televisores à frente dos assentos aguardam o momento de serem acesos. Os minutos passam, a cidade passa, a estrada passa. A iluminação se apaga e as televisõezinhas não se acendem. Não tem filminho. Bem, a viagem acaba de ficar mais longa... A temperatura está boa, eis ali um cobertor e o balanço do ônibus até que serve para ninar gente grande. Um cochilo deve fazer o tempo passar mais fácil. O travesseiro é um retângulo de espuma dura, envolto em uma fronha de cheiro estranho. Inutilizável. O pescoço dói, mas vamos lá. Paciência. No primeiro grande buraco das estradas de Minas, uma chacoalhada que acorda a todos. Uuuuh! Então vêm o segundo buraco, o terceiro, todos em velocidade de cruzeiro (Jesus, esse motorista não tem amor à vida, não?). A noite se transforma em uma sucessão de buracos e sonecas rápidas em meio à turbulência. Os vizinhos da frente não tiveram a piedade de fechar suas cortinas: as luzes brancas fluorescentes entram sem dó nos olhos cheios de areia desta chacoalhada viajante. Às cinco da manhã, o coro lá do fundo entoa: "Seguuuuura, pião!". Rir é o melhor remédio. A partir de então, os passageiros do segundo andar - definitivamente acordados - acompanham conscientes o passeio pela montanha russa em que o ônibus se encontra. A chegada se dá com uma hora de atraso, embora até então não se saiba por quê.

Diagnóstico: suspensão quebrada. Isto quer dizer que o veículo estava praticamente rebaixado, voando rente ao chão durante 10 horas. E o povo pulando feito pipoca lá dentro.

2.8.05

Trabalho de equipe

São necessários 16 tataravôs (e 16 tataravós, por supuesto) para se fazer uma pessoa.
Se eles não estivessem lá, você não seria quem é hoje.