Foi o que o diretor/roteirista/escritor Darren Aronofsky usou como subterfúgio para fazer Fonte da Vida. Sem brincadeira, o compadre deve ter chupado uns quatro selinhos. Nem Hugh Jackman ao cubo (ele interpreta um totoso em três épocas distintas da história) vale o ingresso!
O filme, em dados momentos - do que os poucos privilegiados que conseguiram entender o enredo chamam de terceira parte - parece comercial de perfume. Quem já assistiu à peça de Hilary Swank para a nova fragrância de Guerlain tem noção do que isto significa. Sem pé nem cabeça, o roteiro costura de forma frankensteiniana a cura do câncer à Inquisição Espanhola e Shibalba, a árvore da vida. Personagens navegam em bolhas e grandes explosões de luz dourada cegam os expectadores no escurinho do cinema, com destaque especial para Mr. Jackman careca, coberto de base e tatuagens, flutuando na posição de lótus... Sim, é isso mesmo.
Ele baba. Ela (Rachel Weisz, de "A Múmia" e "O Jardineiro Fiel") não limpa as unhas. Questões fundamentais da existência que ficam sem resposta.
O cartaz pergunta: O amor pode ser eterno?
A resposta é: Sim, mas aparentemente isso tudo é muito confuso
[Vejam bem! O argumento não é ruim. O enfoque é que foi, digamos, um pouco lisérgico demais.]
viagens, relacionamentos, televisão, cinema, música, teatro, literatura - e COELHOS!
29.11.06
22.11.06
Je suis la femme, ô ô ô

Ouquei... I'm Like a Bird foi a música-tema de 2001 (ou seja, a menina tem talento), mas Nelly Furtado nos American Music Awards ontem estava ou não a cara da Gretchen?
31.10.06
15.10.06
Sabor "perfumes"*
Papel higiênico de baunilha, absorvente com camomila, isso sem mencionar a exótica camisinha de morango...
Parece que as partes baixas também têm preferências gastronômicas.
(* Esse título tem sua origem na feirinha de artesanato do Jacaré, em Cabedelo-João Pessoa/PB. Quando perguntada sobre as essências de um de seus sabonetes, entre os de menta, limão, maracujá, frutas vermelhas, mel e tal, a vendedora respondeu: - "Perfumes!")
Parece que as partes baixas também têm preferências gastronômicas.
(* Esse título tem sua origem na feirinha de artesanato do Jacaré, em Cabedelo-João Pessoa/PB. Quando perguntada sobre as essências de um de seus sabonetes, entre os de menta, limão, maracujá, frutas vermelhas, mel e tal, a vendedora respondeu: - "Perfumes!")
12.10.06
Primavera na Ilha de Caras
Após seis dias e sete noites (Ei! Isso não é nome de filme?) hospedada pela segunda vez em dois anos na suíte master da Ala Leste, com uma alimentação diária à base de tapioca com queijo, água de coco (saída DO coco!), cuscuz de milho e carne de sol, confiando na insólita - porém, em alguns momentos, eficaz - combinação de Sundown 30 e Nivea Bronzeador Tropical, a coelha Jureminha mudou. Embora tenha passado, infelizmente, em determinados pontos da jornada, pelo rosa choque "não encosta que tá ardendo", ela conseguiu mudar de cor; do bege claro para o teindre-dorée...E, seguindo a tradição "meus discos, meus livros e nada mais", iniciada na última temporada, ela deglutiu cinco livros em uma semana (VIXE MARIA!!! É SÉRIO?). O recorde anterior eram quatro volumes em dez dias.
10.10.06
Gás comprimido
Feijão, repolho, abóbora japonesa e carne de soja... só faltaram a batata doce e o ovo cozido.
9.10.06
O Destino de Miguel
DestinodeMiguelVCD
Vídeo enviado por cardoso
Obrigada pela dica, Lisa!!!
"Este filme não contém nenhum elemento sonoro da versão original. Pelotas, 1724..." AVISO AOS MAIS PUDICOS: Esta dublagem não é nada sutil.
2.10.06
15.8.06
Saudades do Matão
Tem rapaz que não merece a atenção que recebe. Isto é, parece merecê-la... até que um dia mostra que não a deveria ter recebido. É aquele tipo de moço que, sem saber das boas (aliás, EXCELENTES) intenções da moça com que potencialmente se relaciona(rá), em um dado momento da pré-relação - na verdade, uma sondagem feita por nós, mulheres já meio escaldadas, para ver quanto o "investimento" pode vir a render - solta certas pérolas do discurso macho-cristão-ocidental.
A esses garotos (croc!), tudo o que podemos dizer é:
- Vai, meu bem, volta para o brejo de onde você veio!!!
A gente quer é ser princesa; não beijar sapo.
A esses garotos (croc!), tudo o que podemos dizer é:
- Vai, meu bem, volta para o brejo de onde você veio!!!
A gente quer é ser princesa; não beijar sapo.
26.7.06
Livro de mulherzinha:
A estória é quase sempre a mesma. A mocinha é inglesa, tem um emprego legal na área de Comunicação (editora, jornalista, promoter, etc.), um chefe enfezado e um inimigo mortal (preferencialmente um moço moreno, alto - bonito, sensual - bem relacionado e podre de rico)... Divide apartamento com alguém, seus pais são duas figuras raras que precisam com urgência de netinhos, sua melhor amiga (tia ou amigo gay) é totalmente desmiolada(o) e seu ex simplesmente NÃO PRESTA!!!
Sim, o enredo é previsível: todo mundo sabe que, lá pelo último capítulo, o vilão estará mais-do-que apaixonado por ela, eles beijarão na boca e serão felizes bem na penúltima página. Ah, claro, antes disso os dois deverão ter uma briga memorável (daquelas em que a gente jura que NUNCA perdoará o outro por tudo o que foi dito)! O problema é que esse tipo de livro pega de jeito, vicia, e quando você vê já está procurando o próximo da série na livraria mais próxima. Quer boas dicas? O Diário de Bridget Jones (I e II), Delírios de Consumo de Becky Bloom (I, II, III e IV - embora não tenham exatamente esses títulos), O Segredo de Emma Corrigan e A Vida é Uma Festa.
Recomendados pela coelha, que deixou de lado - várias vezes - a biografia de São Francisco de Assis para se render desavergonhadamente ao gênero.
Sim, o enredo é previsível: todo mundo sabe que, lá pelo último capítulo, o vilão estará mais-do-que apaixonado por ela, eles beijarão na boca e serão felizes bem na penúltima página. Ah, claro, antes disso os dois deverão ter uma briga memorável (daquelas em que a gente jura que NUNCA perdoará o outro por tudo o que foi dito)! O problema é que esse tipo de livro pega de jeito, vicia, e quando você vê já está procurando o próximo da série na livraria mais próxima. Quer boas dicas? O Diário de Bridget Jones (I e II), Delírios de Consumo de Becky Bloom (I, II, III e IV - embora não tenham exatamente esses títulos), O Segredo de Emma Corrigan e A Vida é Uma Festa.
Recomendados pela coelha, que deixou de lado - várias vezes - a biografia de São Francisco de Assis para se render desavergonhadamente ao gênero.
21.7.06
Red Light District
Muito cuidado ao reservar uma pousadinha catita e praiana em Recife, que atende pelo simplório nome de Pousada da Praia... Dizem no site que é um hotel em Boa Viagem. Nananina! Trata-se de um pouso não muito familiar para onde as moças do Pina aparentemente levam alguns rapazes para momentos de... ram-ram... carinho... em troca de uns reais. Paredes azulejadas, controles na cabeceira, lençóis roxos e a exigência de que toda despesa seja paga antecipadamente - cash - são indícios de que ali não é lugar para coelhinhas de pedigree, criadas à base de muito Yakult e bolo Pullmann.
13.7.06
Linkando
Emilie Simon - Flowers
Vídeo enviado por la_mauvaise_fee
10.7.06
Émilie Simon
O videoclipe (link para quem tem Quicktime) é um tanto funéreo, mas, mesmo assim, muito fofo! Uma coisinha, assim, A Noiva Cadáver - filme esse, não muito por acaso, dublado pela amada e maravilhosa Ester Elias -, sabe... A mimosíssima letra, para os que fizerem download acompanharem, é:
"I want to buy you flowers,
it's such a shame you're a boy,
but when you are not a girl
nobody buys you flowers.
I want to buy you flowers,
and now I'm standing in the shop.
I must confess I wonder
if you will like my flowers.
you are so sweet and I'm so alone.
oh darling, please
tell me you're the one.
I'll buy you flowers,
I'll buy you flowers
like not other girl did before.
you were so sweet and I was in love.
oh darling, don't tell me
you found another girl.
forget the flowers,
because the flowers
never last for ever
never last for ever
never last for ever,
my love."
"I want to buy you flowers,
it's such a shame you're a boy,
but when you are not a girl
nobody buys you flowers.
I want to buy you flowers,
and now I'm standing in the shop.
I must confess I wonder
if you will like my flowers.
you are so sweet and I'm so alone.
oh darling, please
tell me you're the one.
I'll buy you flowers,
I'll buy you flowers
like not other girl did before.
you were so sweet and I was in love.
oh darling, don't tell me
you found another girl.
forget the flowers,
because the flowers
never last for ever
never last for ever
never last for ever,
my love."
7.7.06
Tamanho de Mulher
25.5.06
Featuring
Gente... ela estava quieta na dela. Jureminha anda uma coelha de vida atribulada, e nem (sequer) pensava em procurar - ou, melhor dizendo, recrutar - mocinhos interessantes por aí, mas eis que Deus é um rapaz (ou moça?) muito gaiato(a) e colocou mais uma vez o tal "moço" de posts anteriores frente-a-frente com nossa singela amiga blogueira.
Curioso foi descobrir que seus interesses são praticamente os mesmos e, a julgar pela conversa ouvida no elevador (siiiim, eles pegaram o elevador juntos!), suas áreas de atuação profissional também.
Foi assim: vinha a coelha Jureminha da rua para a segunda etapa de uma reunião seriíssima (coisa de gente grande, sabe), com sono, com calor e precisando escovar os dentes após um almoço particularmente bem-servido de alho e cebola, quando, ao adentrar o saguão do prédio (de olhos embaçados pela mudança de iluminação através dos óculos de sol), vislumbrou o moço... "Não, não pode ser", ela pensou, "não, não posso rir... mas é". Prontamente, ela se posicionou de pé atrás do dito cujo e duas colegas (acreditem, o anonimato é tudo!!!) na fila do elevador. Pois assim seguiram, novamente ele conversando e ela espionando, até o 6o andar (ô, vontade de espiar mais)... Só que, dessa vez, ele falou muito (quase tão intensa e vorazmente quanto deglutiu aquele lanchinho do avião, meses antes); aliás, o moço falou o tempo todo - fornecendo bastante informação a quem quer que estivesse prestando atenção... hmm... quem mesmo?!? HEHEHE
E, gente, tudo indica que ele é gay sim. Sorry.
Curioso foi descobrir que seus interesses são praticamente os mesmos e, a julgar pela conversa ouvida no elevador (siiiim, eles pegaram o elevador juntos!), suas áreas de atuação profissional também.
Foi assim: vinha a coelha Jureminha da rua para a segunda etapa de uma reunião seriíssima (coisa de gente grande, sabe), com sono, com calor e precisando escovar os dentes após um almoço particularmente bem-servido de alho e cebola, quando, ao adentrar o saguão do prédio (de olhos embaçados pela mudança de iluminação através dos óculos de sol), vislumbrou o moço... "Não, não pode ser", ela pensou, "não, não posso rir... mas é". Prontamente, ela se posicionou de pé atrás do dito cujo e duas colegas (acreditem, o anonimato é tudo!!!) na fila do elevador. Pois assim seguiram, novamente ele conversando e ela espionando, até o 6o andar (ô, vontade de espiar mais)... Só que, dessa vez, ele falou muito (quase tão intensa e vorazmente quanto deglutiu aquele lanchinho do avião, meses antes); aliás, o moço falou o tempo todo - fornecendo bastante informação a quem quer que estivesse prestando atenção... hmm... quem mesmo?!? HEHEHE
E, gente, tudo indica que ele é gay sim. Sorry.
6.5.06
Para os companheiros da noite de ontem
"Everybody hurts. Take comfort in your friends
Everybody hurts. Don't throw your hand. Oh, no. Don't throw your hand
If you feel like you're alone, no, no, no, you are not alone
If you're on your own in this life, the days and nights are long,
When you think you've had too much of this life to hang on
Well, everybody hurts sometimes
Everybody cries. And everybody hurts sometimes
And everybody hurts sometimes. So, hold on, hold on
Hold on, hold on, hold on, hold on, hold on, hold on
Everybody hurts. You are not alone"
(R.E.M.)
Everybody hurts. Don't throw your hand. Oh, no. Don't throw your hand
If you feel like you're alone, no, no, no, you are not alone
If you're on your own in this life, the days and nights are long,
When you think you've had too much of this life to hang on
Well, everybody hurts sometimes
Everybody cries. And everybody hurts sometimes
And everybody hurts sometimes. So, hold on, hold on
Hold on, hold on, hold on, hold on, hold on, hold on
Everybody hurts. You are not alone"
(R.E.M.)
27.4.06
Meaípe, Jacaraípe e vários acepipes
Cação (???) com fritas na barraca do Baiano,
Moqueca de Dourado do Rocimar (Restaurante Kazarão),
Empadas da Vovó, macias e cremosas,
Bolinho da tia Júlia,
Muqueca (de camarão) do Curuca,
Torta Capixaba do Geraldinho
e, evidentemente, o caldo de frango do Trayller do Xuxu (sic)
resumem razoavelmente bem o que foi a Semana Santa "juremística" nas praias do Espírito Santo... Muito calor, muitas calorias, muito sol e muito Sundown!
Moqueca de Dourado do Rocimar (Restaurante Kazarão),
Empadas da Vovó, macias e cremosas,
Bolinho da tia Júlia,
Muqueca (de camarão) do Curuca,
Torta Capixaba do Geraldinho
e, evidentemente, o caldo de frango do Trayller do Xuxu (sic)
resumem razoavelmente bem o que foi a Semana Santa "juremística" nas praias do Espírito Santo... Muito calor, muitas calorias, muito sol e muito Sundown!
1.4.06
"Esse seu cabelo é de nuvem ou de Bombril?"
O novo show do novo disco da (nova?) cantora Vanessa da Mata vale o ingresso... desde ele não custe R$100, claro. Muito animado, colorido, com vários hits e momentos dançantes, a moça tem uma presença de palco meio Clara Nunes, meio Maria Betânia (ei, isto é um elogio!) e um repertório que vai de Legião Urbana a Saltimbancos.
Dá até vontade de investir no look chita-cabelão-sandália rasteirinha-bijouteria de semente, e tal...
Dá até vontade de investir no look chita-cabelão-sandália rasteirinha-bijouteria de semente, e tal...
21.3.06
Rol das Peças Teatrais em Cartaz pelo Brasil afora - edição Curitiba
Impressões - "Um Homem é um Homem" com o Grupo Galpão
A peça começa de forma encantadora, com a banda tocando (no início, dá para pensar que eles não vão conseguir fazer uma música que preste). A idéia dos slides com pedaços do texto, das canções, etc. é muito legal, e remete aos desenhos animados "da bolinha", em que a gente acompanhava em coro as legendas na tela... Tudo é pensado para não ser rude; a maneira como os fatos são apresentados é muito suave, lúdica, e o público acaba até achando engraçadinho alguém que abandona sua vida e seus valores por não querer contrariar os outros (o que, na verdade, não tem graça nenhuma).
Visualmente, os soldados de pernas de pau e o protagonista baixinho fazem um jogo muito interessante. A platéia ri muito da mulher do Galy Gay, toda vez que ela diz "Gente!", e também da filha "peluda" da viúva Begbick.
São besteirinhas que agradam. É DISSO QUE O POVO GOSTA!
Adoráveis as tranças enormes das mulheres e os figurinos eurasianos. Só faz falta, para quem convive em meio musical, que a viúva seja mais fortemente interpretada, cantando hor-ro-res e sendo, sabe-se lá, um pouco mais cigana (com um pandeiro de fitas, talvez).
O fim da peça deixa um gostinho de Full Metal Jacket. Apesar de pesada (bom, ela trata de quem nós realmente somos versus quem queremos ser, não é?), a peça não cansa. Poderia ter mais uns quinze ou vinte minutos, quem sabe mostrar mais da desconstrução do Sargento, ou da indignação da Sra. Galy Gay... e não iria ser ruim.
É claro que tudo isso são críticas de uma não-crítica. O espetáculo é excelente, os atores maravilhosos, a trilha sonora uma delícia, e a coelha recomenda SEM RESSALVAS!!!
A peça começa de forma encantadora, com a banda tocando (no início, dá para pensar que eles não vão conseguir fazer uma música que preste). A idéia dos slides com pedaços do texto, das canções, etc. é muito legal, e remete aos desenhos animados "da bolinha", em que a gente acompanhava em coro as legendas na tela... Tudo é pensado para não ser rude; a maneira como os fatos são apresentados é muito suave, lúdica, e o público acaba até achando engraçadinho alguém que abandona sua vida e seus valores por não querer contrariar os outros (o que, na verdade, não tem graça nenhuma).
Visualmente, os soldados de pernas de pau e o protagonista baixinho fazem um jogo muito interessante. A platéia ri muito da mulher do Galy Gay, toda vez que ela diz "Gente!", e também da filha "peluda" da viúva Begbick.
São besteirinhas que agradam. É DISSO QUE O POVO GOSTA!
Adoráveis as tranças enormes das mulheres e os figurinos eurasianos. Só faz falta, para quem convive em meio musical, que a viúva seja mais fortemente interpretada, cantando hor-ro-res e sendo, sabe-se lá, um pouco mais cigana (com um pandeiro de fitas, talvez).
O fim da peça deixa um gostinho de Full Metal Jacket. Apesar de pesada (bom, ela trata de quem nós realmente somos versus quem queremos ser, não é?), a peça não cansa. Poderia ter mais uns quinze ou vinte minutos, quem sabe mostrar mais da desconstrução do Sargento, ou da indignação da Sra. Galy Gay... e não iria ser ruim.
É claro que tudo isso são críticas de uma não-crítica. O espetáculo é excelente, os atores maravilhosos, a trilha sonora uma delícia, e a coelha recomenda SEM RESSALVAS!!!
19.3.06
Brokeback Mountain
sem blá-blá-blá... (reencenado por coelhinhos, em 30 segundos)
http://www.starz.com/features/brokebackmountain/
http://www.starz.com/features/brokebackmountain/
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