viagens, relacionamentos, televisão, cinema, música, teatro, literatura - e COELHOS!
30.11.09
a quinzena #22
MÚSICA: "Nada que Te Diz Respeito" (Céu e Diogo Poças)
FOBIA: ... la la la la la la la!
DELÍCIA: Rafael e Isabel - com o carro "Helax" e o pula-pula
MANIA MALDITA: de pintar a sobrancelha falhada
PÉ E MÃO: "Raisin" da Sephora
20.11.09
O ex
Espantosamente fácil e perigoso demais é voltar para o que já nos pertenceu... Nem meia hora é preciso para se reconhecer o "território", e tudo se encaixa como se vocês nunca tivessem se deixado. A sala, a mesa, o telefone, os programas do computador, o ramal daquela secretária que sempre quebrou um galhão na hora do aperto: igualzinho.
Todos se mostram felicíssimos em vê-la. E você se sente querida, desejada, necessária.
Aquela rotina louca agora parece boba e as aporrinhações, enormes e infindáveis no passado, perturbam bem menos. Por uma curta temporada, este revival descompromissado é a solução da sua carência.
Quase dá para esquecer o motivo do rompimento e pedir para ficar de vez - mas aí você lembra que viver para sempre com ele não era o seu ideal: uma vida sem paixão, sem tesão, sem inovação. No fim das contas, a relação era (isso sim) um arroz-com-feijão muito do básico, da qual você saiu porque não havia espaço para suas asas e seus sonhos.
Enfim, você dá graças a Deus que, na segunda-feira, esse problema não é mais seu.
Todos se mostram felicíssimos em vê-la. E você se sente querida, desejada, necessária.
Aquela rotina louca agora parece boba e as aporrinhações, enormes e infindáveis no passado, perturbam bem menos. Por uma curta temporada, este revival descompromissado é a solução da sua carência.
Quase dá para esquecer o motivo do rompimento e pedir para ficar de vez - mas aí você lembra que viver para sempre com ele não era o seu ideal: uma vida sem paixão, sem tesão, sem inovação. No fim das contas, a relação era (isso sim) um arroz-com-feijão muito do básico, da qual você saiu porque não havia espaço para suas asas e seus sonhos.
Enfim, você dá graças a Deus que, na segunda-feira, esse problema não é mais seu.
16.11.09
Ta-ra-ta-ta
Perguntaram para Quentin (o Tarantino): "Quer matar um monte de nazistas?" E ele respondeu: "Uêpa, só se for agora!"
Tarantinamente falando, Bastardos Inglórios é muito divertido. Sim, tem sangue. Tem miolos voando... ou foi a minha imaginação? E tem muita violência gratuita. Mas tem Brad Pitt, impagável em sua própria versão de O Poderoso Chefão, tem uma mocinha "macho paca" (Shosanna Dreyfus/Emanuelle Mimieux - Mélanie Laurent), e um vilão que todos amamos odiar, interpretado maravilhosamente - justiça seja feita - pelo austríaco Christoph Waltz.
E o final é catártico.
(para quem quiser ler uma crítica de verdade, Jureminha recomenda a sempre embasadíssima análise de Lu Monte)
Tarantinamente falando, Bastardos Inglórios é muito divertido. Sim, tem sangue. Tem miolos voando... ou foi a minha imaginação? E tem muita violência gratuita. Mas tem Brad Pitt, impagável em sua própria versão de O Poderoso Chefão, tem uma mocinha "macho paca" (Shosanna Dreyfus/Emanuelle Mimieux - Mélanie Laurent), e um vilão que todos amamos odiar, interpretado maravilhosamente - justiça seja feita - pelo austríaco Christoph Waltz.
E o final é catártico.
(para quem quiser ler uma crítica de verdade, Jureminha recomenda a sempre embasadíssima análise de Lu Monte)
15.11.09
a quinzena #21
'That depends a good deal on where you want to get to,' said the Cat.
MÚSICA: "Tudo sobre Você" (Zélia Duncan)
DELÍCIA: Dona Bibi cantando e contando Piaf, claro!
MANIA MALDITA: não estudar para os concursos
FOBIA: de ser pega no Polyvore... durante o expediente.
PÉ E MÃO: "Rosa Chiclete" da Colorama
5.11.09
Uma caixinha de emoções
Chegaram hoje - finalmente, por culpa da lerdeza desta que vos escreve - os brindes que o FotoAJato ofereceu para sorteio no LuluzinhaCamp de junho!
Gostei bastante do atendimento, via site e por e-mail, às minhas dúvidas loiras. Fiz upload sem nenhum problema e pude escolher configurações personalizadas (papel fosco/brilhante com ou sem margem) para cada uma das minhas 10 fotos, tendo a alegria de saber que um arquivo de 55kB, por exemplo, é considerado "bom" para uma revelação 10x15.
Eles dão uma re-enquadrada e tiram a data que, por ventura, conste da imagem, mas a qualidade de impressão é muito boa. Porém, o que achei mais fofo de tudo foi a embalagem: uma singelíssima caixa branca com o título "EMOÇÕES" em alto relevo. Meu lado velhinha-colecionadora-de-tranqueira vai guardá-la.
Neste primeiro momento de contato, e gratuidade, com o serviço, enviei fotografias de menor definição (para ver qual era mesmo!), mas agora pretendo encomendar otras fotitas más, algumas feitas por profissionais... coisas para colocar no porta-retrato, na prateleira da mãe, da casa da tia-avó... ;)
Até o Natal eu dou um retorno. Beijo-me-liga.
Gostei bastante do atendimento, via site e por e-mail, às minhas dúvidas loiras. Fiz upload sem nenhum problema e pude escolher configurações personalizadas (papel fosco/brilhante com ou sem margem) para cada uma das minhas 10 fotos, tendo a alegria de saber que um arquivo de 55kB, por exemplo, é considerado "bom" para uma revelação 10x15.
Eles dão uma re-enquadrada e tiram a data que, por ventura, conste da imagem, mas a qualidade de impressão é muito boa. Porém, o que achei mais fofo de tudo foi a embalagem: uma singelíssima caixa branca com o título "EMOÇÕES" em alto relevo. Meu lado velhinha-colecionadora-de-tranqueira vai guardá-la.
Neste primeiro momento de contato, e gratuidade, com o serviço, enviei fotografias de menor definição (para ver qual era mesmo!), mas agora pretendo encomendar otras fotitas más, algumas feitas por profissionais... coisas para colocar no porta-retrato, na prateleira da mãe, da casa da tia-avó... ;)
Até o Natal eu dou um retorno. Beijo-me-liga.
1.11.09
Não entendo
Não consigo entender quem tem hora marcada para ser amigo ("Olha, eu hoje sou só ouvidos para você, conte comigo, com a minha solidariedade e minha companhia... das cinco às seis, porque depois eu tenho compromisso!"). Minha compreensão não chega para gente que acorda, dorme e vive pensando e falando em uma só matéria - ou na falta que esta lhe faz na vida, o que dá no mesmo. Não absorvo a ideia de pregar a diversidade, mas só conviver com os que são absolutamente iguais a si: e para os outros, a intolerância. Não concordo que o amor universal seja aplicado apenas aos da rua.
Me esforço (e muito!) para abraçar defeitos e adoçar amarguras minhas e alheias.
Não sou perfeita, é claro, mas minhas idiossincrasias são, pelo menos, contestáveis.
Me esforço (e muito!) para abraçar defeitos e adoçar amarguras minhas e alheias.
Não sou perfeita, é claro, mas minhas idiossincrasias são, pelo menos, contestáveis.
31.10.09
a quinzena #20
MÚSICA: "Cachaça Mecânica" (Anna Luísa)
DELÍCIA: o jantar no Dudu!
MANIA (MALDITA?): rímel cinza da Hema
FOBIA: barriga de cerveja X glamour
PÉ E MÃO: "Flamenco" da Sephora
18.10.09
dex.ter.i.ty
do inglês: substantivo. destreza. Qualidade de quem é destro; agilidade. Aptidão; habilidade; arte.
Parecia difícil encarar o irmãozinho caçula de Six Feet Under como um assassino. Mas Jureminha, coelha arrojada que é, aceitou o desafio (estimulada por uma promoção de R$39,90 o box) de conhecer comme il fault* a série Dexter.
O protagonista é um serial killer de serial killers; por convicção, um ser desalmado, mas pleno de ternura em seu convívio com a família, a namorada, os enteados. Confuso? Seu ganha-pão é ser especialista em pingos, manchas, borrifos e jatos de sangue e, nas horas vagas, ele esquarteja criminosos hediondos. Nojento? Seria, se Michael C. Hall não tivesse uma carinha fofa e não interpretasse com tanto gosto. O cara se diverte - perseguindo, torturando, matando, tirando onda com os colegas da Polícia de Miami e fazendo lanchinhos entre um cadáver e outro - isso dá para perceber! Seus coadjuvantes, como não poderia deixar de ser, são o tira gente-boa cubano, o detetive negro durão, a irmã (também policial) caloura e a tenente loba "caliente" - cujos atores comentam o episódio #6 no DVD.
De quebra, a primeira temporada traz o Assassino do Caminhão de Gelo ("ice truck killer" soa beeeeem melhor) e suas vítimas drenadas e meticulosamente destrinchadas. Um lance meio carne maturada embalada a vácuo, sabe? E não se pode esquecer das cabeças de Barbie: um must, ainda que totalmente freak.
Vale uma conferida no segundo ano.
* do episódio um até o último extra, acompanhando a estória. Porque esse negócio de tentar pescar os capítulos na grade mensal da TV a cabo cansa a beleza de qualquer uma.
Parecia difícil encarar o irmãozinho caçula de Six Feet Under como um assassino. Mas Jureminha, coelha arrojada que é, aceitou o desafio (estimulada por uma promoção de R$39,90 o box) de conhecer comme il fault* a série Dexter.
O protagonista é um serial killer de serial killers; por convicção, um ser desalmado, mas pleno de ternura em seu convívio com a família, a namorada, os enteados. Confuso? Seu ganha-pão é ser especialista em pingos, manchas, borrifos e jatos de sangue e, nas horas vagas, ele esquarteja criminosos hediondos. Nojento? Seria, se Michael C. Hall não tivesse uma carinha fofa e não interpretasse com tanto gosto. O cara se diverte - perseguindo, torturando, matando, tirando onda com os colegas da Polícia de Miami e fazendo lanchinhos entre um cadáver e outro - isso dá para perceber! Seus coadjuvantes, como não poderia deixar de ser, são o tira gente-boa cubano, o detetive negro durão, a irmã (também policial) caloura e a tenente loba "caliente" - cujos atores comentam o episódio #6 no DVD.
De quebra, a primeira temporada traz o Assassino do Caminhão de Gelo ("ice truck killer" soa beeeeem melhor) e suas vítimas drenadas e meticulosamente destrinchadas. Um lance meio carne maturada embalada a vácuo, sabe? E não se pode esquecer das cabeças de Barbie: um must, ainda que totalmente freak.
Vale uma conferida no segundo ano.
* do episódio um até o último extra, acompanhando a estória. Porque esse negócio de tentar pescar os capítulos na grade mensal da TV a cabo cansa a beleza de qualquer uma.
15.10.09
a quinzena #19
MÚSICA: "Vestido Estampado" (Ana Carolina)
DELÍCIA (ou MANIA MALDITA?): Mafia Wars!
FOBIA: do ouvido da Pretinha não se curar... e dela ficar doente... :,(
PÉ E MÃO: "Figue" - ainda - da Sephora
3.10.09
Esmaltinhos colecionáveis
Eu roía as unhas.
Aos 11 anos, Mamãe me levou para a manicure pela primeira vez (ou melhor, antes disso, na época dos meus 3-4 aninhos, havia uma senhora
portuguesa que trabalhava "em domicílio" e que, vez ou outra, me coloria as mãos de algum tom de vermelho ou lilás). Mas era cedo demais: a vaidade ainda não tinha chegado. Continuei usando os dentes mesmo.
Eis que aos 18, porém, houve um dos encontros mais sérios da minha vida. Catarina Tavares estava iniciando sua carreira de nail stylist e eu, em pleno processo de extrair o mulherão que vivia escondido dentro de mim, decidi começar a ser cliente assídua. De lá para cá, já se vai metade das nossas vidas (a da Cátia e a minha), em que nos divertimos procurando semanalmente cores novas para enfeitar a ponta dos meus dedinhos.
Em julho passado, então, viajei com a incumbência de trazer um esmalte Sephora by O.P.I. - sim, a gente usa marcas chiquérrimas! - branco cintilante.
Quando, porém, adentrei a loja num shopping/outlet na zona industrial de Marseille... me deparei com um verdadeiro playground: a casa possui um branding próprio, com SES-SEN-TA CO-RES diferentes em vidrinhos de 7 ml (ou seja, esses não vão estragar no armário lá de casa) por um preço em euros que, de miniatura, não tem nada, mas quem sai na chuva é para se molhar!
Coloquei logo o tal esmalte branquinho* na cesta e estacionei na frente do display, me acotovelando com as adolescentes francesas para experimentar e escolher e mudar de ideia, pincelada em cima de pincelada, os mais fantásticos matizes para "escandalizar o salão" aqui no Brasil. Vermelhão aberto, violeta vivo, ameixa escuro, dourado, vinho cintilante, berinjela, preto purpurinado, azul marinho, turquesa, laranja... foi uma loucura. Comprei seis (passion, raisin, figue, fusion, modern e flamenco). Só seis! E o cartão quase que não passa.

O produto é de primeira qualidade. Cobre uniformemente a unha, seca rápido, não descasca, sai com uma passada de removedor, não mancha; é uma bênção. Confesso que, apesar de felicíssima com as aquisições, fiquei meio jururu (pois tive que deixar o black strass, o blue sapphire, o beige topaz, o tectonic, o curacao e o mango, entre outros, para trás), mas na semana passada descobri que todos eles figuram liiiiindos no site internacional da loja, e em dólar; ou seja, cerca de 30% mais baratos - ou menos caros, sei lá!?!
Ai, meu crédito.
Aos 11 anos, Mamãe me levou para a manicure pela primeira vez (ou melhor, antes disso, na época dos meus 3-4 aninhos, havia uma senhora
portuguesa que trabalhava "em domicílio" e que, vez ou outra, me coloria as mãos de algum tom de vermelho ou lilás). Mas era cedo demais: a vaidade ainda não tinha chegado. Continuei usando os dentes mesmo.Eis que aos 18, porém, houve um dos encontros mais sérios da minha vida. Catarina Tavares estava iniciando sua carreira de nail stylist e eu, em pleno processo de extrair o mulherão que vivia escondido dentro de mim, decidi começar a ser cliente assídua. De lá para cá, já se vai metade das nossas vidas (a da Cátia e a minha), em que nos divertimos procurando semanalmente cores novas para enfeitar a ponta dos meus dedinhos.
Em julho passado, então, viajei com a incumbência de trazer um esmalte Sephora by O.P.I. - sim, a gente usa marcas chiquérrimas! - branco cintilante.
Quando, porém, adentrei a loja num shopping/outlet na zona industrial de Marseille... me deparei com um verdadeiro playground: a casa possui um branding próprio, com SES-SEN-TA CO-RES diferentes em vidrinhos de 7 ml (ou seja, esses não vão estragar no armário lá de casa) por um preço em euros que, de miniatura, não tem nada, mas quem sai na chuva é para se molhar!Coloquei logo o tal esmalte branquinho* na cesta e estacionei na frente do display, me acotovelando com as adolescentes francesas para experimentar e escolher e mudar de ideia, pincelada em cima de pincelada, os mais fantásticos matizes para "escandalizar o salão" aqui no Brasil. Vermelhão aberto, violeta vivo, ameixa escuro, dourado, vinho cintilante, berinjela, preto purpurinado, azul marinho, turquesa, laranja... foi uma loucura. Comprei seis (passion, raisin, figue, fusion, modern e flamenco). Só seis! E o cartão quase que não passa.

O produto é de primeira qualidade. Cobre uniformemente a unha, seca rápido, não descasca, sai com uma passada de removedor, não mancha; é uma bênção. Confesso que, apesar de felicíssima com as aquisições, fiquei meio jururu (pois tive que deixar o black strass, o blue sapphire, o beige topaz, o tectonic, o curacao e o mango, entre outros, para trás), mas na semana passada descobri que todos eles figuram liiiiindos no site internacional da loja, e em dólar; ou seja, cerca de 30% mais baratos - ou menos caros, sei lá!?!
Ai, meu crédito.
* os nomes da O.P.I. são superdivertidos: o branco, no caso, é o 'A-ha! Moment', mas tem ainda o marrasquino 'And a Cherry on Top', rosinha 'A True Romantic' etc. Fora o fato de que, para meu deleite, descobri que os livros da inglesa Sophie Kinsella, quase todos, batizam produtos desta linha.
30.9.09
a quinzena #18
FOBIA: daqueeeeele lance - desde junho! - para o Coral não rolar
MÚSICA: "Tudo Diferente" (Maria Gadu)
DELÍCIA: aniversário, despedida, La Reina, casamento, visitas...
PÉ E MÃO: "Figue" da Sephora
24.9.09
Uma vida Polishop
Numa linda manhã desta Primavera que acabou de chegar, a coelha Jureminha acorda e esquenta água diretamente da pia, graças ao filtro Philips acoplado à torneira da cozinha, para um cappuccino instantâneo. Liga o George Foreman Grill Champ e prepara aquele misto quente no capricho (com mostarda de Dijon, sua mais nova mania!) e, enquanto o sandubinha não fica pronto, passa a Electric Sweeper pela casa. Seus cabelos estão lisos e sedosos, mesmo recém-saídos da cama, pois ela usou a Wet & Dry Ceramic na noite anterior...
Não é que novas ideias facilitam sua vida?
Não é que novas ideias facilitam sua vida?
15.9.09
a quinzena #17
MÚSICA: o "Hymne à l'Amour", claro...
FOBIA: do chá de jasmim do Mitzu
DELÍCIA: recomeçar, sonhar, e estar bem com isso tudo
PÉ E MÃO: "Fusion" da Sephora (tô usando todos!!!)
14.9.09
Patrick Swayze estava lá
Quando, aos 13 anos (na mesma época em que fui com meus primos e seus amigos - wooooh! - à sessão de meia-noite de O Selvagem da Motocicleta), assisti ao cult Vidas Sem Rumo, ele estava lá.
Os 15, comemorei ao som de The Time of My Life (de Dirty Dancing, que devo ter visto umas vinte vezes, para não dizer mil...) e ele estava lá, encarnando Johnny Castle com sua indefectível calça preta.
Quando entrei na faculdade, lá estava, em Ghost. Ele, a cerâmica, Demi, o amor eterno, Whoopi, o níquel subindo pela porta, The Righteous Brothers cantando e Tony Goldwyn de vilão.
Bronzeado e loiríssimo, estava assaltando bancos em Caçadores de Emoção, junto ao "novato" Keanu e os ex-presidentes.
Na fase das baladas, foi minha drag favorita - e olhem que a concorrência era ampla - em Para Wong Foo... e estava, como diria o Marquêz, puro L.P.G.: luxo, poder e glória.
Estes foram filmes que me marcaram. São referências minhas. O rebelde, o sedutor, o romântico, o líder, a lady, que trago comigo agora que ele não está mais por aqui.
Os 15, comemorei ao som de The Time of My Life (de Dirty Dancing, que devo ter visto umas vinte vezes, para não dizer mil...) e ele estava lá, encarnando Johnny Castle com sua indefectível calça preta.
Quando entrei na faculdade, lá estava, em Ghost. Ele, a cerâmica, Demi, o amor eterno, Whoopi, o níquel subindo pela porta, The Righteous Brothers cantando e Tony Goldwyn de vilão.
Bronzeado e loiríssimo, estava assaltando bancos em Caçadores de Emoção, junto ao "novato" Keanu e os ex-presidentes.
Na fase das baladas, foi minha drag favorita - e olhem que a concorrência era ampla - em Para Wong Foo... e estava, como diria o Marquêz, puro L.P.G.: luxo, poder e glória.
Estes foram filmes que me marcaram. São referências minhas. O rebelde, o sedutor, o romântico, o líder, a lady, que trago comigo agora que ele não está mais por aqui.
31.8.09
a quinzena #16
MÚSICA: "Tudo Certo" (Luiza Possi)
DELÍCIA: queijos - franceses - e vinhos - portugueses - do Coral!
FOBIA: da quinta página do livro, HEHEHE
PÉ E MÃO: "Passion" da Sephora
15.8.09
a quinzena #15
MÚSICA: "Girls Just Wanna Have Fun" (Cindy Lauper) - VE-RO-NI-CA FM!
DELÍCIA: miniaturas Sephora, L'Occitane, Lancôme, The Body Shop...
FOBIA: 94,8
PÉ E MÃO: Neanderthal style
14.8.09
Minha aventura individual:
(03/08) Da França até a Holanda, o que deveria ter sido uma curta linha reta virou um quadrilátero cheio de pitstops... Às seis da manhã peguei um táxi para o aeroporto, indo para Londres. Uma hora e meia no Terminal 5 de Heathrow, e peguei o proximo voo para Frankfurt. De lá, imediatamente, um trem para Utrecht (puxando 25kg de mala com um carrinho empenado, embarcando e desembarcando, tá?) e outro para Den Haag.
Minha amiga me aguardava com a família toda, inclusive o "lovey". Naquela noite, rolou só um chazinho e um update de meninas. Apaguei no quarto do sótão que separaram para mim, levantando na terça-feira às 11h bem descansada, mas com os tornozelos ainda em forma de bolinha (e assim foi até o fim da viagem)... para à tarde passearmos pelo centro de Wassenaar (sorvete, mais fofoca e supermercado). O jantar foi uma prática carne com molho de sopa de cebola e fui, então, apresentada ao vla: um flan derretido cremoso, este com sabor torta de maçã e passas - o melhor dos que provei.
Na manhã seguinte, pus uma roupinha de fazer obra e acompanhei a Ariane e seus pais - de Betty! - ao apê novo, lixando as moldurinhas da parede do que será o quarto de hóspedes (portanto, era de meu interesse que ficasse bem feito o trabalho, HEHEHE) e do corredor. Uma boa chuveirada para tirar o pó e lavar os cabelinhos com John Frieda Collection, e catamos novamente a Betty, indo a Delft. Na volta comemos um bratwurst mit kartoffeln, cortesia de Mamma Doepfner, e nos encaminhamos para a praia (o povo acha que AQUILO é perto!) para provar os universalmente famosos (para eles) poefertjes, que nada mais são do que panquequinhas... que eu desavergonhadamente incluiria no café da manhã, no lanche da tarde, mas nunca chamaria de sobremesa.

Mais um dia nos gostosos e ensolarados Países Baixos: peguei um trem para o Brooklyn (Breukelen) local para visitar Tati, Tiago - com quem almocei, brinquei, fui a Utrecht e me perdi na volta - e Davi, passando horas de deleite. Depois tomei um vinho (cocktail nuts, schnapps... sacumé) com meus anfitriões de casa e ficamos na varanda jogando conversa fora até que anoitecesse de vez.
Seis de agosto foi uma sexta-feira, que aproveitei para, finalmente, conhecer o mercado de queijos de Alkmaar. A cidade vive em função disso, me parece. Carregadores, inspetores, o pai do queijo, o Museu, as provinhas na feira, as vendedoras em trajes típicos, até a multidão internacional (na dúvida de qual caminho tomar? Siga os japoneses!); tudo esteve uma delícia. Parando em Haia, carregamos e descarregamos o carro e levamos toda a tábua corrida do chão lá para cima, mas fomos depois recompensados com uma sopa (de volta a casa) gostosíssima de lentilha, linguiça e batata... e mais vla. Comi tanto que quase não consegui tomar o chá mais tarde.
Aí, após o café do sábado, me deixaram o aeroporto para um voo ruim (pense num assento na porta do banheiro que não reclina! pense numa tarifa que não incluia nem água! pense num chá de 3 euros! pense num avião que balançou! pense num ouvido que entupiu!) de Amsterdam a Oslo, quando e onde re-encontrei minha comadre e seu maridão norueguês.
Como ambos estavam tresnoitados de um casamento, jantamos (salsichas com batata - "uma refeição europeia") e ficamos em casa mesmo. No domingo, dia 08, após um master-blaster café da manhã com ovo cozido, patê de caviar e peixe agridoce em conserva, fomos tomar chuva na cidade. Tomei um 'mocca cafe' ao lado do aquecedor de mesa (acho até que bronzeei a bochecha direita) e papeamos com um garçon de Uberlândia, antes de seguir pela Karl Johanns Gata para o Castelo Real, os museus em que não entramos e o Vigelands Park. Lindo. Jantamos pizza no buffet e retornamos ao ninho.
No dia seguinte acabei de gastar meu bilhete de 24 horas e comprei um Oslo Pass para usar terça e quarta; andei mais uma vez a "Carlos João" toda e fui ao cinema - estava chovendinho - ver o último Harry Potter (com as boas graças de Deus, legendado). À noite experimentei sodd, uma sopa típica do norte da Noruega, coisa de viking macho! HAHAHA, com bolinhas e carninhas...
Então, aproveitando meu passe de 2 dias, tentei pegar (contudo, no lugar errado e com 20 minutos de atraso) um sightseeing; me guiei sozinha mesmo pelas ruas e atrações culturais de Oslo: a Galeria Nacional, o Tullinløkka, um centro Georges-Pompidou dos pobres com sua exposição pop art, o Museu Histórico Cultural, o Nobel Peace Prize Center e as ruas do sul até a Sentralstasjon, em que encontrei a Paulinha e me informei melhor sobre a saída do city tour. Nessa noite, tivemos um empolgante jantar em família com o irmão e a nova cunhada, filipina, do Brede.
Na quarta-feira, último dia de excursão, gás total: emendei o "Oslo Gran Highlights" (Vigelands Park, Holmenkollen, Viking Ship Museum, Kon Tiki e Fram [Polar Ship] Museum, terminando na Opera House - um iceberg de mármore Carrara) com o "Fjord Classic Sightseeing" em companhia da pitoresca Ruthie ("You look like Iggy Pop"), seus pais, a fofa guia Marie e vários italianos.

Já em ritmo de volta, acordei às 6 da manhã e comecei a peregrinação que incluiu 4 horas no Terminal 3 do aeroporto de Heathrow (cadê o cinema? me enganaram???), gastando em pounds e fazendo um intensivo sobre as escritoras britânicas de livros-mulherzinha. Com a bolsa empacotada de cookie norueguês e bagel novaiorquino/londrino, cheguei às 6 da tarde em Lisboa (e, por mais que a vontade de conhecer algum novo pedaço da capital portuguesa fosse grande, fiquei no hotel arrumando as bagagens - e curtindo uma hospedagem quatro estrelas, lógico, que eu não sou boba nem nada)!
Às sete e meia da manhã seguinte, então, desci, paguei 14 euros (nem calculo mais o prejuízo!!!) pelo 'pequeno-almoço' e me encaminhei para o derradeiro voo dessa epopeia de um mês. Viajei ao lado da Dona Aparecida, de Dourados/MS, que tinha ido ver a filha e o netinho. O avião passou poucos e espaçadíssimos filmes, mas, com a distração do pequeno Nathan (que, mais ou menos às duas da tarde - hora do Brasil - despertou e resolveu conversar conosco), conseguimos chegar.
Minha amiga me aguardava com a família toda, inclusive o "lovey". Naquela noite, rolou só um chazinho e um update de meninas. Apaguei no quarto do sótão que separaram para mim, levantando na terça-feira às 11h bem descansada, mas com os tornozelos ainda em forma de bolinha (e assim foi até o fim da viagem)... para à tarde passearmos pelo centro de Wassenaar (sorvete, mais fofoca e supermercado). O jantar foi uma prática carne com molho de sopa de cebola e fui, então, apresentada ao vla: um flan derretido cremoso, este com sabor torta de maçã e passas - o melhor dos que provei.
Na manhã seguinte, pus uma roupinha de fazer obra e acompanhei a Ariane e seus pais - de Betty! - ao apê novo, lixando as moldurinhas da parede do que será o quarto de hóspedes (portanto, era de meu interesse que ficasse bem feito o trabalho, HEHEHE) e do corredor. Uma boa chuveirada para tirar o pó e lavar os cabelinhos com John Frieda Collection, e catamos novamente a Betty, indo a Delft. Na volta comemos um bratwurst mit kartoffeln, cortesia de Mamma Doepfner, e nos encaminhamos para a praia (o povo acha que AQUILO é perto!) para provar os universalmente famosos (para eles) poefertjes, que nada mais são do que panquequinhas... que eu desavergonhadamente incluiria no café da manhã, no lanche da tarde, mas nunca chamaria de sobremesa.Mais um dia nos gostosos e ensolarados Países Baixos: peguei um trem para o Brooklyn (Breukelen) local para visitar Tati, Tiago - com quem almocei, brinquei, fui a Utrecht e me perdi na volta - e Davi, passando horas de deleite. Depois tomei um vinho (cocktail nuts, schnapps... sacumé) com meus anfitriões de casa e ficamos na varanda jogando conversa fora até que anoitecesse de vez.
Seis de agosto foi uma sexta-feira, que aproveitei para, finalmente, conhecer o mercado de queijos de Alkmaar. A cidade vive em função disso, me parece. Carregadores, inspetores, o pai do queijo, o Museu, as provinhas na feira, as vendedoras em trajes típicos, até a multidão internacional (na dúvida de qual caminho tomar? Siga os japoneses!); tudo esteve uma delícia. Parando em Haia, carregamos e descarregamos o carro e levamos toda a tábua corrida do chão lá para cima, mas fomos depois recompensados com uma sopa (de volta a casa) gostosíssima de lentilha, linguiça e batata... e mais vla. Comi tanto que quase não consegui tomar o chá mais tarde.
Aí, após o café do sábado, me deixaram o aeroporto para um voo ruim (pense num assento na porta do banheiro que não reclina! pense numa tarifa que não incluia nem água! pense num chá de 3 euros! pense num avião que balançou! pense num ouvido que entupiu!) de Amsterdam a Oslo, quando e onde re-encontrei minha comadre e seu maridão norueguês.
No dia seguinte acabei de gastar meu bilhete de 24 horas e comprei um Oslo Pass para usar terça e quarta; andei mais uma vez a "Carlos João" toda e fui ao cinema - estava chovendinho - ver o último Harry Potter (com as boas graças de Deus, legendado). À noite experimentei sodd, uma sopa típica do norte da Noruega, coisa de viking macho! HAHAHA, com bolinhas e carninhas...
Na quarta-feira, último dia de excursão, gás total: emendei o "Oslo Gran Highlights" (Vigelands Park, Holmenkollen, Viking Ship Museum, Kon Tiki e Fram [Polar Ship] Museum, terminando na Opera House - um iceberg de mármore Carrara) com o "Fjord Classic Sightseeing" em companhia da pitoresca Ruthie ("You look like Iggy Pop"), seus pais, a fofa guia Marie e vários italianos.
Já em ritmo de volta, acordei às 6 da manhã e comecei a peregrinação que incluiu 4 horas no Terminal 3 do aeroporto de Heathrow (cadê o cinema? me enganaram???), gastando em pounds e fazendo um intensivo sobre as escritoras britânicas de livros-mulherzinha. Com a bolsa empacotada de cookie norueguês e bagel novaiorquino/londrino, cheguei às 6 da tarde em Lisboa (e, por mais que a vontade de conhecer algum novo pedaço da capital portuguesa fosse grande, fiquei no hotel arrumando as bagagens - e curtindo uma hospedagem quatro estrelas, lógico, que eu não sou boba nem nada)!
Às sete e meia da manhã seguinte, então, desci, paguei 14 euros (nem calculo mais o prejuízo!!!) pelo 'pequeno-almoço' e me encaminhei para o derradeiro voo dessa epopeia de um mês. Viajei ao lado da Dona Aparecida, de Dourados/MS, que tinha ido ver a filha e o netinho. O avião passou poucos e espaçadíssimos filmes, mas, com a distração do pequeno Nathan (que, mais ou menos às duas da tarde - hora do Brasil - despertou e resolveu conversar conosco), conseguimos chegar.
2.8.09
En Provence
Quanto ao festival propriamente dito: em Cogolin, lugar cheio de ladeiras e histórias, fomos censurados pelo padre. Deu até notícia no jornal. No segundo dia, quando deveríamos ir à praia, chegou o vento Mistral e fomos proibidos pelo Maestro de fazer estripulias. Ou seja, soltaram a gente em Toulon e depois levaram para La Farlède, em que só conhecemos o Salão de Festas da cidade (e o primeiro de muitos coros de velhinhos que abriram os concertos do Coral). A terceira parada foi Aubagne, terra do ilustre Marcel Pagnol, autor de diversos livros que eu particularmente nunca li. Era um domingo e tudo estava fechado, mas o concerto foi um sucesso e a "after party" idem. Saímos com a polícia na porta após uma paellada com anticorpos diversificados e vinho rosé de caixinha (também um dos primeiros, entre vários). Em Flassans não vimos nada, exceto a igreja que não tinha toaletes (Pergunta: e se o padre tiver um piriri?). Ainda assim, apertos e rusgas à parte, a apresentação foi bastante aplaudida e fomos convidados para uma recepção à base de biscoito Mabel, Bis branco e sorvete Cornetto.
O quinto concerto foi em casa (nada como tomar banho com calma, pentear o cabelo, fazer maquiagem em um banheiro!) e dividimos o palco com o excelente coro jovem da Indonésia. Na volta, os guias organizaram um randêvuzinho, meia-boca mas muito simpático, com os grupos da Grécia e da Rússia - E ATENÇÃO MENINAS: CUIDADO COM OS RUSSOS, eles repetiam o tempo todo - que acabou às 2h00 em ponto com reclamação da concièrge e uma baixa clássica no nosso grupo ligada ao consumo de bebidas alcóolicas. No plural. Os que não deram PT* (*perda total) continuaram o forrobodó no apartamento 208. Na manhã seguinte tivemos um miniFestival do Lycée Maurice Janetti, com os 4 coros alojados aqui. Todos são bons, mas os indonésios são excepcionais mesmo.
À tarde mais um passeio foi cancelado, dessa vez ao Lago de Esparron, devido ao tempo nublado. Em compensação, nos 40 minutos que passamos em Saint Julien Le Montagnier (ou Montagné) antes de cantar, reviramos a cidade ao contário. Infelizmente a população não conseguiu encher a plateia (mas o som estava ótimo e muita gente saiu satisfeita com a performance). No dia 23, fomos sacaneados pelos técnicos de som e luz na Pedreira Paulo Leminski/Theâtre de la Nature em Allauch, mas resgatamos a boa fama do Brasil cantando, a dois passos do pequeno e pacato público, hits como "Berimbau", "Corisco" (na prorrogação; com demonstração de frevo by Carol) e "Carinhoso". O primeiro concerto em Marseille (12ème arrondisement, Igreja de São Barnabé) foi de gala, após um lauto jantar - com direito inclusive ao polêmico Pastis - e dentro de uma igreja fechada abafadésima!
Com um passeio a Aix-en Provence, algumas compras, muitos casamentos na rua e a consolidação do projeto 'Moema e o Proletariado', fizemos uma apresentação bucólica no Jardim Público de Saint Cannat (ainda que a refeição árabe oferecida não tenha caído bem em todas as barriguinhas brazucas). Praticamente de madrugada, fomos ao parquinho de diversões instalado downtown tomar cerveja fria no vento gelado. No domingo, fritamos três horinhas na praia de St. Cyr sur Mer - PAUSA PARA O BANHO NO CHUVEIRÃO DA ORLA E LIMPEZA DAS PARTES ÍNTIMAS COM LENÇOS UMEDECIDOS - antes de cantar para o mofo, os ácaros e a população de Saint Zacharie. Já o momento mais emocionante foi a volta a Marseille (9ème arrondisement, Mazargues), após a visita diurna à belíssima basílica de Nossa Senhora da Guarda, num concerto aberto pelas moças da Maîtrise Gabriel Fauré, onde fomos ovacionados por uma igreja cheia de gente fina, elegante e sincera: o casal gay da segunda fila, a senhorinha do canto esquerdo com a bolsa no colo, nossa espectadora de Cogolin (Anne) que deu origem à série de matérias sobre a censura do padre polonês, o cunhado do Trio Esperança, um ex-professor de Francês da UnB e brasileiros... sempre! E, por falar neles - ou em nós mesmos - o padre da paróquia seguinte, em Méounes, era de Anápolis. Tivemos mais uma farta comilança (dessa vez numa cave, servida pelo melhor buffet da cidade e com direito a visita à melhor padaria do Var), cantando após e junto (o Gloria de Vivaldi: "se vira!") a mais um coro de aposentados.
O aniversário de nossa "presi" foi um evento muito aguardado em Ollioules; não somente pela data festiva, mas também por ser o dia em que (despojados de nossos uniformes chiques, cantando em um Salon de Fêtes) teríamos o auxílio luxuoso do nosso guia e tchutchuquinho Benjamin no tambor africano para a interpretação de "Ponto de Oxum". Mais uma vez (e, dessa, a última) o brasileirinho Laurent e seu pai francês vieram assistir, despendindo-se com muita emoção da gente... Mas a farra não parou por aí! Nossa outra guia, Lili, trouxe um bolo - ou melhor, uma torre - de merengues/carolinas carameladas com creme para acompanhar o monte de amendoins, frutinhas e queijos que nós mesmos compramos para a festa de 31 aninhos da Lilian. O baticum foi um sucesso, até a concièrge aparecer mais uma vez, HEHEHE.
No penúltimo dia (30) tivemos um desafio digno do Sem Limite, já que passamos a tarde na praia e cantamos com calças brancas (tome lencinho); e mais! a capela 3x2 em que deveríamos cantar, na cidade de Gassin, ficava morro abaixo (ladeira e palquinho apertado: um e meio. eu: zero) e os banheiros, morro acima. Aliás, o concerto desse dia ficou para a história como cena do maior ataque de riso coletivo da tournée. Culpa do assobio da Márcia, que falhou, e do Moisés, que começou a gargalhar... E, para fechar com chave de ouro, tivemos um almoço-cortesia da diretoria - COM VINHO ROSÉ - e uma visita à vinícola de Triennes - VINHO BRANCO, ROSÉ E TINTO - antes de nos dirigirmos a Claviers para o último concerto. Liliane chorou, Ben chorou, nós choramos, a plateia chorou... não escapou um cristão (sim, foi dentro da igreja) sem um olharzinho marejado que fosse. Depois do dever cumprido, caímos num verdadeiro trotoir, numa celebração itinerante liceu adentro em honra aos deliciosos 1) dias de convivência e 2) vinhos comprados (vários destes também deviam acabar por ali).
É óbvio que, deixando o passeio mais-que-mal-sucedido que tivemos (eu e dois dos meninos) de lado, fizemos mais uma bagunça na noite do dia 1o... Já nem me lembro mais de como acabou a batucada, mas no dia seguinte embarcamos para Marseille e, de lá, para Lisboa novamente. Para fazer companhia aos chorões, o céu desabou uma chuva de respeito assim que pegamos a estrada. Ah sim, esqueçam o avião Pisco! A aeronave da volta se chamava Rola. Todo mundo teve que entrar nela (menos seis afortunados), literalmente. Aí, estendendo as celebrações mais um pouquinho (ô povo fogueteiro!), tiramos o dia para passear na capital lusitana - dois ou três grupos separados - e curtimos um - agora sim, todos juntinhos - excelente jantar-show de bacalhau ao forno e música portuguesa no bairro de Alfama.
O quinto concerto foi em casa (nada como tomar banho com calma, pentear o cabelo, fazer maquiagem em um banheiro!) e dividimos o palco com o excelente coro jovem da Indonésia. Na volta, os guias organizaram um randêvuzinho, meia-boca mas muito simpático, com os grupos da Grécia e da Rússia - E ATENÇÃO MENINAS: CUIDADO COM OS RUSSOS, eles repetiam o tempo todo - que acabou às 2h00 em ponto com reclamação da concièrge e uma baixa clássica no nosso grupo ligada ao consumo de bebidas alcóolicas. No plural. Os que não deram PT* (*perda total) continuaram o forrobodó no apartamento 208. Na manhã seguinte tivemos um miniFestival do Lycée Maurice Janetti, com os 4 coros alojados aqui. Todos são bons, mas os indonésios são excepcionais mesmo.
À tarde mais um passeio foi cancelado, dessa vez ao Lago de Esparron, devido ao tempo nublado. Em compensação, nos 40 minutos que passamos em Saint Julien Le Montagnier (ou Montagné) antes de cantar, reviramos a cidade ao contário. Infelizmente a população não conseguiu encher a plateia (mas o som estava ótimo e muita gente saiu satisfeita com a performance). No dia 23, fomos sacaneados pelos técnicos de som e luz na Pedreira Paulo Leminski/Theâtre de la Nature em Allauch, mas resgatamos a boa fama do Brasil cantando, a dois passos do pequeno e pacato público, hits como "Berimbau", "Corisco" (na prorrogação; com demonstração de frevo by Carol) e "Carinhoso". O primeiro concerto em Marseille (12ème arrondisement, Igreja de São Barnabé) foi de gala, após um lauto jantar - com direito inclusive ao polêmico Pastis - e dentro de uma igreja fechada abafadésima!
Com um passeio a Aix-en Provence, algumas compras, muitos casamentos na rua e a consolidação do projeto 'Moema e o Proletariado', fizemos uma apresentação bucólica no Jardim Público de Saint Cannat (ainda que a refeição árabe oferecida não tenha caído bem em todas as barriguinhas brazucas). Praticamente de madrugada, fomos ao parquinho de diversões instalado downtown tomar cerveja fria no vento gelado. No domingo, fritamos três horinhas na praia de St. Cyr sur Mer - PAUSA PARA O BANHO NO CHUVEIRÃO DA ORLA E LIMPEZA DAS PARTES ÍNTIMAS COM LENÇOS UMEDECIDOS - antes de cantar para o mofo, os ácaros e a população de Saint Zacharie. Já o momento mais emocionante foi a volta a Marseille (9ème arrondisement, Mazargues), após a visita diurna à belíssima basílica de Nossa Senhora da Guarda, num concerto aberto pelas moças da Maîtrise Gabriel Fauré, onde fomos ovacionados por uma igreja cheia de gente fina, elegante e sincera: o casal gay da segunda fila, a senhorinha do canto esquerdo com a bolsa no colo, nossa espectadora de Cogolin (Anne) que deu origem à série de matérias sobre a censura do padre polonês, o cunhado do Trio Esperança, um ex-professor de Francês da UnB e brasileiros... sempre! E, por falar neles - ou em nós mesmos - o padre da paróquia seguinte, em Méounes, era de Anápolis. Tivemos mais uma farta comilança (dessa vez numa cave, servida pelo melhor buffet da cidade e com direito a visita à melhor padaria do Var), cantando após e junto (o Gloria de Vivaldi: "se vira!") a mais um coro de aposentados.
O aniversário de nossa "presi" foi um evento muito aguardado em Ollioules; não somente pela data festiva, mas também por ser o dia em que (despojados de nossos uniformes chiques, cantando em um Salon de Fêtes) teríamos o auxílio luxuoso do nosso guia e tchutchuquinho Benjamin no tambor africano para a interpretação de "Ponto de Oxum". Mais uma vez (e, dessa, a última) o brasileirinho Laurent e seu pai francês vieram assistir, despendindo-se com muita emoção da gente... Mas a farra não parou por aí! Nossa outra guia, Lili, trouxe um bolo - ou melhor, uma torre - de merengues/carolinas carameladas com creme para acompanhar o monte de amendoins, frutinhas e queijos que nós mesmos compramos para a festa de 31 aninhos da Lilian. O baticum foi um sucesso, até a concièrge aparecer mais uma vez, HEHEHE.
No penúltimo dia (30) tivemos um desafio digno do Sem Limite, já que passamos a tarde na praia e cantamos com calças brancas (tome lencinho); e mais! a capela 3x2 em que deveríamos cantar, na cidade de Gassin, ficava morro abaixo (ladeira e palquinho apertado: um e meio. eu: zero) e os banheiros, morro acima. Aliás, o concerto desse dia ficou para a história como cena do maior ataque de riso coletivo da tournée. Culpa do assobio da Márcia, que falhou, e do Moisés, que começou a gargalhar... E, para fechar com chave de ouro, tivemos um almoço-cortesia da diretoria - COM VINHO ROSÉ - e uma visita à vinícola de Triennes - VINHO BRANCO, ROSÉ E TINTO - antes de nos dirigirmos a Claviers para o último concerto. Liliane chorou, Ben chorou, nós choramos, a plateia chorou... não escapou um cristão (sim, foi dentro da igreja) sem um olharzinho marejado que fosse. Depois do dever cumprido, caímos num verdadeiro trotoir, numa celebração itinerante liceu adentro em honra aos deliciosos 1) dias de convivência e 2) vinhos comprados (vários destes também deviam acabar por ali).
É óbvio que, deixando o passeio mais-que-mal-sucedido que tivemos (eu e dois dos meninos) de lado, fizemos mais uma bagunça na noite do dia 1o... Já nem me lembro mais de como acabou a batucada, mas no dia seguinte embarcamos para Marseille e, de lá, para Lisboa novamente. Para fazer companhia aos chorões, o céu desabou uma chuva de respeito assim que pegamos a estrada. Ah sim, esqueçam o avião Pisco! A aeronave da volta se chamava Rola. Todo mundo teve que entrar nela (menos seis afortunados), literalmente. Aí, estendendo as celebrações mais um pouquinho (ô povo fogueteiro!), tiramos o dia para passear na capital lusitana - dois ou três grupos separados - e curtimos um - agora sim, todos juntinhos - excelente jantar-show de bacalhau ao forno e música portuguesa no bairro de Alfama.
31.7.09
a quinzena #14
MÚSICA: "Sapato Velho" (Roupa Nova)
DELÍCIA: verbeeeeeeena
FOBIA: saldo negativo de R$1.800!
PÉ E MÃO: duo de esmaltes bege - Búzios? e Ubatuba? - da Dote
21.7.09
Direto de Hogwarts
O time de Grifinória chegou na quinta-feira passada, rindo alto e fazendo batucada. É difícil não simpatizar com povo tão otimista e pronto para o que der e vier.
As equipes de Lufa-Lufa e Corvinal (ainda não se sabe direito quem é quem) fizeram o check-in anteontem; aparentemente, os rapazes de uma destas casas são mais agressivos que o normal, e as moças da outra mostram-se extraordinariamente sociáveis.
Hoje há uma partida contra Sonserina, que já veio direto para o embate. Os mais jovens do colégio, prometem estabelecer um alto nível na competição.
O refeitório, pela manhã e ao meio-dia, fica lotado de gentes variadas, numa verdadeira babel de idiomas, etnias e comportamentos. Falando sério, me sinto no meio do torneio Tri-Bruxo!
... Só que o nosso Dumbledore não é tão carismático (mesmo outros magos do local evitam um contato mais intimista com ele). E sinto muita falta de minhas bruxinhas amadas Perséfone Purrings e Barbarella McCloister, que ficaram com os avós trouxas nas férias.
As equipes de Lufa-Lufa e Corvinal (ainda não se sabe direito quem é quem) fizeram o check-in anteontem; aparentemente, os rapazes de uma destas casas são mais agressivos que o normal, e as moças da outra mostram-se extraordinariamente sociáveis.
Hoje há uma partida contra Sonserina, que já veio direto para o embate. Os mais jovens do colégio, prometem estabelecer um alto nível na competição.
O refeitório, pela manhã e ao meio-dia, fica lotado de gentes variadas, numa verdadeira babel de idiomas, etnias e comportamentos. Falando sério, me sinto no meio do torneio Tri-Bruxo!
... Só que o nosso Dumbledore não é tão carismático (mesmo outros magos do local evitam um contato mais intimista com ele). E sinto muita falta de minhas bruxinhas amadas Perséfone Purrings e Barbarella McCloister, que ficaram com os avós trouxas nas férias.
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