Maio, mês de muitos começos na minha vida. Em 01/05/1982, minha família chegou a Brasília. Na noite de 28/05/1994, ao me apresentar no mítico Carnegie Hall de Nova Iorque, fui pega pela "mosca azul" na primeira viagem de coral das várias que fiz pelo mundo afora. Em 31/05/2001 encerraram-se minhas aulas da pós-graduação. Dia 21/05/2012 voltei (de vez?) a morar em São Paulo.
Aproveitando, então, esta conspiração universal para que os maios sejam turning points em meu caminho, lanço a mim mesma um desafio; ou melhor, dois:
- escrever algo todos os dias. Sim, começando hoje! Lista de compras e mensagem para os amigos não contam. Tem que ser um textinho - seja narrativo, descritivo ou dissertativo (e viva os professores de redação no segundo grau, KKKK) - ficcional ou não, para malhar meus músculos autorais. Espero que até o fim do mês não doa mais tanto.
- preparar um convescote em casa. Adoro receber os amigos, e o apê de Santa Cecília merece ser ocupado pela gente fina, elegante e sincera que me cerca. Não sei como nem quando (em qual dia exato), mas vou começar a agitar uma baguncinha qualquer. Se der certo, quero repetir o evento mensalmente.
Bom... agora vou deixar de promessas e arregaçar as mangas. Tenho muitas estórias e histórias para contar, uma casa e duas filhas felinas para cuidar, e um chuveiro quentinho me esperando antes de começar o rebuliço.
viagens, relacionamentos, televisão, cinema, música, teatro, literatura - e COELHOS!
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1.5.14
7.7.13
Selma Bouvier
O que fazer quando você percebe que seus receios - tudo o que você tinha pavor de ser na vida - se concretizaram? Que, inegavelmente, você é uma tia solteirona, gorda, desgrenhada, desempregada, que vive enfurnada, de moletom, num apartamento na companhia de gatos e sem muitos amigos?
A verdade dói. Vou fazer 40 no domingo que vem. Não saio (muito) de casa sozinha, portanto não conheço pessoas novas interessantes. Portanto, continuo sozinha. E em casa.
Sou tia - e isto é muito bom, ao contrário do que me faziam crer todas as TIAS que proferiam ameaças de que eu ficaria "para titia" (nota da autora: quando criança, eu entendia "ficar PARA A titia", e pensava que teria que viver ad aeternum com a minha tia solteirona, numa relação meio João-Maria-e-a-bruxa). Meus sobrinhos são duas delícias, e os outros quase sobrinhos também me enchem de alegria com suas pequenas e grandes conquistas.
Sou solteira. Não por opção, mas pelas circunstâncias. Eu poderia ter me ajuntado, ou até casado no papel, mas hoje percebo que Deus foi bom para mim e me livrou de, pelo menos, duas encrencas. Eu poderia ter tido filhos com estas ditas encrencas; não tive. Deus foi muito bom! Ainda espero encontrar um plebeu encantado por aí... ou quem sabe um príncipe (vai que Deus quer realmente caprichar)?
Sou gorda. OK, ainda não me acostumei com a denominação - mas aí vamos entrar na discussão da gordofobia, de como o mundo pop nos faz sentir menos humanas e menos valiosas quando não temos o corpo da Barbie nem a fama da Gisele Bündchen, ou vice-versa - então digamos que sou, e sempre vou ser, grande e roliça. Porque não tem jeito, minha massa magra é de quase 60 kg e meço 1,80 m de Havaianas. Mesmo depois de emagrecer os 18 kg que pretendo, serei plus size. Acho bonito ter carne e curvas. E sou ótima companhia para o happy hour!!!
Sim, eu ando desgrenhada. Porque me recuso a ser lisa. Fazer chapinha me deprime; fico com uma cara enorme perdida entre dois pedacinhos murchos de cabelo (ainda que a textura esteja perfeita, as luzes super em dia, e tal)... Eu amo meus cachos. Quanto mais assanhados, melhor. E nem sempre consigo domá-los (aí, obviamente, tem que rolar um bom senso básico antes de sair de casa. Prendedor serve para isso. Mas muitas vezes o "desgrenhê style" passa no meu controle de qualidade).
Já dizia Ed Motta, eu não nasci pra sofrer. Se estou (ou sou) desempregada, é porque decidi não dispender mais toda a minha energia mental, e muitas vezes física, para facilitar a vida dos outros e deixar a minha própria (vida) de lado. Eu quase não me lembro de como era viver de salário fixo todo mês. Pode ser que algum dia eu volte a ter chefe, horário, cobranças, tarefas chatas, não sei. O que sei é que, no último ano, re-encontrei sonhos, comecei a procurar meu lugarzinho ao sol, e passei a acreditar no impossível. A cabeça cheia de projetos e a geladeira vazia: por enquanto está bom assim. Quero escrever muito e produzir mais ainda. Meu desejo é ver o bloco na rua. PROCURO PARCERIAS.
Como boa canceriana, minha casa é meu ninho. O melhor lugar do mundo. Se a rua lá fora tem perigo, frio, trânsito, bandido, bicho papão e sapo cururu, eu fico aqui... e vou ficando... dia após dia. Me sinto muito sem graça de sair para socializar sozinha (em barzinho, restaurante, ou eventos nos quais não conheço ninguém. Já acho que os frequentadores vão pensar "ó, coitada daquela senhora bebendo num canto!") e acabo reduzindo meu lazer a cinema e teatro - eventualmente, um show ou uma ópera - onde não interagir com os outros faz parte do programa. Se bem que, na verdade, minha motivação principal para viver trancafiada é econômica: não gastar com compras inúteis, gasolina, estacionamento, lanche, garrafinha de água mineral etc.
O que ninguém entende (este tópico merece DOIS PARÁGRAFOS) é que eu adoro receber os amigos. Quer me fazer feliz gastando pouco? Fala que vem aqui em casa. Aí sim, eu dou um upgrade na faxina, passo paninho em tudo, jogo Gleid no banheiro, tiro a calça do pijama, ponho até maquiagem, para fazer... nada. Nada junto é muito melhor que a solidão (mesmo no melhor lugar do mundo)! E sempre rola um petisco... porque casa de gordo tem que ter comidinha gostosa, né? HEHEHE
Quanto ao moletom e às gatas, nem vou falar nada. São as maiores felicidades da minha vida. Me mantêm macia, quentinha, amada e sã.
Agora vem o assunto sensível: os amigos. Vim para São Paulo sabendo que os dedos de uma mão eram mais que suficientes para contar aqueles com quem eu conviveria aqui. Na prática, entre os milhões de habitantes da megalópole, há duas pessoas fofas e translumbrantes que vejo com alguma frequência (e que, pelo motivo de serem apenas duas, devem suportar minha carência de contato humano), mas infelizmente eles têm trabalho fixo, chefe, horário, cobranças, problemas pessoais, essas coisas... Acabo não os procurando mais porque acho que estou perturbando. Provavelmente estou mesmo. Em todo caso, saibam que gostaria muito de encontrá-los toda semana, e que aceito convites para programas de índio variados... desde ver Kardashians na televisão a gastar duas horas e meia no trânsito para jantar no shopping. Para vocês, eu sou 24/7; podem ligar!
Então. Respondendo à pergunta lá de cima, sinceramente não sei se há algo a fazer. O tempo passou, os quilos se acumularam, o moço bonito não apareceu, alguns amigos se tornaram ocupados e importantes demais para minha condição anônima, outros se decepcionaram porque não sou tudo aquilo que esperavam de mim (SO SORRY), e a vida de estabilidade funcional não conseguiu me ganhar.
Nem assim chego a me ver como um fracasso total. Ainda acho que sou uma mocinha feliz, romântica e saltitante, que chora com filmes e é amiga para todas as horas. Cuido da pele, dos dentes, do cabelo, da depilação, gosto de me vestir bem, aprecio uma boa conversa, rio à toa, viajo, me interesso por vários assuntos, lido bem com dinheiro... sei lá...
Ou talvez eu esteja em negação, e seja mesmo uma encarnação fiel da tia solteirona dos Simpsons.
A verdade dói. Vou fazer 40 no domingo que vem. Não saio (muito) de casa sozinha, portanto não conheço pessoas novas interessantes. Portanto, continuo sozinha. E em casa.
Sou tia - e isto é muito bom, ao contrário do que me faziam crer todas as TIAS que proferiam ameaças de que eu ficaria "para titia" (nota da autora: quando criança, eu entendia "ficar PARA A titia", e pensava que teria que viver ad aeternum com a minha tia solteirona, numa relação meio João-Maria-e-a-bruxa). Meus sobrinhos são duas delícias, e os outros quase sobrinhos também me enchem de alegria com suas pequenas e grandes conquistas.
Sou solteira. Não por opção, mas pelas circunstâncias. Eu poderia ter me ajuntado, ou até casado no papel, mas hoje percebo que Deus foi bom para mim e me livrou de, pelo menos, duas encrencas. Eu poderia ter tido filhos com estas ditas encrencas; não tive. Deus foi muito bom! Ainda espero encontrar um plebeu encantado por aí... ou quem sabe um príncipe (vai que Deus quer realmente caprichar)?
Sou gorda. OK, ainda não me acostumei com a denominação - mas aí vamos entrar na discussão da gordofobia, de como o mundo pop nos faz sentir menos humanas e menos valiosas quando não temos o corpo da Barbie nem a fama da Gisele Bündchen, ou vice-versa - então digamos que sou, e sempre vou ser, grande e roliça. Porque não tem jeito, minha massa magra é de quase 60 kg e meço 1,80 m de Havaianas. Mesmo depois de emagrecer os 18 kg que pretendo, serei plus size. Acho bonito ter carne e curvas. E sou ótima companhia para o happy hour!!!
Sim, eu ando desgrenhada. Porque me recuso a ser lisa. Fazer chapinha me deprime; fico com uma cara enorme perdida entre dois pedacinhos murchos de cabelo (ainda que a textura esteja perfeita, as luzes super em dia, e tal)... Eu amo meus cachos. Quanto mais assanhados, melhor. E nem sempre consigo domá-los (aí, obviamente, tem que rolar um bom senso básico antes de sair de casa. Prendedor serve para isso. Mas muitas vezes o "desgrenhê style" passa no meu controle de qualidade).
Já dizia Ed Motta, eu não nasci pra sofrer. Se estou (ou sou) desempregada, é porque decidi não dispender mais toda a minha energia mental, e muitas vezes física, para facilitar a vida dos outros e deixar a minha própria (vida) de lado. Eu quase não me lembro de como era viver de salário fixo todo mês. Pode ser que algum dia eu volte a ter chefe, horário, cobranças, tarefas chatas, não sei. O que sei é que, no último ano, re-encontrei sonhos, comecei a procurar meu lugarzinho ao sol, e passei a acreditar no impossível. A cabeça cheia de projetos e a geladeira vazia: por enquanto está bom assim. Quero escrever muito e produzir mais ainda. Meu desejo é ver o bloco na rua. PROCURO PARCERIAS.
Como boa canceriana, minha casa é meu ninho. O melhor lugar do mundo. Se a rua lá fora tem perigo, frio, trânsito, bandido, bicho papão e sapo cururu, eu fico aqui... e vou ficando... dia após dia. Me sinto muito sem graça de sair para socializar sozinha (em barzinho, restaurante, ou eventos nos quais não conheço ninguém. Já acho que os frequentadores vão pensar "ó, coitada daquela senhora bebendo num canto!") e acabo reduzindo meu lazer a cinema e teatro - eventualmente, um show ou uma ópera - onde não interagir com os outros faz parte do programa. Se bem que, na verdade, minha motivação principal para viver trancafiada é econômica: não gastar com compras inúteis, gasolina, estacionamento, lanche, garrafinha de água mineral etc.
O que ninguém entende (este tópico merece DOIS PARÁGRAFOS) é que eu adoro receber os amigos. Quer me fazer feliz gastando pouco? Fala que vem aqui em casa. Aí sim, eu dou um upgrade na faxina, passo paninho em tudo, jogo Gleid no banheiro, tiro a calça do pijama, ponho até maquiagem, para fazer... nada. Nada junto é muito melhor que a solidão (mesmo no melhor lugar do mundo)! E sempre rola um petisco... porque casa de gordo tem que ter comidinha gostosa, né? HEHEHE
Quanto ao moletom e às gatas, nem vou falar nada. São as maiores felicidades da minha vida. Me mantêm macia, quentinha, amada e sã.
Agora vem o assunto sensível: os amigos. Vim para São Paulo sabendo que os dedos de uma mão eram mais que suficientes para contar aqueles com quem eu conviveria aqui. Na prática, entre os milhões de habitantes da megalópole, há duas pessoas fofas e translumbrantes que vejo com alguma frequência (e que, pelo motivo de serem apenas duas, devem suportar minha carência de contato humano), mas infelizmente eles têm trabalho fixo, chefe, horário, cobranças, problemas pessoais, essas coisas... Acabo não os procurando mais porque acho que estou perturbando. Provavelmente estou mesmo. Em todo caso, saibam que gostaria muito de encontrá-los toda semana, e que aceito convites para programas de índio variados... desde ver Kardashians na televisão a gastar duas horas e meia no trânsito para jantar no shopping. Para vocês, eu sou 24/7; podem ligar!
Então. Respondendo à pergunta lá de cima, sinceramente não sei se há algo a fazer. O tempo passou, os quilos se acumularam, o moço bonito não apareceu, alguns amigos se tornaram ocupados e importantes demais para minha condição anônima, outros se decepcionaram porque não sou tudo aquilo que esperavam de mim (SO SORRY), e a vida de estabilidade funcional não conseguiu me ganhar.
Nem assim chego a me ver como um fracasso total. Ainda acho que sou uma mocinha feliz, romântica e saltitante, que chora com filmes e é amiga para todas as horas. Cuido da pele, dos dentes, do cabelo, da depilação, gosto de me vestir bem, aprecio uma boa conversa, rio à toa, viajo, me interesso por vários assuntos, lido bem com dinheiro... sei lá...
Ou talvez eu esteja em negação, e seja mesmo uma encarnação fiel da tia solteirona dos Simpsons.
Help.
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5.2.13
8.11.12
4 anos
Hoje foi aniversário da filha caçula.
A primeira vez que vi minha gorducha foi em uma feirinha de adoção, da qual ela e sua irmã gêmea retornaram (ainda bem! KKKK) órfãs. Depois, no Carnaval de 2009, fui conhecê-las melhor, numa casa em que havia uma verdadeira creche de gatos (recém-nascidos, bebês, crianças, adolescentes, e suas mãezinhas). Não sei qual era mais linda, mas a mais doce das duas - apesar de assustadiça - foi prontamente escolhida para ser a companheira da Pepê.
Barbarella veio já castrada, mas com leve anemia decorrente de uma verminose. Durante muito tempo (acreditem, MUITO mesmo) não vinha ao meu encontro para socializar. Preferia viver escondida debaixo da cama ou atrás do móvel do quarto, só aparecendo para se alimentar e fazer suas necessidades fisiológicas. Eu respeitei o tempinho dela, e hoje tenho grande alegria em sentir seu corpo gordo subindo em mim para ver(mos) televisão ou dormir(mos) juntinhas. Somos uma dupla de glutonas preguiçosas, contra a hiperatividade da gata mais velha.
Lamento que ela tenha sofrido tanto com a mudança de Brasilia para São Paulo (seis carregadores empacotando tudo, levando nossas coisas embora, 18 horas no apartamento vazio sem comer, estresse, viagem de avião numa caixinha mega-apertada, pressão nos ouvidos, casa nova, cheiros estranhos)... Ainda assim, acho que ela está mais feliz comigo aqui.
Isto é: eu sou mais feliz com ela aqui! GUDU, A MAMÃE TE AMA MUITO.
A primeira vez que vi minha gorducha foi em uma feirinha de adoção, da qual ela e sua irmã gêmea retornaram (ainda bem! KKKK) órfãs. Depois, no Carnaval de 2009, fui conhecê-las melhor, numa casa em que havia uma verdadeira creche de gatos (recém-nascidos, bebês, crianças, adolescentes, e suas mãezinhas). Não sei qual era mais linda, mas a mais doce das duas - apesar de assustadiça - foi prontamente escolhida para ser a companheira da Pepê.
Barbarella veio já castrada, mas com leve anemia decorrente de uma verminose. Durante muito tempo (acreditem, MUITO mesmo) não vinha ao meu encontro para socializar. Preferia viver escondida debaixo da cama ou atrás do móvel do quarto, só aparecendo para se alimentar e fazer suas necessidades fisiológicas. Eu respeitei o tempinho dela, e hoje tenho grande alegria em sentir seu corpo gordo subindo em mim para ver(mos) televisão ou dormir(mos) juntinhas. Somos uma dupla de glutonas preguiçosas, contra a hiperatividade da gata mais velha.
Lamento que ela tenha sofrido tanto com a mudança de Brasilia para São Paulo (seis carregadores empacotando tudo, levando nossas coisas embora, 18 horas no apartamento vazio sem comer, estresse, viagem de avião numa caixinha mega-apertada, pressão nos ouvidos, casa nova, cheiros estranhos)... Ainda assim, acho que ela está mais feliz comigo aqui.
Isto é: eu sou mais feliz com ela aqui! GUDU, A MAMÃE TE AMA MUITO.
27.9.12
Cat Lovers 2012
Me lembrei de quando o Bento conheceu a Pepê... Aliás, VIVA O ANIVERSARIANTE DO DIA!!! Que continue gostando de gatinhos, cachorros, tartarugas, passarinhos, peixes, carros (eles são animais como outros quaisquer, HEHEHE), helicópteros, caminhonetes etc.
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13.9.12
para minha primogênita:
Já que a mamãe aqui não é boba nem nada... Adivinhem o que a Preta ganhou de aniversário hoje?!?
Uma dica: é azul e tem tampa, HEHEHE
5.6.12
Filhote de elefante branco
Após uma gestação de 4 anos, ela saiu.
Senhoras e senhores, eis a campanha Passaporte Verde: concebida por um monte de gente (esta que vos fala incluída) e lançada em pleno Cristo Redentor... ai ai... Este é o tipo de coisa que enche uma "mãe" de orgulho.
Senhoras e senhores, eis a campanha Passaporte Verde: concebida por um monte de gente (esta que vos fala incluída) e lançada em pleno Cristo Redentor... ai ai... Este é o tipo de coisa que enche uma "mãe" de orgulho.
Feliz Dia Mundial do Meio Ambiente, pessoal!
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31.12.11
Santo Anjo do Senhor...
De uns dias para cá, esta música só tem perdido para Make You Feel My Love (versão da Adele) nas paradinhas de sucesso da minha rádio-cabeça. Certamente fará parte da track list '2011...
Fica aqui como um pedido singelo de proteção, amor, paciência, determinação e perseverança - para todos nós - no ano que está chegando.
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11.11.11
50 Segredos - Encontrar a sua tribo
Eu canto. Eu fiz Comunicação. Eu gosto de barzinho.
Noite perfeita. Primeiro uma passada no concerto do Cantus Firmus, apresentando o oratório "O Messias" de Haendel (sim, aquele do Aleluia!) com participação de solistas chiquérrimos e coralistas queridos - muitos deles meus colegas no UnB. Depois, aniversário do Marquêz com uma turma de RPs, publicitários e jornalistas; tudo gente fina, elegante e sincera. E em um lugar, o Rayuela, que eu adoro e que serve uma caipirinha de Absolut com frutas vermelhas ma-ra-vi-lho-sa. Tô bem servida...
Noite perfeita. Primeiro uma passada no concerto do Cantus Firmus, apresentando o oratório "O Messias" de Haendel (sim, aquele do Aleluia!) com participação de solistas chiquérrimos e coralistas queridos - muitos deles meus colegas no UnB. Depois, aniversário do Marquêz com uma turma de RPs, publicitários e jornalistas; tudo gente fina, elegante e sincera. E em um lugar, o Rayuela, que eu adoro e que serve uma caipirinha de Absolut com frutas vermelhas ma-ra-vi-lho-sa. Tô bem servida...
30.8.11
Contagem
regressiva para o Cat Lovers Day' 2011:
Começando a semana, meu saldo já é de três arranhões NA CARA - quem manda eu ter complexo de Felícia, não é mesmo? - mais inúmeros nos ombros e costas, e uns vinte furos de unha da Preta na coxa (ela me dá as boas-vindas todo dia quando chego da malhação), fora as mordiscadelas de praxe na mão e no pé e vááárias cutucadas na costela para "me afofar" enquanto cochilo no sofá. Mas as lambeijocas também são muitas. Tudo vale a pena.
O dia é 29 de setembro.
Começando a semana, meu saldo já é de três arranhões NA CARA - quem manda eu ter complexo de Felícia, não é mesmo? - mais inúmeros nos ombros e costas, e uns vinte furos de unha da Preta na coxa (ela me dá as boas-vindas todo dia quando chego da malhação), fora as mordiscadelas de praxe na mão e no pé e vááárias cutucadas na costela para "me afofar" enquanto cochilo no sofá. Mas as lambeijocas também são muitas. Tudo vale a pena.
O dia é 29 de setembro.
6.7.11
EU QUEEEEEEEEIROOOU (6)

(check!) ... e também um par de meias com dedinhos da Puket (check!), e a sexta temporada de LOST (check!!), e uma bermuda branca, e um álbum fotográfico "Profissão Tia" (check!), e uma calça cáqui, e um adesivo de árvore para colocar na parede da sala, e um AllStar vermelho (check!!!), e um milhão na loteria, e a paz mundial...
Afe, aniversário chegando.
12.6.11
O dia em que eu cansei
Fui dona de um coração precoce: me apaixonei antes dos 7 anos de idade, por um coleguinha que, após dezenas de meses de convivência e conversa na turma do fundão, confessou que gostaria de me namorar. Uma semana depois, me mudei para Brasília. Ah well, quem disse que amar não é sofrer desde cedo?
Quando fiz 9, ao assoprar as velinhas, pedi um namorado. Assim, como quem pede um cachorrinho para o Papai Noel. Se as amigas tinham, eu também queria um. Repeti o desejo aos 10, aos 11, 12, 13, 14... e, de lá para cá, perdi a conta de quantos nós dei em fitas do Senhor do Bonfim, quantas vezes tive "a conversa" com Deus e quantas medalhinhas pendurei no pescoço com esse mesmo propósito.
Já promovi um brunch em homenagem a Santo Antônio; já fiz novena, trezena, quinzena; já escondi o Menino Jesus.
Digamos que nem sempre tenho tido sucesso no meu pleito. Tá bom: a única vez que um significant other me presenteou no Dia dos Namorados, foi com um hidratante de ureia e um creme para pentear, "porque seu cabelo está meio detonado da piscina". Vá para a P.Q.P.!!! E quem se permitiu um dia me chamar de namorada, subitamente (ao assumir que queria voltar para a ex) mudou meu status para - rufem os tambores, tara-tara-tara-rarar - um rolinho indefinido. 'Tomar no c*... Pronto, falei.
Enquanto o tal romance não se desenrolava, me especializei em sonhar. Tive uma noite de amor com Val Kilmer, vivi praticamente casada com Brendan Fraser até que o traí com Kyle Chandler (vejam bem, o nível de celebridade vem caindo; não me taxem de superexigente!). Comecei a flertar com Colin Firth quando ele fazia papeis fofos em comedinhas românticas - alguém aí viu Hope Springs? - e, em 2010, conheci David Denman. Agora estou mais interessada em um estilo Seth Rogen. No mundinho da minha imaginação, o homem da minha vida é uma mistura de todos eles.
De volta ao mundo real: 12 de junho é sempre um dia que me deixa down. Porque rezar e esperar, claramente, não funcionam para mim. Não adianta eu me apaixonar a cada esquina que o coração dobra. Meus amigos não têm ninguém para me apresentar - ou, imagino eu, já o teriam feito. Ele (o cara) não vai simplesmente aparecer na minha porta.
Então, hoje me arretei. Vou sair do meu costumeiro domingo morno à frente do computador, tomar um banho, passar perfume e batom, baixar minhas expectativas e sair para dar pinta no supermercado aqui do subúrbio.
Não é possível. Deve haver algum solteiro mais-ou-menos-aceitável (sim, atingi este nível), de preferência com todos os dentes, por aí, para chamar de meu.
Quando fiz 9, ao assoprar as velinhas, pedi um namorado. Assim, como quem pede um cachorrinho para o Papai Noel. Se as amigas tinham, eu também queria um. Repeti o desejo aos 10, aos 11, 12, 13, 14... e, de lá para cá, perdi a conta de quantos nós dei em fitas do Senhor do Bonfim, quantas vezes tive "a conversa" com Deus e quantas medalhinhas pendurei no pescoço com esse mesmo propósito.
Já promovi um brunch em homenagem a Santo Antônio; já fiz novena, trezena, quinzena; já escondi o Menino Jesus.
Digamos que nem sempre tenho tido sucesso no meu pleito. Tá bom: a única vez que um significant other me presenteou no Dia dos Namorados, foi com um hidratante de ureia e um creme para pentear, "porque seu cabelo está meio detonado da piscina". Vá para a P.Q.P.!!! E quem se permitiu um dia me chamar de namorada, subitamente (ao assumir que queria voltar para a ex) mudou meu status para - rufem os tambores, tara-tara-tara-rarar - um rolinho indefinido. 'Tomar no c*... Pronto, falei.
Enquanto o tal romance não se desenrolava, me especializei em sonhar. Tive uma noite de amor com Val Kilmer, vivi praticamente casada com Brendan Fraser até que o traí com Kyle Chandler (vejam bem, o nível de celebridade vem caindo; não me taxem de superexigente!). Comecei a flertar com Colin Firth quando ele fazia papeis fofos em comedinhas românticas - alguém aí viu Hope Springs? - e, em 2010, conheci David Denman. Agora estou mais interessada em um estilo Seth Rogen. No mundinho da minha imaginação, o homem da minha vida é uma mistura de todos eles.
De volta ao mundo real: 12 de junho é sempre um dia que me deixa down. Porque rezar e esperar, claramente, não funcionam para mim. Não adianta eu me apaixonar a cada esquina que o coração dobra. Meus amigos não têm ninguém para me apresentar - ou, imagino eu, já o teriam feito. Ele (o cara) não vai simplesmente aparecer na minha porta.
Então, hoje me arretei. Vou sair do meu costumeiro domingo morno à frente do computador, tomar um banho, passar perfume e batom, baixar minhas expectativas e sair para dar pinta no supermercado aqui do subúrbio.
Não é possível. Deve haver algum solteiro mais-ou-menos-aceitável (sim, atingi este nível), de preferência com todos os dentes, por aí, para chamar de meu.
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19.4.11
Querido calendário,
Marcaram reunião de condomínio para hoje. Vou não. É literalmente um programa de índio!
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