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23.3.14

#DL - Desconstruindo Bradley Cooper

tema de março: FILME OU LIVRO?

(Mais um da séria série "Ganhei e Levei Um Ano para Ler".)

O Lado Bom da Vida, de Matthew Quick. No original, Silver Linings Playbook. Quando assisti o filme - e gostei muito, diga-se de passagem - impliquei com a tradução do nome. Mas esta sou eu, implicando com títulos em português desde 1986. No Brasil não temos a expressão in every cloud there is a silver lining, tampouco a tradição dos playbooks. Tática aqui é combinada da boca para fora mesmo, e ver "o lado bom" das coisas é muitas vezes consequência do "pão e circo" que a gente vive.

Ops, fiquei política. Vamos voltar ao livro!

Para quem foi ao cinema e ficou arrebatada pela interpretação de Jennifer Lawrence, é bem difícil ignorar o elenco do filme. Ou os inconvenientes olhos azuis de Cooper, que o transformam em um galãzinho do subúrbio em que a trama é centrada. Pat Peoples deveria, no meu entendimento de leitora, ser um homem de aparência comum, o amigo-problema que todo mundo receia contrariar, bombado por quatro anos (e não oito meses!) de malhação frenética.

A idade de J-Law também foi um problema. Porque, cada vez que eu fechava o livro e via a menina na capa, tinha uma recaída e perdia a Tiffany trintona e viúva da minha imaginação.

Para todos os efeitos, eu me esforçava em visualizá-la uma espécie de Courteney Cox. No papel de Pat, Jonathan Rhys-Meyers (repito, "torado" na academia) com lentes castanhas. E para Pat Sr., acho que deveria ser escalado alguém mais anglo-saxão, como Brendan Gleeson. Seria mais fácil do que conceber um italiano (que identificamos como latino, passional, expansivo) que não fale com seu filho durante 90% da história e se comunique com a esposa por meio de bilhetes. Aliás, originalmente eles são irlandeses.

Outra coisa: o futebol americano é uma grande parte da narrativa. Quase um documento histórico da temporada dos Philadelphia Eagles, e mais uma mostra da inadequação do protagonista ao mundo em que todo o resto (do mundo?) vive... Ele esteve fora por quatro anos, não sabe o nome de nenhum jogador, mas torce loucamente porque seu pai, seu irmão, seus amigos, seu terapeuta, fazem assim. Going with the flow.


Hank Baskett, wide receiver dos Eagles de 2006 a 2009

Devo dizer que achei ainda que a ordem dos fatores alterou inteiramente o produto. Se, no filme, as pessoas são só meio maluquinhas, no livro são todos doidos de pedra. O desfecho da estória, para mim, não mostra luz no fim do túnel. Não que seja necessariamente ruim isto; na vida não há mesmo final feliz (ou perfeito) garantido!

Portanto, surpreendendo o senso comum - e minha própria opinião, na maioria das vezes - entre filme e livro, preciso escolher o FILME. O diretor David O. Russell fez algo raro (porém não inédito) no roteiro, que é melhorar o romance em que ele se baseia.

Mas eu gostaria que tivessem sido mais fiéis ao perfil original das personagens.

11.8.13

Regras de uma vida desregrada

O despertador me grita, inflexível, às 9h20 da manhã todos os dias. Desligo o alarme e durmo até onze e meia, meio-dia. Não costumo ver motivos para me levantar antes disto. Ligeiramente depressivo, eu reconheço.

A agenda do dia é realizada na seguinte ordem: xixi (e vinte minutos de cafuné na Pretinha), um copo d'água, remédio do joelho, água para as gatas, café da manhã, limpeza das caixinhas de areia, varrer a casa, colocar a ração. Só então recolho os restos (prato, caneca, faquinha) sujos da mesa e vou escovar os dentes. Critiquem se quiserem, mas seguir esta rotina me habilita a não pular atividades importantes... Sim, eu sou capaz de me esquecer de ir ao banheiro!

começa a confusão, porque em alguns dias eu arrumo cuidadosamente a cama e em outros não. Às vezes só estico as cobertas e dou uma batida nos travesseiros. Tem dias em que me lembro de lavar as roupas sujas, mas normalmente uma meia chega a ficar dois ou três dias de molho, caso eu não passe pela área de serviço no decorrer das tardes. Os lençóis que deveriam ser trocados de 15 em 15 dias dormem quase um mês ininterrupto comigo, assim como o pijama da vez. Sei que devo frequentemente aspirar o pó, passar pano, limpar as prateleiras, organizar papeis e contas, dar conta da louça, descongelar carnes para o almoço, molhar meu antúrio baby, consertar o abajur (ou outro badulaque) quebrado, descer com mais peças para a costureira ajeitar, procurar um sapateiro... sem falar em mandar fazer óculos novos e chamar o chaveiro... Só que - se eu começar a me ocupar deste tanto com todas as tarefinhas (chatinhas/invisíveis/profiláticas) do dia - não há 24 horas que dêem!!!

Sigo controlando o caos.

Já disse uma vez, e assumo publicamente, que estas necessidades mundanas vão contra meu desejo de produzir e ser artística e brilhar como uma libélula radioativa no espectro cultural Broadway / Hollywood / Sampauliceia. Tiro o dia para escrever, e lá para as quatro horas, morrendo de fome, preciso parar tudo e cozinhar [Aliás, amigos e familiares, desculpaê; se fosse para escolher do que (TOP TOP) sinto mais falta na minha ex-vida brasiliense, teria que ser a comidinha da Eva, balanceada, cheia de legumes e pronta na mesa, todo dia]. Semana retrasada acordei com um texto (de teatro) nascendo lindo na cabeça, com começo, conexões, meio, tudo! e era dia dos caras instalarem a wi-fi aqui em casa: quando eles foram embora e fiquei cara-a-cara com o computador, a estória tinha ido passear.

É comum eu ter a sensação de que o mundo atropela meus planos de sucesso internacional.

Já perdi o fio da meada do meu romance-thriller-superfodástico para as tweetadas ao vivo das manifestações na Paulista. Não consigo me concentrar na formatação (orçamentos, descrição, justificativas e tal) do meu primeiro espetáculo porque faltam itens na despensa. Estou com um punhado de crônicas paradas, esperando que eu acabe de decorar o apê. Gostaria de desenvolver um segundo ato/lado B para a peça que fiz no começo do ano, mas fico preocupada com consultas e exames médicos.

E, quando olho para meu mural de lembretes na parede do banheiro (OE?!?), vejo 13 ideias diferentes carentes de atenção! E, pior, não são as únicas...

Complicado. Ainda mais porque agora resolvi participar de um processo seletivo que pede 21 laudas (no mínimo) de conteúdo original... nos próximos 40 dias.

Então, meus amores, já lhes informo de antemão que supermercado, depilação, unha, hidratação de cabelo, limpeza de pele, malhação e dieta, benfeitorias domésticas, redes sociais, seriados na TV a cabo, ESTE BLOG, vai tudo ficar em stand-by - e Deus abençoe as contas em débito automático!!! - para eu focar apenas e tão somente na oportunidade que se apresentou.

Se alguém quiser ser meu/minha assistente do lar (é sem remuneração financeira, tá?), as inscrições estão abertas.

7.7.13

Selma Bouvier

O que fazer quando você percebe que seus receios - tudo o que você tinha pavor de ser na vida - se concretizaram? Que, inegavelmente, você é uma tia solteirona, gorda, desgrenhada, desempregada, que vive enfurnada, de moletom, num apartamento na companhia de gatos e sem muitos amigos?


A verdade dói. Vou fazer 40 no domingo que vem. Não saio (muito) de casa sozinha, portanto não conheço pessoas novas interessantes. Portanto, continuo sozinha. E em casa.

Sou tia - e isto é muito bom, ao contrário do que me faziam crer todas as TIAS que proferiam ameaças de que eu ficaria "para titia" (nota da autora: quando criança, eu entendia "ficar PARA A titia", e pensava que teria que viver ad aeternum com a minha tia solteirona, numa relação meio João-Maria-e-a-bruxa). Meus sobrinhos são duas delícias, e os outros quase sobrinhos também me enchem de alegria com suas pequenas e grandes conquistas.

Sou solteira. Não por opção, mas pelas circunstâncias. Eu poderia ter me ajuntado, ou até casado no papel, mas hoje percebo que Deus foi bom para mim e me livrou de, pelo menos, duas encrencas. Eu poderia ter tido filhos com estas ditas encrencas; não tive. Deus foi muito bom! Ainda espero encontrar um plebeu encantado por aí... ou quem sabe um príncipe (vai que Deus quer realmente caprichar)?

Sou gorda. OK, ainda não me acostumei com a denominação - mas aí vamos entrar na discussão da gordofobia, de como o mundo pop nos faz sentir menos humanas e menos valiosas quando não temos o corpo da Barbie nem a fama da Gisele Bündchen, ou vice-versa - então digamos que sou, e sempre vou ser, grande e roliça. Porque não tem jeito, minha massa magra é de quase 60 kg e meço 1,80 m de Havaianas. Mesmo depois de emagrecer os 18 kg que pretendo, serei plus size. Acho bonito ter carne e curvas. E sou ótima companhia para o happy hour!!!

Sim, eu ando desgrenhada. Porque me recuso a ser lisa. Fazer chapinha me deprime; fico com uma cara enorme perdida entre dois pedacinhos murchos de cabelo (ainda que a textura esteja perfeita, as luzes super em dia, e tal)... Eu amo meus cachos. Quanto mais assanhados, melhor. E nem sempre consigo domá-los (aí, obviamente, tem que rolar um bom senso básico antes de sair de casa. Prendedor serve para isso. Mas muitas vezes o "desgrenhê style" passa no meu controle de qualidade).

Já dizia Ed Motta, eu não nasci pra sofrer. Se estou (ou sou) desempregada, é porque decidi não dispender mais toda a minha energia mental, e muitas vezes física, para facilitar a vida dos outros e deixar a minha própria (vida) de lado. Eu quase não me lembro de como era viver de salário fixo todo mês. Pode ser que algum dia eu volte a ter chefe, horário, cobranças, tarefas chatas, não sei. O que sei é que, no último ano, re-encontrei sonhos, comecei a procurar meu lugarzinho ao sol, e passei a acreditar no impossível. A cabeça cheia de projetos e a geladeira vazia: por enquanto está bom assim. Quero escrever muito e produzir mais ainda. Meu desejo é ver o bloco na rua. PROCURO PARCERIAS.

Como boa canceriana, minha casa é meu ninho. O melhor lugar do mundo. Se a rua lá fora tem perigo, frio, trânsito, bandido, bicho papão e sapo cururu, eu fico aqui... e vou ficando... dia após dia. Me sinto muito sem graça de sair para socializar sozinha (em barzinho, restaurante, ou eventos nos quais não conheço ninguém. Já acho que os frequentadores vão pensar "ó, coitada daquela senhora bebendo num canto!") e acabo reduzindo meu lazer a cinema e teatro - eventualmente, um show ou uma ópera - onde não interagir com os outros faz parte do programa. Se bem que, na verdade, minha motivação principal para viver trancafiada é econômica: não gastar com compras inúteis, gasolina, estacionamento, lanche, garrafinha de água mineral etc.

O que ninguém entende (este tópico merece DOIS PARÁGRAFOS) é que eu adoro receber os amigos. Quer me fazer feliz gastando pouco? Fala que vem aqui em casa. Aí sim, eu dou um upgrade na faxina, passo paninho em tudo, jogo Gleid no banheiro, tiro a calça do pijama, ponho até maquiagem, para fazer... nada. Nada junto é muito melhor que a solidão (mesmo no melhor lugar do mundo)! E sempre rola um petisco... porque casa de gordo tem que ter comidinha gostosa, né? HEHEHE

Quanto ao moletom e às gatas, nem vou falar nada. São as maiores felicidades da minha vida. Me mantêm macia, quentinha, amada e sã.

Agora vem o assunto sensível: os amigos. Vim para São Paulo sabendo que os dedos de uma mão eram mais que suficientes para contar aqueles com quem eu conviveria aqui. Na prática, entre os milhões de habitantes da megalópole, há duas pessoas fofas e translumbrantes que vejo com alguma frequência (e que, pelo motivo de serem apenas duas, devem suportar minha carência de contato humano), mas infelizmente eles têm trabalho fixo, chefe, horário, cobranças, problemas pessoais, essas coisas... Acabo não os procurando mais porque acho que estou perturbando. Provavelmente estou mesmo. Em todo caso, saibam que gostaria muito de encontrá-los toda semana, e que aceito convites para programas de índio variados... desde ver Kardashians na televisão a gastar duas horas e meia no trânsito para jantar no shopping. Para vocês, eu sou 24/7; podem ligar!

Então. Respondendo à pergunta lá de cima, sinceramente não sei se há algo a fazer. O tempo passou, os quilos se acumularam, o moço bonito não apareceu, alguns amigos se tornaram ocupados e importantes demais para minha condição anônima, outros se decepcionaram porque não sou tudo aquilo que esperavam de mim (SO SORRY), e a vida de estabilidade funcional não conseguiu me ganhar.

Nem assim chego a me ver como um fracasso total. Ainda acho que sou uma mocinha feliz, romântica e saltitante, que chora com filmes e é amiga para todas as horas. Cuido da pele, dos dentes, do cabelo, da depilação, gosto de me vestir bem, aprecio uma boa conversa, rio à toa, viajo, me interesso por vários assuntos, lido bem com dinheiro... sei lá...

Ou talvez eu esteja em negação, e seja mesmo uma encarnação fiel da tia solteirona dos Simpsons.


Help.

11.11.12

Domingão


Em outras palavras, eu mereço dormir até as 11h de vez em quando!
(mais um ensinamento valioso de Alex Noriega)

19.12.11

50 Segredos - Ir ao dentista

... re-gu-lar-men-te... hmpf.

Não nego que estou em falta com minhas obrigações, mas vamos e venhamos: eu compareço ao consultório da dentista de dois em dois (ou três em três) meses! Só que é da minha ortodontista... Consulta mesmo, com aquela checada básica para ver se tem cárie, canal, dente podre - além da limpezinha profilática de praxe - já vai para... a-ham... mais de um ano e meio (ooops).

Mas tá bom, né. Criei vergonha na cara, marquei horário e estou indo, agora, NESTE EXATO MOMENTO!!! E prometo repetir a visita dentro de seis ou oito meses. Beijo-me-liga.

20.11.11

50 Segredos - Ouvir a sua música

Serve se cantar também?

Domingão totalmente musical: passamos a tarde gravando mais três faixas do CD "America Plural" (uma cubana e duas brazucas), discutimos o resto do repertório - que tá uma lindura só - e ainda cheguei em casa em tempo de ver (e twittar) os American Music Awards!

18.11.11

50 Segredos - Guardar o despertador na gaveta

Meio-dia: acabei de levantar! Tá bom assim?

Sei que a manhã é uma parte importante do dia, e blá blá blá, mas desde quarta que estou querendo muito abraçar meu lado vagabundo e dormir até (literalmente) o corpo cansar de ficar na cama - porque eu me deito supertarde e termino descansando pouco quando tenho compromissos cedo. Hoje eu mereci, KKKK

11.11.11

50 Segredos - Encontrar a sua tribo

Eu canto. Eu fiz Comunicação. Eu gosto de barzinho.

Noite perfeita. Primeiro uma passada no concerto do Cantus Firmus, apresentando o oratório "O Messias" de Haendel (sim, aquele do Aleluia!) com participação de solistas chiquérrimos e coralistas queridos - muitos deles meus colegas no UnB. Depois, aniversário do Marquêz com uma turma de RPs, publicitários e jornalistas; tudo gente fina, elegante e sincera. E em um lugar, o Rayuela, que eu adoro e que serve uma caipirinha de Absolut com frutas vermelhas ma-ra-vi-lho-sa. Tô bem servida...

Os 50 Segredos das Pessoas que Não Adoecem

São hábitos bem fáceis (alguns nem tanto) de adotar para ter uma vida mais saudável... Mas desafio mesmo (além de, a cada dia restante deste ano, por em pratica uma das dicas) será a preguiçosa aqui escrever no blog todo santo dia até 31 de dezembro... Veremos!

4.11.11

9 semanas, 9 quilos

Fui me pesar hoje depois da malhação (tá, eu sei, a gente não deve fazer isto) e o resultado foi catastrófico... bom, nem tanto... Talvez a balança tenha enlouquecido, ou o efeito das comilanças de feriado e fim-de-semana tenha finalmente caído sobre o meu corpinho.

Resumindo: minha nova meta é esta aí de cima: enxugar um quilo por semana até a viagem para Los Angeles; não me parece nem um pouco impossível para quem pretende causar no tapete vermelho dos Globos de Ouro. Aliás, nada é impossível para quem almeja circular glamourosa entre os astros hollywoodianos. Agora só janto sopinha.

Segura e vai!

2.11.11

Ficando mocinha

Eu tinha medo de anestesia geral. Achava que podia ter um choque anafilático e morrer assim sem mais nem menos, deixando de realizar coisas importantes. Aí tive apendicite aguda supurada. Sem opção, fui e voltei do além numa boa... De estranho, só me lembro de ter visto um relógio com ponteiros paralelos, mas isso já foi na sala de recuperação. Medo número um vencido.

Eu também tinha medo de endoscopia. Na minha cabeça, eu seria obrigada a engolir praticamente um conduíte (daqueles amarelos, de obra mesmo) a seco. Quando fiz o exame, tirei de letra... até aproveitei o sonífero e a manhã chuvosa para tirar folga do serviço enrolada na caminha da mamãe. Medo número dois vencido.

E, até ontem, eu tinha medo de dilatar as pupilas. Porque sempre tive visão 20/20, porque meus olhos eram claros o suficiente para se ver o fundo sem ajuda química; enfim, porque nunca havia precisado. O fato é que eu não sabia se a gente enxergava ou ficava momentaneamente cego depois de aplicarem aqueles colírios alucinógenos (alô, José Simão!) e transformarem o olho da gente num efeito especial de filme de terror.

Olha, exceto o incômodo óbvio de ter gente pingando umas gotinhas super-ardidas no meu globo ocular, posso dizer que sobrevivi muito bem à situação. Vi o mundo um pouquinho mais embaçado que o usual (já ando mesmo com vista cansada, a mudança não foi brusca) e os postes e farois de carro me lembraram luzes de festa junina, mas fiz até algumas estripulias. Nenhuma semelhança com Laranja Mecânica. Medo número três vencido!!!

28.10.11

No horário de verão

segunda, 05h59
Me deitei antes das onze ontem, mas dormi pessimamente. Odeio ter que acordar cedo, porque fico "fritando" a noite inteira... Levantei antes dos dois despertadores tocarem.

terça, 06h20
Esqueci de ligar o primeiro despertador, mas acordei com o segundo. Ai ai, menos uma manhã de sofrimento. Mas fala sério, ninguém deveria despertar antes do sol.

quarta, 06h39
Após apelar para todos os botões soneca possíveis e imagináveis, me sentei na cama e continuei dormindo. Meu corpinho dói; preciso de mais meia hora. Preciso também lavar roupa, limpar a casa e separar a matula do dia. P*** Q** P****, hoje só volto para casa às 23h (para ainda tomar banho)!. Tô morrendo de sono.

quinta, 06h05
O primeiro alarme tocou e despertei de cara. Estou pensando em mudar meu nome para Zombie Girl (mesmo na falta absoluta de tatuagens).

sexta, 06h21
Sonhei que estava acordada e que eram 06h21. Pensem num sono conturbado! Pelo menos, agora vem um fim-de-semana por aí... e segunda-feira é meu último dia de suplício. Afffe.

1.8.11

Peraí, Dona Vogue!

Isso é ensaio plus size?

Para mim, esta moça é uma mulher de tamanho normal. Meio magrinha ela, até. Deve ser coisa de algum(a) editor(a) anoréxico(a) australiano(a)... Eu, hem!

19.7.11

Eu agora sou uma moça que malha

Todo dia, meia horinha. Por enquanto estou molenga e descoordenada, a calcinha enrola e a camiseta sobe, forço as articulações erradas, mas vou me dedicar.

Porque, como disse minha colega Bárbara, "falta de disciplina é deselegância".

21.6.11

Não separa ainda?



Porque eu também sou viral... e, além do mais, AMO os "verdinhos" da Ascom/MMA!

13.5.11

Nem merece meu comentário

Deu no Jornal Hoje:
Há (pelo menos) uma mãe louca que aplica Botox e depila (sabe-se lá o quê) em sua filhinha de 8 anos.

Aí perguntei para o Bento:
- O que é que criança tem que fazer na cara?
- CAREETAAAA!!!*
- E o que ela deve ter na perna?
- ARRANHÃO E ROOOOOOOXOOOOOO!!!!!*

*Tá, ele não falou, porque só tem 7 meses, mas eu entendi telepaticamente que quis dizer isto.

Esse meu sobrinho sabe tudo.

7.3.11

A falsa magra

Começo de Sapucaí na televisão, eu resistindo bravamente à vontade de pedir uma porcaria delivery, eis que leio no Twitter (a propósito, eu twittei o Carnaval do Rio, tá? Perdeu, dançou) que @EdMotta, lá na glamland da minha imaginação, tinha acabado de abrir um vinhozinho para acompanhar - justamente - uma pizza... Hmm... pensei nas combinações mais delícia, uma coisa mezzo-Napoli mezzo-Venezia, mas tentei segurar a onda.

Comentei meu dilema e recebi o conselho de minha expertíssima amiga Ana Tereza Bandeira, gastrônoma/nutricionista online, "marguerita vai doer menos..." Ma che!!! Mas, também, quem mandou inventar? Liguei para a pizzaria do outro lado da rua e mandei ver numa tal Margheritta Siciliana, achando que vinham aí uns cubinhos minúsculos de bacon e uma pitada safada de queijo ralado por cima. Mea culpa.

Pensem numa comida gordurosa! Melhor seria anunciarem "pizza de bacon carregada na muçarela da fazenda, com eventuais traços de tomate e manjericão, e meia dúzia de azeitoninhas pretas". Três fatias noite adentro e o peso de uma bigorna no estômago. Ainda bem que fui dormir às 6h30 (deu tempo de digerir a bomba) e acordei para comer saladinha no self-service.

Segundo dia do desfile: resolvi remover os bacons e juntar as azeitonas restantes para ter, quem sabe, dois pedacinhos de pizza comum. Mea massima culpa. A gordura veio entranhada na massa, tudo tem gosto de fritura, e o parmesão (sei lá o que é aquilo) está mais para provolone derretido. Sabe aquele, de quinta categoria, que você só pede depois da enésima cerveja no boteco? O próprio.

Azia, má digestão, dor de cabeça. E eu estou sem sal de frutas nem Coca Zero em casa.

5.1.11

O primeiro passo...

No ano passado (é, me atrasei) estabeleci como uma meta ser doadora de sangue. Até fui ao Hemocentro, conversei com os atendentes da pré-triagem... mas enrolei e não voltei. Feia eu.

Hoje aproveitei a consulta com minha dentista no prédio ao lado, a ocasional folga de uma tarde inteira, a noite bem dormida e o prato de comida caseira do almoço, larguei de ser mulherzinha e fiz o percurso completo. Se fosse para ser rejeitada (por ter uma gata superafetuosa que me arranha quase todos os dias), que eu chegasse até o interior do centro para que a médica dissesse isso com todas as letras! E sabem o quê?

Ela olhou um dos cortes by Preta e falou que eram superficiais, e que não teria problema nenhum eu fazer minha doação. Só pediu que, da próxima vez, eu não comesse um pedaço de queijo amarelo-canário holandês junto com a refeição. Fui liberada para entrar na sala dos doadores, com direito a lanchinho e boa conversa com o técnico Arnaldo Barbosa.

Foi rápido, prazeroso e relativamente indolor (é como fazer hemograma, só demoram um pouco mais para tirar a agulha). Não fiquei tonta, não tive sudorese, nem náusea, nem fraqueza. Difícil mesmo foi tomar a água com açúcar sabor pêssego que eles chamam de refresco.

31.8.10

Acho que vou largar essa mulher

Minha ginecologista marcou 7 consultas nos últimos 6 meses. Sabem para quê? Concluir que eu não tenho nada. Nadica: estou saudável, limpinha e macia.

Este post é um protesto!!!

Ela não consegue manter um calendário regular dos exames que preciso fazer; faz terrorismo, e transforma uma bactéria comum a qualquer mulher num bicho papão que me tira o sono por semanas a fio; não leva em conta o que eu falo: cismou (já pela segunda vez na vida!) que haveria a possibilidade de eu estar grávida mesmo sem manter atividade sexual frequente - alguém me explica como! Parênteses: ainda assim, vamos lá, quando acontece, é de camisinha. O fato é que não consigo nem criar anticorpos. É UM rapaz, UMA tentativa (porque, depois das notícias bombásticas que a médica despeja, não há mocinho de filme do World Trade Center que fique por perto), a cada TRÊS anos. Continuando deste modo, 2013 que me aguarde... Fecha os parênteses. Certa vez, esperei na antessala por duas horas e meia para lhe fazer uma pergunta. Ela me atende em esquema vapt-vupt, nem olha direito na minha cara, me manda para a mesa de exames (detalhe: nunca vi duas camisolinhas ou mais no banheiro, é sempre a mesma) e, em cinco minutos, me dispensa com a coleta na mão.

Tô cansada, estressada, abusada e chateada. Quero alguém que me observe com mais atenção.

Agora me pediu para voltar lá em 6 meses. Ela que espere 8 ou 10. SE eu voltar...