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1.5.14

'Bora trabalhar

Maio, mês de muitos começos na minha vida. Em 01/05/1982, minha família chegou a Brasília. Na noite de 28/05/1994, ao me apresentar no mítico Carnegie Hall de Nova Iorque, fui pega pela "mosca azul" na primeira viagem de coral das várias que fiz pelo mundo afora. Em 31/05/2001 encerraram-se minhas aulas da pós-graduação. Dia 21/05/2012 voltei (de vez?) a morar em São Paulo.

Aproveitando, então, esta conspiração universal para que os maios sejam turning points em meu caminho, lanço a mim mesma um desafio; ou melhor, dois:

- escrever algo todos os dias. Sim, começando hoje! Lista de compras e mensagem para os amigos não contam. Tem que ser um textinho - seja narrativo, descritivo ou dissertativo (e viva os professores de redação no segundo grau, KKKK) - ficcional ou não, para malhar meus músculos autorais. Espero que até o fim do mês não doa mais tanto.

- preparar um convescote em casa. Adoro receber os amigos, e o apê de Santa Cecília merece ser ocupado pela gente fina, elegante e sincera que me cerca. Não sei como nem quando (em qual dia exato), mas vou começar a agitar uma baguncinha qualquer. Se der certo, quero repetir o evento mensalmente.

Bom... agora vou deixar de promessas e arregaçar as mangas. Tenho muitas estórias e histórias para contar, uma casa e duas filhas felinas para cuidar, e um chuveiro quentinho me esperando antes de começar o rebuliço.

11.8.13

Regras de uma vida desregrada

O despertador me grita, inflexível, às 9h20 da manhã todos os dias. Desligo o alarme e durmo até onze e meia, meio-dia. Não costumo ver motivos para me levantar antes disto. Ligeiramente depressivo, eu reconheço.

A agenda do dia é realizada na seguinte ordem: xixi (e vinte minutos de cafuné na Pretinha), um copo d'água, remédio do joelho, água para as gatas, café da manhã, limpeza das caixinhas de areia, varrer a casa, colocar a ração. Só então recolho os restos (prato, caneca, faquinha) sujos da mesa e vou escovar os dentes. Critiquem se quiserem, mas seguir esta rotina me habilita a não pular atividades importantes... Sim, eu sou capaz de me esquecer de ir ao banheiro!

começa a confusão, porque em alguns dias eu arrumo cuidadosamente a cama e em outros não. Às vezes só estico as cobertas e dou uma batida nos travesseiros. Tem dias em que me lembro de lavar as roupas sujas, mas normalmente uma meia chega a ficar dois ou três dias de molho, caso eu não passe pela área de serviço no decorrer das tardes. Os lençóis que deveriam ser trocados de 15 em 15 dias dormem quase um mês ininterrupto comigo, assim como o pijama da vez. Sei que devo frequentemente aspirar o pó, passar pano, limpar as prateleiras, organizar papeis e contas, dar conta da louça, descongelar carnes para o almoço, molhar meu antúrio baby, consertar o abajur (ou outro badulaque) quebrado, descer com mais peças para a costureira ajeitar, procurar um sapateiro... sem falar em mandar fazer óculos novos e chamar o chaveiro... Só que - se eu começar a me ocupar deste tanto com todas as tarefinhas (chatinhas/invisíveis/profiláticas) do dia - não há 24 horas que dêem!!!

Sigo controlando o caos.

Já disse uma vez, e assumo publicamente, que estas necessidades mundanas vão contra meu desejo de produzir e ser artística e brilhar como uma libélula radioativa no espectro cultural Broadway / Hollywood / Sampauliceia. Tiro o dia para escrever, e lá para as quatro horas, morrendo de fome, preciso parar tudo e cozinhar [Aliás, amigos e familiares, desculpaê; se fosse para escolher do que (TOP TOP) sinto mais falta na minha ex-vida brasiliense, teria que ser a comidinha da Eva, balanceada, cheia de legumes e pronta na mesa, todo dia]. Semana retrasada acordei com um texto (de teatro) nascendo lindo na cabeça, com começo, conexões, meio, tudo! e era dia dos caras instalarem a wi-fi aqui em casa: quando eles foram embora e fiquei cara-a-cara com o computador, a estória tinha ido passear.

É comum eu ter a sensação de que o mundo atropela meus planos de sucesso internacional.

Já perdi o fio da meada do meu romance-thriller-superfodástico para as tweetadas ao vivo das manifestações na Paulista. Não consigo me concentrar na formatação (orçamentos, descrição, justificativas e tal) do meu primeiro espetáculo porque faltam itens na despensa. Estou com um punhado de crônicas paradas, esperando que eu acabe de decorar o apê. Gostaria de desenvolver um segundo ato/lado B para a peça que fiz no começo do ano, mas fico preocupada com consultas e exames médicos.

E, quando olho para meu mural de lembretes na parede do banheiro (OE?!?), vejo 13 ideias diferentes carentes de atenção! E, pior, não são as únicas...

Complicado. Ainda mais porque agora resolvi participar de um processo seletivo que pede 21 laudas (no mínimo) de conteúdo original... nos próximos 40 dias.

Então, meus amores, já lhes informo de antemão que supermercado, depilação, unha, hidratação de cabelo, limpeza de pele, malhação e dieta, benfeitorias domésticas, redes sociais, seriados na TV a cabo, ESTE BLOG, vai tudo ficar em stand-by - e Deus abençoe as contas em débito automático!!! - para eu focar apenas e tão somente na oportunidade que se apresentou.

Se alguém quiser ser meu/minha assistente do lar (é sem remuneração financeira, tá?), as inscrições estão abertas.

7.7.13

Selma Bouvier

O que fazer quando você percebe que seus receios - tudo o que você tinha pavor de ser na vida - se concretizaram? Que, inegavelmente, você é uma tia solteirona, gorda, desgrenhada, desempregada, que vive enfurnada, de moletom, num apartamento na companhia de gatos e sem muitos amigos?


A verdade dói. Vou fazer 40 no domingo que vem. Não saio (muito) de casa sozinha, portanto não conheço pessoas novas interessantes. Portanto, continuo sozinha. E em casa.

Sou tia - e isto é muito bom, ao contrário do que me faziam crer todas as TIAS que proferiam ameaças de que eu ficaria "para titia" (nota da autora: quando criança, eu entendia "ficar PARA A titia", e pensava que teria que viver ad aeternum com a minha tia solteirona, numa relação meio João-Maria-e-a-bruxa). Meus sobrinhos são duas delícias, e os outros quase sobrinhos também me enchem de alegria com suas pequenas e grandes conquistas.

Sou solteira. Não por opção, mas pelas circunstâncias. Eu poderia ter me ajuntado, ou até casado no papel, mas hoje percebo que Deus foi bom para mim e me livrou de, pelo menos, duas encrencas. Eu poderia ter tido filhos com estas ditas encrencas; não tive. Deus foi muito bom! Ainda espero encontrar um plebeu encantado por aí... ou quem sabe um príncipe (vai que Deus quer realmente caprichar)?

Sou gorda. OK, ainda não me acostumei com a denominação - mas aí vamos entrar na discussão da gordofobia, de como o mundo pop nos faz sentir menos humanas e menos valiosas quando não temos o corpo da Barbie nem a fama da Gisele Bündchen, ou vice-versa - então digamos que sou, e sempre vou ser, grande e roliça. Porque não tem jeito, minha massa magra é de quase 60 kg e meço 1,80 m de Havaianas. Mesmo depois de emagrecer os 18 kg que pretendo, serei plus size. Acho bonito ter carne e curvas. E sou ótima companhia para o happy hour!!!

Sim, eu ando desgrenhada. Porque me recuso a ser lisa. Fazer chapinha me deprime; fico com uma cara enorme perdida entre dois pedacinhos murchos de cabelo (ainda que a textura esteja perfeita, as luzes super em dia, e tal)... Eu amo meus cachos. Quanto mais assanhados, melhor. E nem sempre consigo domá-los (aí, obviamente, tem que rolar um bom senso básico antes de sair de casa. Prendedor serve para isso. Mas muitas vezes o "desgrenhê style" passa no meu controle de qualidade).

Já dizia Ed Motta, eu não nasci pra sofrer. Se estou (ou sou) desempregada, é porque decidi não dispender mais toda a minha energia mental, e muitas vezes física, para facilitar a vida dos outros e deixar a minha própria (vida) de lado. Eu quase não me lembro de como era viver de salário fixo todo mês. Pode ser que algum dia eu volte a ter chefe, horário, cobranças, tarefas chatas, não sei. O que sei é que, no último ano, re-encontrei sonhos, comecei a procurar meu lugarzinho ao sol, e passei a acreditar no impossível. A cabeça cheia de projetos e a geladeira vazia: por enquanto está bom assim. Quero escrever muito e produzir mais ainda. Meu desejo é ver o bloco na rua. PROCURO PARCERIAS.

Como boa canceriana, minha casa é meu ninho. O melhor lugar do mundo. Se a rua lá fora tem perigo, frio, trânsito, bandido, bicho papão e sapo cururu, eu fico aqui... e vou ficando... dia após dia. Me sinto muito sem graça de sair para socializar sozinha (em barzinho, restaurante, ou eventos nos quais não conheço ninguém. Já acho que os frequentadores vão pensar "ó, coitada daquela senhora bebendo num canto!") e acabo reduzindo meu lazer a cinema e teatro - eventualmente, um show ou uma ópera - onde não interagir com os outros faz parte do programa. Se bem que, na verdade, minha motivação principal para viver trancafiada é econômica: não gastar com compras inúteis, gasolina, estacionamento, lanche, garrafinha de água mineral etc.

O que ninguém entende (este tópico merece DOIS PARÁGRAFOS) é que eu adoro receber os amigos. Quer me fazer feliz gastando pouco? Fala que vem aqui em casa. Aí sim, eu dou um upgrade na faxina, passo paninho em tudo, jogo Gleid no banheiro, tiro a calça do pijama, ponho até maquiagem, para fazer... nada. Nada junto é muito melhor que a solidão (mesmo no melhor lugar do mundo)! E sempre rola um petisco... porque casa de gordo tem que ter comidinha gostosa, né? HEHEHE

Quanto ao moletom e às gatas, nem vou falar nada. São as maiores felicidades da minha vida. Me mantêm macia, quentinha, amada e sã.

Agora vem o assunto sensível: os amigos. Vim para São Paulo sabendo que os dedos de uma mão eram mais que suficientes para contar aqueles com quem eu conviveria aqui. Na prática, entre os milhões de habitantes da megalópole, há duas pessoas fofas e translumbrantes que vejo com alguma frequência (e que, pelo motivo de serem apenas duas, devem suportar minha carência de contato humano), mas infelizmente eles têm trabalho fixo, chefe, horário, cobranças, problemas pessoais, essas coisas... Acabo não os procurando mais porque acho que estou perturbando. Provavelmente estou mesmo. Em todo caso, saibam que gostaria muito de encontrá-los toda semana, e que aceito convites para programas de índio variados... desde ver Kardashians na televisão a gastar duas horas e meia no trânsito para jantar no shopping. Para vocês, eu sou 24/7; podem ligar!

Então. Respondendo à pergunta lá de cima, sinceramente não sei se há algo a fazer. O tempo passou, os quilos se acumularam, o moço bonito não apareceu, alguns amigos se tornaram ocupados e importantes demais para minha condição anônima, outros se decepcionaram porque não sou tudo aquilo que esperavam de mim (SO SORRY), e a vida de estabilidade funcional não conseguiu me ganhar.

Nem assim chego a me ver como um fracasso total. Ainda acho que sou uma mocinha feliz, romântica e saltitante, que chora com filmes e é amiga para todas as horas. Cuido da pele, dos dentes, do cabelo, da depilação, gosto de me vestir bem, aprecio uma boa conversa, rio à toa, viajo, me interesso por vários assuntos, lido bem com dinheiro... sei lá...

Ou talvez eu esteja em negação, e seja mesmo uma encarnação fiel da tia solteirona dos Simpsons.


Help.

14.2.13

Minha vida em Hollywood

Calma, ainda não me mudei para Los Angeles!!! Ainda. Fisicamente, pelo menos...

Vim para a cidade grande atrás de oportunidades, trabalho e - por quê não? - glamour. Mas, confesso, não imaginei que o luxo estivesse tão perto dos olhos.

Logo que me mudei, descobri que um dos porteiros do prédio era gatinho. E não estou dizendo gatinho-para-um-porteiro, sabe; é gatinho-e-ponto. Digamos assim, se ele fosse meu aluno em alguma faculdade, seria gatinho. Gatinho e gente boa. Vem à minha porta quase todo dia buscar o lixo e me dar um sorriso.

E vocês se perguntavam de onde saía este meu bom humor.

Enfim. Aí hoje me aparece a faxineira nova, indicada por uma amiga por fazer limpeza "na casa e na alma". Eu havia sido avisada de que ela era estilosa (no caso, a faxineira, embora a amiga não fique para trás). Só que a figura que me chegou pontualmente às 7h15 e se pôs a lavar meu banheiro é uma mulher chiquérrima! Loira, bem vestida, articulada (e, sim, tem pose de madame). Quase perguntei se ela não queria que eu passasse um café, providenciasse um pain au chocolat ou algo do gênero, para ela se sentir mais à vontade. Pensei em eu mesma limpar a casa e ver se ela me aprovava... aliás, algumas coisinhas pessoais eu realmente fiz.

Relaxei e me lembrei do porteiro que, sendo ou não um colírio diário para meus olhinhos desfocados, tem como tarefa recolher o lixo, pegar a correspondência e cuidar do prédio. O trabalho da faxineira é faxinar. Neste preciso momento, aliás, o trabalho dela é faxinar A MINHA COZINHA!

Ficamos assim, então. Eu, desgrenhada e com as cutículas mal-tratadas, de patroa. O clone da Giovanna Antonelli (em Da Cor do Pecado, só para esclarecer) às voltas com a água sanitária e o Veja multiuso. E o menino gatinho na portaria. É ou não uma cena de filme hollywoodiano?

Te cuida, Steve Soderbergh.

11.11.12

Domingão


Em outras palavras, eu mereço dormir até as 11h de vez em quando!
(mais um ensinamento valioso de Alex Noriega)

25.10.12

Alegria e Dor alheias

Eu sou mesmo uma ridícula.

Fico feliz ao ver que a vida de uma pessoa (que, por acaso, fez futrica de mim e manchou pelo menos duas amizades de anos e anos) rendeu bons frutos. Choro copiosamente com o luto de outra, que me acusou de não confiar nela, e mimimi... Me compadeço dos que têm menos riquezas (as que realmente contam) que eu. Exercito minha paciência para com quem acha que - no ápice de seus 20 e poucos anos, como diria Fábio Jr. - tem resposta para tudo na vida.

O fato é que não consigo sinceramente querer o mal de ninguém. Até porque essas coisas têm uma facilidade para voltar para a gente... KKKK

A você que agiu pelas minhas costas, desejo que construa uma vida plena com seu novo-antigo amor. Ao que se inflou de orgulho ferido e espalhou lendas a meu respeito, espero que um dia cresça. Àquele que destruiu minha autoestima, hoje re-erguida tijolinho por tijolinho, que se apaixone loucamente e viva "o lado de cá". Se acha muito esperto(a) por rolar uma dívida? Dinheiro é só dinheiro; você também vai entender isto no futuro (mas me pague antes, por favor). Enfiou o dedo na minha cara para ficar bem diante dos chefes: aguardo o dia em que você vai perceber que perdeu uma possível grande amiga.

Algumas pessoas possuem a necessidade de jogar todo mundo para baixo e, assim, se sentir por cima. Outros dizem qualquer coisa para mostrar que estão com a razão.

Mal sabem eles, mais importante é dormir em paz consigo mesmo. Love is all you need.

17.8.12

Moço interessante - volume 3

(Porque o volume 2 – francamente! – cheguei a rascunhar, mas não publiquei)

Vinha eu, já adiantada na hora após um dia de fartas conversas sobre quem eu sou, quem quero ser e do que gosto, pensando no quão impossível seria encontrar alguém que despertasse meu interesse no metrô de São Paulo (o movimento estava fraco e eu concluí “ah, quem diz que isso acontece está só querendo tirar uma onda”) quando PIMBA! passou um carinha do meu lado. Gilberto Braga escreveria esta cena com ele esbarrando no meu braço e a trilha sonora se intensificando para eu prestar atenção nele, porém não chegou a ser o caso.

O moço era bombadinho (o que nunca foi meu tipo, mas este eu até apreciei, porque tinha uma leve tendência a ser gorducho) e tatuado (idem: normalmente não faz meu gênero). Aliás, bem tatuado: a tribal ia de um braço ao outro e ainda escapava pela gola da camiseta... Ele era branquelo e tinha um perfil romano, com cara daqueles imperadores que mandavam executar filisteu por esporte, sabe (ai credo, KKKK), e um cabelo máquina 2 assim meio arrepiado em cima. Curti no Facebook.

Eu, que já tinha que seguir viagem para o mesmo lado que ele, aproveitei para acompanhar aquele andar apressado mais de perto. Fui indo, né, e não é que ele se dirigiu para a mesma linha e para o mesmo sentido da minha casa? Apertei o passo e fiz a stalker louca. Encontrei um amigo, papeei com ele, sei lá, 10 segundos, até que o trem chegou e me coloquei frente a frente com o moço vagão adentro.

Procedi a investigação como manda o figurino: não havia aliança na mão esquerda, nem na direita (com qual carregava uma apostila sobre que não cheguei a captar mais detalhes), e ele parecia muito, mas muito, cansado. Lembrem-se, amados leitores, de que já era tarde. Quase caiu com a arrancada do metrô e, depois, por umas duas ou três vezes se desequilibrou com as curvas vigorosas do caminho. Foi impossível me conter num risinho, o que não acho que ele percebeu (aaahhhhh, que pena; teria sido uma boa oportunidade para engatar a conversa). Apesar do momento “final de mais um dia de cão” e da situação populesca em que nos encontrávamos todos, apinhados no Corinthians-Barra Funda, o perfume do rapaz ainda estava na validade – sinal de que, provavelmente, ele não usa genéricos e sim marca boa. Vendo-o assim cheirosinho e quase dormindo em pé, meu lado de boa samaritana quis lhe oferecer um colo, um bom papo, um cálice de vinho... Vocês entenderam. Todo mundo tem direito a delírios momentâneos, tá?

Voltei à realidade quando passamos pela estação Santa Cecília, onde, para o fim definitivo da minha carreira como vidente mística, ele não desceu. A próxima parada seria meu destino e, conforme percebi em seguida, o dele também! Aí o protagonista desta novelinha mostrou que queria chegar logo em casa (será que sentiu que estava sendo observado?) e acelerou a subida pelas escadas. Tentei ir atrás mantendo um mínimo de dignidade, dando graças a Deus pela invenção da escada rolante e pelo santo hábito do paulistano em deixar a esquerda livre para os demi-apressados como eu. Após uma rápida e discreta perseguição , finalmente descobri que o princípio dos 25 minutos pode ser uma realidade ao meu alcance. Ele mora a duas ruas da minha.

Bem. Acho que vou começar a fazer caminhadinhas pela vizinhança.

P.S.: A novela - volume 1 - do moço interessante tem capítulos aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

5.6.12

Filhote de elefante branco

Após uma gestação de 4 anos, ela saiu.

Senhoras e senhores, eis a campanha Passaporte Verde: concebida por um monte de gente (esta que vos fala incluída) e lançada em pleno Cristo Redentor... ai ai... Este é o tipo de coisa que enche uma "mãe" de orgulho.


Feliz Dia Mundial do Meio Ambiente, pessoal!

5.3.12

Bilhetinho azul

Partir, andar, eis que chega
Essa velha hora tão sonhada

Nas noites de velas acesas,
No clarear da madrugada,
Só uma estrela anunciando o fim
Sobre o mar, sobre a calçada

E nada mais te prende aqui:
Dinheiro, grades ou palavras.

Partir, andar, eis que chega,
Não há como deter a alvorada.
Pra dizer, um bilhete sobre a mesa,
Pra se mandar, o pé na estrada.
Tantas mentiras e, no fim,
Faltava só uma palavra,
Faltava quase sempre um sim,

Agora já não falta nada.

- Eu não quis
Te fazer infeliz,
Não quis.
Por tanto não querer,
Talvez fiz.

(da fecunda e próspera escrivaninha de Herbert Vianna)

31.12.11

Santo Anjo do Senhor...



De uns dias para cá, esta música só tem perdido para Make You Feel My Love (versão da Adele) nas paradinhas de sucesso da minha rádio-cabeça. Certamente fará parte da track list '2011...

Fica aqui como um pedido singelo de proteção, amor, paciência, determinação e perseverança - para todos nós - no ano que está chegando.

8.11.11

Fiz meu book

No começo, não me interessei em posar, mas - graças à dona da academia, que contratou o estúdio e presenteou as alunas com uma foto gratuita com direito a produção quase completa - topei a brincadeira.

Eu mesma montei meus looks, confiando inteiramente o make (a quem mais seria?) ao maquiador... que adorou pirar na batatinha no meu visagismo e me ajudou a potencializar os cachos com muita mousse. No início da sessão demorei um pouco para entender o que a fotógrafa queria que eu fizesse. Depois da décima foto, nas palavras dela própria, eu já estava "mandando muito bem"!

Foram 114 frames de tira blusa, põe colar, troca brinco, bota vestido, muda sandália, veste casaco e, mesmo se não curti algumas poses pornochanchádicas que foram propostas, me diverti bastante. O resultado é praticamente irresistível: até eu, que sou mão-de-vaca de carteirinha, acabei pagando por seis impressões extras.

Aguardem cenas do próximo capítulo.

28.10.11

No horário de verão

segunda, 05h59
Me deitei antes das onze ontem, mas dormi pessimamente. Odeio ter que acordar cedo, porque fico "fritando" a noite inteira... Levantei antes dos dois despertadores tocarem.

terça, 06h20
Esqueci de ligar o primeiro despertador, mas acordei com o segundo. Ai ai, menos uma manhã de sofrimento. Mas fala sério, ninguém deveria despertar antes do sol.

quarta, 06h39
Após apelar para todos os botões soneca possíveis e imagináveis, me sentei na cama e continuei dormindo. Meu corpinho dói; preciso de mais meia hora. Preciso também lavar roupa, limpar a casa e separar a matula do dia. P*** Q** P****, hoje só volto para casa às 23h (para ainda tomar banho)!. Tô morrendo de sono.

quinta, 06h05
O primeiro alarme tocou e despertei de cara. Estou pensando em mudar meu nome para Zombie Girl (mesmo na falta absoluta de tatuagens).

sexta, 06h21
Sonhei que estava acordada e que eram 06h21. Pensem num sono conturbado! Pelo menos, agora vem um fim-de-semana por aí... e segunda-feira é meu último dia de suplício. Afffe.

25.10.11

Ficha

Pensem na pessoa louca que fez passaporte, agendou visto e comprou passagem há meses, já reservou hotel, investiu em dólares, pesquisou van, city tour em Los Angeles, restaurantes, o escambau... mas só agora, que mandou o número do cartão para adquirir os tais bleacher seats no Beverly Hilton, se convenceu de que vai mesmo ver os Golden Globes 2012 ao vivo!

Iniciei até uma sondagem para saber quais astros hollywoodianos cruzarão meu caminho em janeiro. E, obviamente, tenho pensado bastante no look "arrojado porém simpático com a elegância da mulher brasileira" que quero desfilar pelo Lobby Bar durante a cerimônia, HEHEHE

Só precisa combinar com a máquina fotográfica (que em breve vou encomendar) e o bloquinho de autógrafos!

22.9.11

Nossa, como eu sou doce.

Atenção, passantes: estou atingindo um novo estágio de ironia/sarcasmo na minha performance bettedaviana, diante de situações medíocres envolvendo seres energúmenos...

Agora mesmo, acabo de "manifestar" (este estágio envolve muitas expressões entre aspas, inclusive as faciais) uma solidariedade sem par em relação a uma - ou duas, ficará aqui o mistério - pessoa(s) em condições mais ou menos desfavoráveis. No fundo, eu quero que se f**a. Mas o mel que sai da minha boca é "Imagina, não vou atrapalhar; se precisar de algo, me avisa!!!"

Acredite quem quiser que eu trabalho só pela glória, me desdobro em favores por esporte, abro mão da minha vida pessoal de graça e adoro dar a outra face a quem não merece mais de 5 minutos da minha atenção.

Há muito amor no meu coraçãozinho, sim, só que o guardo para quem importa. Vocês sabem quem são. Mas gente descartável merece a chibata da falsidade.

Se alguém um dia vier me cumprimentar e sentir um cheirinho de lustra-móveis, é da minha cara de pau. Óleo de peroba para mim já é pouco.

9.9.11

Deus é uma graça

Ai ai. Eu poderia armar um barraco. Eu poderia romper amizade. Eu podia exercer meu direito inato a ter TPM. Eu podia ficar emburrada por um bom tempo, no melhor estilo belém-belém-nunca-mais-de-bem...

(falando sério, todo mundo já se sentiu atraiçoado por uma besteirinha qualquer que alguém a seu redor tenha cometido. É inerente à nossa natureza falha.)

Porque, às vezes, a vida vem e tira uma baita onda com a sua cara.

Há alguns meses, fui sondada para um trampinho bastante interessante, que envolveria um dinheiro razoável, além de me permitir fazer coisas de que gosto. Se a época fosse outra, eu me apoderaria desta ideia como quem se fia em uma promissória. Acontece que agora passaram a bola para outras pessoas, inteligentes, simpáticas e certamente mais credenciadas para o trabalho que esta que vos escreve. Gente que eu adoraria conhecer melhor. Profissionais que eu indicaria, inclusive. A cereja do sundae foi que, não bastando saber da "traição", dei de cara com os protagonistas dessa saia justa em pleno exercício das funções. Fazer o quê, né?

Meu conselho: Ao invés de ficar mortalmente ferido, ria!!! Agradeça a bênção de ser um humano dotado de humor. Procure o lado bom da situação. Faça novas amizades. Opte por ser feliz. E reforce seus contatos pessoais, claro.

1.9.11

37°C

Umidade relativa do ar abaixo dos dois dígitos. Segundo dia do ciclo.

Faxina, manicure, almoço, banco, estacionamento de shopping, clínica de estética, trânsito, meia horinha de descanso, um copo de suco, banho, reunião na Universidade. Um dia corrido e dantescamente desconfortável.

Hoje eu pulei a malhação, sem culpa nenhuma.

17.8.11

Chupando pensamentos alheios*

Sim, eu estou ficando velha - assim como você e o resto da população mundial (...)

Neste caso, posso ainda acreditar em algo totalmente irracional?

Estou bastante surpresa que, bem... estou confusa. Eu gosto desse cara. Realmente gosto. Eu poderia provavelmente falar com ele sobre tudo e nada, explorar esse enigma do nada em tudo, e do tudo em nada (...)

É muito brega escrever - NOVAMENTE - que adoro esse cara. Eu não sou uma fã psicopata, sou apenas uma mulher que chegou a este ponto, depois de uma série de erros quando se trata de homens, de perceber que, ah, todas essas normas [sobre comportamento e relações amorosas] são besteira.

Esse cara me faz feliz, de um jeito "you make me smile, you make me sing" do Stevie Wonder.


* de Yas Coles, com o auxílio glorioso do Google Translator

11.8.11

Novo mantra

Acredita que acontece,
Ignora que desaparece!


A primeira frase (que prontamente adotei para a vida, neste meu momento Alice/Polyanna/Pequena Sereia) vem sendo usada como #hashtag do Twitter. E a segunda parte eu havia cunhado com uma amiga anos atrás...

Repetido várias vezes ao dia, se possível dando pulinhos e/ou sacudindo as mãos para cima.

Já tô apelando geral.

19.7.11

Eu agora sou uma moça que malha

Todo dia, meia horinha. Por enquanto estou molenga e descoordenada, a calcinha enrola e a camiseta sobe, forço as articulações erradas, mas vou me dedicar.

Porque, como disse minha colega Bárbara, "falta de disciplina é deselegância".

7.7.11

:P

"Eu não gosto do bom gosto,
Eu não gosto de bom senso,
Eu não gosto dos bons modos,
Não gosto

Eu gosto dos que têm fome,
Dos que morrem de vontade,
Dos que secam de desejo,
Dos que ardem


Adriana Calcanhoto... mas poderia ser meu..."

(capturado do mural de Cassiana Caparelli #freespiritsflyhigher)